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terça-feira, 9 de setembro de 2025

AI  QUE  BOM,  O  ASSAD  FUGIU
AI QUE BOA NOVA SÍRIA

Estava há bocado a olhar para vários mapas e nomeadamente o mapa mundo e detive-me no Médio Oriente.
Olhei para a Síria.

A queda de um facínora não pode deixar de ser uma excelente notícia, uma notícia bem vinda, pecando por tardia. Foi há meses.
Ponto. 

Agora, como se costuma dizer, vamos olhar então para "o dia de amanhã". E os seguintes, já agora. 
Olhar a realidade, nos dias desde a queda de Assad e já passou tempo relevante.

Estive a ver que mapa devia usar, para qual olhar, para tentar perceber.
Talvez este?

Ou este?


Ou este?


Bom.
Como sempre acontece, todos os jornais e TV por esse mundo fora noticiaram a queda da cidade de Damasco e a fuga do facínora Bashar al-Assad para a . . . . . . Rússia. Claro!

Escreveu-se internacionalmente, e nacionalmente, “rebeldes” de estirpes várias liderados pelo terrorista Abu Mohammad al-Jolani derrubaram o regime iniciado pelo pai Assad, e terminaram assim a guerra civil que grassava desde 2011.  

Um Jolanizinho que passou a aparecer com ar de "estadista", de fatinho!

Passaram-se meses, e ele de fato continuou!

Guerra civil terminada? Ah. . . ah . . .  espera pela pancada!

Surpresas!

 Nas ruas, os sírios festejaram. 
Mas no Ocidente, os sábios do costume, creio que têm oscilado entre o pesaroso e o esperançoso.

Nasceram novas preocupações, ou não?

Da queda até hoje, algumas minorias foram perseguidas ferozmente.
A base naval russa por lá continua.
A espaços Israel tem treinado a sua aviação também sobre a Síria, estoirando com coisas várias, ao que se sabe diminuindo arsenais.
À cautela!

Salvo melhor opinião, e ainda bem que Assad se pirou, creio que na realidade nua e crua, além de moscas pouca trampa mudou.

Presumo que na cimeira do Alaska, Trump e Putin debruçaram-se TAMBÉM sobre o Médio Oriente, que persiste e, APOSTO, persistirá muito complexo. 

Sobre a Síria, o democrata Erdogan olha para lá atentamente. 
O Irão protegia Assad, não sei como olha agora para o chefe novo de fatinho e barba grande, e se ajuda ou, para já, está sossegado.
Quanto a Putin creio que continuará a manter a base. 
Daqui, renovará influência, agora sobre Jolani?

Eu que não percebo nada destas coisas digo apenas, vai continuar o granel. 
Pelo menos Arábia Saudita, Irão, Emiratos, Turquia, EUA, Rússia, Israel, vão continuar muito atentos e, creio, interventores directos. Particularmente Israel.

Diz-se que Jolani deixou a Al-Qaeda em 2016, e que daí para cá se apresenta como pessoa moderada. HUM . . . . . 

Dizem que Jolani é pragmático.
Presumo que com facilidade aceitará compromissos com a Rússia tal como com o Ocidente e com o Irão.
Que posição tem ele sobre Israel?
Desconheço. Aguardemos.

AC

terça-feira, 3 de junho de 2025

A  PROPÓSITO  de  REDES  SOCIAIS
Séculos antes do meu tempo, o mundo era outra coisa.
Não havia redes sociais, por exemplo.
Hoje há, várias.

Eu tenho apenas este simples blogue, onde discorro sobre algumas das minhas preocupações, onde me questiono, onde por vezes posso acabar por ser injusto, mas onde procuro corrigir-me. Onde partilho fotografias, um dos meus grandes entretenimentos, que o mais possível alio a andar por aí.

Há séculos não havia redes sociais.
Mas há séculos havia e houve chacinas, violências, horrores.
Houve, e continuam (opinião pessoal naturalmente) lutas no âmbito da fé.
A península Ibérica teve por cá os "mouros".
Houve o califado.

As redes sociais têm, como tudo na vida, aspectos positivos e outros negativos.
Entre os positivos, na minha opinião naturalmente, sabem-se de coisas que a comunicação social por vezes pouco refere ou não refere de todo. Dos vários negativos, graves, a desinformação e a manipulação, por exemplo.

Correndo o risco de estar e ser injusto, a sensação que tenho é de que na Síria actual continuam perseguições no âmbito da fé. As minorias cristãs creio que passam maus bocados, porventura horrores.
Mas isso é falado seriamente, com preocupação, na comunicação social Ocidental, particularmente na Europa?

Correndo o risco de estar a ser injusto, será que no Egipto as coisas não estão crescentemente mais adversas por exemplo para os coptas?
O mosteiro cristão no Sinai, do tempo do império Bizantino, não está para ser encerrado? Ou foi já?

Recordando-me de outras latitudes e longitudes, o que se passou no Afeganistão com a destruição das estátuas gigantes, não encerra o mesmo espírito?
Isto é, a fé em minoria tem de ser extinta, e nada de permitir templos dessas minorias?

Quantos templos cristãos, católicos, são permitidos erigir no Irão, no Líbano, na Síria, no Egipto, na Índia?
Já na Europa, toca a construir mesquitas, se possível e melhor, toca de oferecer no mínimo terrenos mas, desejavelmente, até edifícios públicos, como parece estar a germinar no Porto.

Interrogo-me, será que sou eu que estou a ver mal a questão?

Há duas coisas que me assaltam cada vez mais:
1º - porque não existe nestas matérias algo típico da diplomacia e dos acordos internacionais, a Equidade e a Reciprocidade ?

2ª - o crescimentos desmesurado de nacionalismos que, por agora, parecem moderados, mas . . . . . . Veja-se mais um caso, presidenciais na Polónia. Veja-se os temas do discurso do ganhador.

Será que o defeito é meu, custar-me a engolir este estado de coisas, esta total ausência de reciprocidade entre o mundo Cristão e o mundo do Islão?
Este autêntico assalto à Europa?

AC

quarta-feira, 1 de março de 2023

CONFISSÕES  e . . . . . CURIOSIDADES
Quantas igrejas católicas ou mesmo ortodoxas existirão, no Irão, na Arábia Saudita, no Iémen, no Iraque, na Jordânia, na Etiópia, em Marrocos, na Argélia, na Líbia, nos Emiratos, no Kuwait, na Turquia, etc.?

E quantas mesquitas existem em Portugal? Creio que uma, Lisboa. E quanto ao budismo, etc.?
Na Bélgica?
Na Alemanha?
Nos EUA?
No Canadá?
Na África do Sul?

Isto terá algum significado concreto?
António Cabral?

sexta-feira, 22 de julho de 2016

A propósito da TURQUIA
Bom, na Turquia estão a passar-se, parece, coisas interessantes, perigosas, complexas, inesperadas (??), numa palavra -  um vulcão.
Não sou de embalar facilmente em rumores e falar com voz grossa sobre o que sei pouco ou nada. Isto dito, parece que Erdogan prossegue um plano há muito traçado. Parece que berrou para a UE dizendo qualquer coisa do género - não têm nada a ver com isto.
Olhemos para o mapa. Vizinhos da Turquia? Eis, Síria, Iraque, Irão, Azerbaijão, Arménia, Geórgia.
Olhemos para outros factos:
Para lá dos vizinhos acima lembrados, temos "mother Russia". Olhando a outras questões, formais por exemplo, temos a NATO, os EUA. Olhando ao que se passa no terreno naquelas bandas, parece que Erdogan manda combater os curdos que por sua vez batem no Daesh, parece que os franceses fingem andar a bater, os ingleses não estou seguro, e creio que os EUA vão aperfeiçoando as máquinas de guerra à distância. Mas parece também que quem bateu a sério no Daesh foram os rapazes do Putin. Voltará?
No meio da baralhada, temos uma base NATO famosa no Sul da Turquia, não sei se muito ou pouco municiada, uma base Russa na Síria, temos os shiitas e os sunitas adorando-se apaixonadamente por todo o Islão, temos enfim da Arábia Saudita até aos mais a Leste uma crescente confusão que nem Europa, nem UE, nem EUA nem Rússia conseguem controlar.  
No meio disto os "pacatos chineses" vão calmamente fazendo o seu caminho.
No meio disto, o nosso parlamentozinho discute charretes carroças e muares, chumba a nomeação do apontado para o CES, e o nosso presidente mandou fazer um estrado para o baixote Hollande.
Isto já nem muito bêbado se pode aguentar. 
Boa noite e boa sorte.
AC