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domingo, 23 de agosto de 2026

ESTAS   COISAS   LEVAM   TEMPO
Estas coisas levam tempo, têm que levar muito tempo.
Porquê?

Estas coisas levam tempo, são complexas, por razões diversas.

O trágico acidente aconteceu há poucos dias . . . . Ups . . . . parece que não exactamente . . . . 

Compreende-se . . . . . o relatório deverá sair lá para (será?) o final do primeiro trimestre do próximo ano. 
Se não chover, como dizia alguém!

Estas coisas são complexas, desde logo porque o trágico acidente do Elevador da Glória vitimou muitas pessoas, destruiu famílias. 
E, sobretudo por isto, há que apurar responsabilidades.
Apurar responsabilidades pela morte de tantas pessoas, pelos dramas brutalmente impostos a várias famílias.

Estas coisas são complexas, por razões técnicas.
Material muito antigo.
É preciso fazer muitas peritagens.

É preciso ver se todos os intervenientes, se todos os peritos, se todos os assistentes, se todos os mandatários, e se todos os responsáveis formais aos diferentes níveis estão de acordo com as conclusões de cada peritagem. 
E se estão de acordo com o relatório, o final, que finalmente há-de aparecer à luz do dia, e aí se verá que, desta vez, em Portugal, a culpa não morreu solteira. 

Prevejo seja apurado que, sem margem para qualquer dúvida, a culpa foi não só do cabo como sobretudo do elevador, que não tinha nada que ir por ali abaixo desarvorado e muito, também, daqueles horríveis batentes que lá em baixo estancaram brutalmente o elevador.

Peritagens portanto sobre o tal cabo.
Peritagens sobre diferentes cabos: os que eram de aço, os que já não eram completamente de aço, os que eram de outro aço, os que talvez não precisassem de ter tanto aço.
Peritagens para averiguar que o tal cabo (cabo, nada a ver com tropa, com cabo, furriel, sargento, tarata) se portava ou se portou bem ou mal.

Peritagens aos carris, se não estariam demasiado polidos, se não ajudaram à tragédia.

Peritagens às calhas onde corria o cabo, se tinham folhas das árvores e/ ou lixo que prendessem o cabo.

Peritagens aos óleos e outros lubrificantes usados no sistema do elevador para apurar se poderiam ter ajudado a deslizar mais do que o devido.

Peritagens às madeiras e contraplacados de que era feita a cabine do elevador, para apurar se tinham bicho da madeira que pudesse ter contribuído para o desfazer quase completo da cabine.

Peritagens ao cabo e à sua fixação ao elevador.
Peritagens aos freios (nada de freios e contrapesos).
Peritagens à dinâmica do sistema.
Peritagens às condições de aderência dos freios aos carris. 
Peritagens da acção dos freios sobre as rodas.
Peritagens aos circuitos eléctricos do elevador.

Um tal de GPIAAF terá contratado várias entidades especializadas em cabos e similares.
Já houve relatório preliminar. Com dúvidas.
Depois dele, foi definido o âmbito das peritagens, mais peritagens portanto. 
Mais peritagens para apurar factores técnicos.
Mais peritagens porque alguns testes se mostraram destrutivos.

Peritagens, também aos recursos vários.
Peritagens à eficiência na despesa pública!
Peritagens diversas, investigações diversas.

Peritagens comparativas, dadas as especificações originais da Carris.
E muito estudo da pouca documentação técnica existente.
Peritagens e investigações sobre a supervisão dos trabalhos efetuados pela empresa prestadora do serviço, a manutenção etc.

Se percebo bem o que já veio a público, houve "aspectos suscitados" depois de tantas investigações e peritagens, peritagens efectuadas em "sequência".

Finalmente, segundo o tal GPIAAP  - "Paralelamente às peritagens dos sistemas técnicos, a investigação tem procedido também ao aprofundamento da análise dos fatores imateriais pertinentes", como "fatores humanos e organizacionais envolvidos no acidente, procedimentos e práticas de manutenção" e "enquadramento legal da operação, entre outros aspetos".

Portanto, haverá elaboração do esboço do relatório final!

Aguardemos então pelo esboço do relatório final. . . . aguardemos depois pelo relatório final. . . . .algures em . . . . . . 2027 . . . . .

Bom dia e bom Domingo.
Saúde, o Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades, boas férias.

António Cabral (AC)

terça-feira, 14 de julho de 2026

REPUBLICANDO

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

MAIS UMA POUCA VERGONHA DE POLÍTICO

De acordo com o que vejo num zapping pelos OCS via NET, a CMLisboa prepara-se para perdoar ao BENFICA uma dívida enorme.  Aparentemente, existirão ilegalidades várias no complexo à volta do estádio do BENFICA, clube que parece preparar-se para prosseguir na senda das ilegalidades. Grande edil. 
Mais um exemplo que me deixa perfeitamente descansado quando este futuro primeiro-ministro estiver a continuar a obra de destruição de Portugal. 
Dizem-me que não só é (legitimamente) adepto do clube em causa como está muitas vezes junto das autoridades máximas do clube, durante jogos e não só. 
Será verdade? Pois. 
AC

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

A BOLHA LISBOETA SOCIALISTA,
Está contentíssima com a quase certa confirmação da "quiducha" Leitão para candidata do PS à Câmara Municipal de Lisboa.

Dizem alguns com grande entusiasmo que dificilmente o PS poderia ter encontrado melhor que este excelente quadro do PS.

Eu fico à espera das eleições e dos resultados.
Gostava de me vir a rir.
Não sei se até lá a Leitão andará com os filhos pelas diferentes cantinas dos funcionários da CML. Para lhes abrir horizontes.
AC

terça-feira, 15 de agosto de 2023

PONTE

Ponte - construção que permite a passagem de uma via de circulação sobre um curso de água ou um vale; . . . . . . .

E como digo aqui no blogue e em conversas com amigos - O diálogo é a ponte que liga duas margens.
Mas este caso que enfurece os do costume, mostra que diálogo não parece ter havido e pelo que se vai vendo a coisa não melhora.

Milhares de pessoas assinaram já uma petição para impedir que a ponte construída sobre o rio Trancão para o evento JMJ 2023 venha a ter o nome do cardeal patriarca de Lisboa cessante.

Mão amiga enviou-me quer a petição a que que me refiro em cima (não a tinha procurado) como também a petição que vai num sentido oposto ou seja, deseja que a ponte fique com o nome do Cardeal Clemente e que o que vem sendo designado por Parque Tejo fique com o nome de Papa Francisco.

Salvo melhor opinião, nisto como infelizmente em muitas coisas, salta à vista a demagogia de ambos os lados das barricadas ideológicas. 
Mais, parece-me lícito poder concluir do que se vê por parte de vários, o arfar de egos desmedidos, ausência de sentido das responsabilidades, ausência de diálogo, ausência de noção das proporções, ausência de sentido das realidades e, a avaliar pela noticiada recusa de D. Clemente, parece demonstrar uma completa ausência de noção de como se devem fazer as coisas. 

A toponímia das aldeias e vilas e cidades nem sempre reflecte o valor, o mérito, de personagens/ cidadãos portugueses e até alguns cidadãos estrangeiros.
Mas a esquerdalhada é assim, e muitos direitolas (os decentes, não estou a falar de Venturas e similares) não se mostram muito diferentes. É fácil verificar  e a começar por Lisboa, que há muita ideologia na definição da toponímia de cidades, vilas e aldeias.

Ver nos rodapés das TV - a maioria dos utilizadores da ponte está contra a intenção de atribuir-lhe o nome "Clemente" - dá-me vontade de rir.

As notícias tendem a indicar que a ideia é da Câmara de Lisboa. 
Eu gostava de saber se foi só da CML (e dentro dela de quem partiu a ideia, Moedas ?....), ou se a CMLoures foi auscultada e se concordou. 
Por mim, há aqui um atirar ao Moedas o que, porventura, neste caso, é capaz de se vir a concluir que é merecido. 

Por mim, a máquina de Costa está a trabalhar em força mesmo em tempo de férias de Verão, a esforçar-se por deitar abaixo tudo o que posso engrandecer politicamente o autarca de Lisboa. 
É claramente adversário a roçar inimigo.

Depois, ninguém no PS dirá alguma coisa, silêncio tumular - ah estamos de férias - POIS!

Ainda assim lá aparece um PS sem cartão mas muitíssimo rosa e turbo administrador e comentador, a insurgir-se com o que estão a fazer a Clemente. 
Fica sempre bem uma voz destas, . . . .um deles, dissonante.

Como cidadão comum tenho a maior das dúvidas que a felizmente muito bem organizada e bem sucedida JMJ 2023 tenha de "obrigar" a crismar seja o que for com o nome dos principais protagonistas.

Por mim, continuo atento a como é que a igreja católica nacional e a de Roma está a tratar a pedofilia/ abusos. 
Por mim, se vi actos concretos de realçar, se Francisco recebeu alguns mártires dessa vergonha é louvável mas nada resolve, ando com a sensação de estar aí um aparente arrefecer do processo de investigação e subsequente tratamento, e até alguma indecisão aqui e ali. 

Para mim, naturalmente, na toponímia, em monumentos, museus etc., nada me choca que se lhes aponha o nome de um padre, bispo, cardeal, Papa. 
Nada me choca que para os mesmos fins se vão buscar nomes sonantes da nossa história, nomes com actividade política, educativa, cultural, pedagógica, militar, etc. Mas penso que as escolhas devem acontecer depois dos escolhidos já não estarem entre nós há alguns anos.
Mas, creio indesejável que a atribuição de nomes seja sobretudo por razões ideológicas ou razões da moda, das modas, do politicamente correcto, do "Wokismo".

Para tentar que fique claro o meu ponto de vista, 
- eu teria tirado o nome Salazar à ponte, passava a ser como é ponte 25 de Abril, mas à entrada da ponte, em local visível mas muito discreto, devia ter uma placa pequena com o anterior nome e a data de inauguração,
- defendo esta postura desde sempre, e sei alguma coisa de história nacional para ter uma razoável ideia sobre os períodos da nossa história que se podem designar de, pelo menos, por tristes e lamentáveis aos olhos e valores de hoje, que não são os de há séculos, 
- reagiria se algum dia quisessem atribuir o nome Barbieri ou Silva Pais ou Urraca ou Filipe de Espanha a uma rua ou Praceta, sendo certo que temos, por exemplo, a Praça de Espanha em Lisboa,
- sou apologista de que na toponímia se faça sempre como vejo em muitas das nossas vilas e aldeias e cidades mais pequenas sempre que se alteram nomes: estar bem legível e em letra maior o nome e, em letra bastante mais pequena - antiga rua ...

Voltando à ponte do Trancão, já me perguntei, quem foi o grande protagonista da JMJ 2023? 

Imagino hipóteses de alguns dos meus concidadãos:
- Marcelo Rebelo de Sousa, . . . . (??????????????????)
- Carlos Moedas, (?????????),
- Sá Fernandes, (???????????????????),
- Américo Aguiar, (?????????),
- Manuel Clemente (?????????????????????),
- Papa Francisco, (?),
- governo PS, (??????????????????????????),
- Ana Catarina Mendes, (?????????????????????),
- CM Lisboa (?????????)
- CMLoures, (????????)
- CMOeiras, (????????????????????????????????).

A resposta à minha pergunta supra é: 
✒ grande protagonista, foram as pessoas, e a juventude, naturalmente.

E se no milhão e meio estimado no último dia da JMJ 2023 havia milhares de jovens de nacionalidades várias, parece-me óbvio que havia também muita gente de idades diversas, e acredito que a maioria seriam católicos mas, certamente, não eram 1500 000,00 fiéis.
E pela televisão, em Portugal, certamente que mais uns milhões seguiram a jornada toda. Eu não fui à JMJ 2023, e quase nada segui pela TV, estava fora de Lisboa.
 
A ponte tem de ter um nome? Que diabo, não pode ficar sem nome?

E já agora, neste Portugal cada vez mais peculiar, atribuir um nome a uma pequenina ponte dentro de um concelho, tem que ser debatido na Assembleia da República ou no / pelo governo que está?

Bom, se tem de ter nome, a mim parece lógico que as CM de Lisboa e Loures teriam de arranjar um nome de comum acordo.

Será então pateta ponderar estes nomes:
- Ponte Rio Trancão,
- Ponte para o futuro,
- Ponte da Juventude,
- Ponte JMJ 2023

Quanto às áreas de um e outro lado da ponte nada me incomoda que lhe aponham o nome Papa Francisco.

Mas, porque não ponderar - Parque Tejo de um lado e Parque Trancão do outro?
Ou, porventura, Parques da Juventude?
AC

domingo, 23 de abril de 2023

DEGRADAÇÃO  LENTA

Em vários locais e equipamentos no Parque das Nações observa-se uma degradação lenta, aqui e ali.
Os bancos de madeira há anos que não levam manutenção. O meu banco em Monsanto é anualmente que leva Bondex. As madeiras dentro de casa de três em três anos são beneficiadas. Sem manutenção não há milagres, sobretudo em tudo sujeito ao Sol e intempéries. 

Alguns dos equipamentos para exercícios físicos estão danificados.
Em todo o percurso ao longo /beira da água são imensas as lajes de pedra/ mármore partidas
Na rua que vem da rotunda perto da ponte Vasco da Gama e vai dar à saída para Moscavide, a ladeira à direita tem matagal imenso, uma beata e é lume aceso pela certa. E há muito mais a apontar.

Continua um local muito aprazível para caminharmos mas têm que começar a olhar para vários aspectos.
AC

sexta-feira, 12 de março de 2021

DEMOCRACIA, GOVERNOS e OPOSIÇÕES
Vou supor que praticamente ninguém discordará de que uma democracia saudável, sã, equilibrada, lutadora por diminuir desigualdades o mais possível e desenvolver a sociedade, é aquela em que os governos actuam de acordo com os seus programas, gerem a vida pública com rigor e transparência, e em que as oposições escrutinam assertivamente as acções dos governos, dialogam democraticamente na Assembleia da República, e apresentam projectos alternativos de governação, CLAROS, para que os cidadãos os percebam sem hesitações.
Também em democracia me parece natural e mais do que legítimo poder haver reconfiguração de partidos políticos existentes e emergirem outros.

Salvo melhor opinião, olhando a este governo e a estas oposições, isto tudo o que se vem passando demonstra bem a saúde (???) da nossa democracia. Não chegando já esta parte trágica, recordemos o que se tem passado com os pequenos partidos que ganharam assento parlamentar nas últimas eleições legislativas e mais as várias deserções e palhaçadas.

Não chegando já estas tragédias todas, reparemos na inacreditável situação envolvendo o IL com a questão da candidatura autárquica a Lisboa. Tínhamos estadista do IL para a câmara municipal de Lisboa, estadista que na sua apresentação lembrou os valores da seriedade e da verticalidade.
Presumo que só nesse dia do anúncio da candidatura ou no seguinte reparou bem nesses conceitos. Renunciou rapidamente a candidatar-se à CML e somou a isso desvinculação do IL. Nada tenho a ver com a vida de cada um. Mas, como cidadão que olha para tudo isto, resta-me um comentário - olha do que os lisboetas se safaram.
AC

quarta-feira, 3 de março de 2021

EXACTAMENTE
EU, que conheço muito bem Lisboa, concordo em absoluto com esta apreciação. A primeira vez que me deparei com o arquitecto Salgado, foi ao vivo, nos Açores, S. Miguel, Ponta Delgada, 2006, não recordo o dia certo, durante uma espalhafatosa apresentação do projecto do futuro terminal de cruzeiros em Ponta Delgada (e hoje já construído). Quem mandava por lá? Exactamente, esse em que está a pensar, Carlos César, PS pois claro. Como dizia o outro, isto anda tudo ligado, há anos e anos. Os tipos do PSD cada vez mais se mostram uns meninos de coro ao pé destes profissionais. E esperem agora pelos fundos "Bazuca" ou "vitaminas", para verem como eles são uns verdadeiros artistas.
"Vai para catorze anos que a Câmara de Lisboa está nas mãos do PS, e dos seus aliados pseudo-independentes, todos oriundos da Esquerda. Costa largou a Câmara a 1 de Abril de 2015 para se dedicar à conquista do poder central com os resultados que se conhecem. Permaneceu nos Paços do Concelho, como segundo quase primeiro, o arquitecto Manuel Salgado que vicissitudes judiciais recentes obrigaram a demitir-se da vereação. Os mandatos de Costa e de Medina não teriam sido os mesmos sem Salgado. E Salgado não teria sido o que foi sem a caução política do actual primeiro-ministro e de Medina. São catorze anos de desprezo pela vida comum dos lisboetas, ao serviço de floreados e da imagem para terceiros verem. Os lisboetas foram expulsos do centro de Lisboa, andem de carro, a pé ou de bicicleta. Fizeram-se alterações no terreno quase exclusivamente a pensar no turismo. Na Baixa, em cada quatro edifícios, três são hotéis ou equivalentes. A obsessão estúpida por ciclovias e pilaretes tornou a cidade infrequentável. A Polícia Municipal é um sorvedouro indirecto de receita municipal, sempre à cata de possibilidades de reboque por dá cá aquela palha. Já a CML, “elefantizada” por todo o lado, constitui um formoso centro de emprego socialista. E dos muitos complacentes da falsa oposição que por lá se arrastam. São todos primos e primas políticos, socialistas ou não. Não lhes ocorre outro desígnio ou destino que estar e ficar. Não tenho nada contra uma cidade virada para fora e cosmopolita. Tenho tudo contra uma edilidade que trata os munícipes como atrasados mentais em nome de interesses transversais e da pura farsa". (João Gonçalves, Jornal de Notícias)
António Cabral (AC)

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

 DEMOCRATA

Um dia depois do buraco feito no túnel do Metro na Praça de Espanha,  Fernando Medina actual presidente da CM de Lisboa faltou à Assembleia Municipal, que era pública.

Devia estar mal da barriga!

AC

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Postura municipal
Câmara Municipal de Lisboa, Postura n.° 69 035/- Policiamento de Logradouros Públicos e zonas Florestais

Verificando-se o aumento de actos atentatórios à moral e aos bons costumes, que dia-a-dia se vêm verificando nos logradouros públicos e jardins, e, em especial, nas zonas florestais Montes Claros, Parque Silva Porto, Mata da Trafaria, Jardim Botânico, Tapada da Ajuda e outros, determina-se à Polícia e Guardas Florestais uma permanente vigilância sobre as pessoas que procurem frondosas vegetações para a prática de actos que atentem contra a moral e os bons costumes. 
As­sim, e em aditamento àquela Postura n.° 69 035, estabelece-se e deter­mina-se que o artigo 48 tenha o cumprimento seguinte:
1.° Mão na mão... 2$50
2.° Mão naquilo...15$00
3.° Aquilo na mão...30$00
4.° Aquilo naquilo...50$00
5.° Aquilo atrás daquilo...100$00
Parágrafo único - Com a língua naquilo... 150$00(de multa, preso e fotografado.)

Lisboa, 9 de Janeiro de 1953

(Do livro "Amor e sexo no tempo de Salazar", de Isabel Freire, editora A esfera dos livros".

AC

domingo, 25 de fevereiro de 2018

CORPORATIVISMO? PODERES OCULTOS? LOJAS? CENTRÃO?
Como o caso numa esquina ao Rato, existem imensos por essa Lisboa fora, por esse País fora.
Entre aprovações e reprovações, as coisas acabam sempre por andar anos aos trambolhões, entre vereações e presidências de câmara do PS ou do PSD, mas depois de avanços e recuos, de protestos, de associações que se constituem, de petições de milhares de cidadãos, lá avançam final e definitivamente. 
O caso concreto, no Rato, dizem estar a marinar há 8 anos, mudando de gavetas certamente, com desrespeito pelo Código do Procedimento Administrativo, certamente sempre com a inocência de todos os arquitectos com ligações ou conhecimentos à CMLisboa, sempre com os que pertencem (e são muitos) à CML isentos e sem nada que ver com os gabinetes de arquitectura fora da CML, com concordâncias da Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitetos, e tendo tido pelo meio também António Costa.
É o que temos, mas nem todos merecemos.
AC

domingo, 30 de abril de 2017

DOMINGO LISBOETA
O tempo não esteve muito agradável.  Mas não houve chuva, se assim se pode dizer.  Vento.  Nublado.
E muita gente, muitos portugueses, muitos estrangeiros.
Andar por vários sítios em Lisboa, num Domingo como este, em que teoricamente muitos saíram da capital, é curioso, interessante, pelo que se observa. 
Uma multidão no Mercado da Ribeira, onde se almoça bem, moles de pessoal deste a zona do histórico Ministério da Marinha e actual edifício da Administração Central da Marinha até ao Cais do Sodré, Principe Real ou ao Eduardo VII,  menos gente nas avenidas novas, muitas pessoas com os sacos para apanhar as fezes dos cães MAS NEM TODAS, gente do Cais do Sodré à Torre de Belém.
Gente de todas as categorias sociais (a avaliar pelo aspecto e vestimentas), bom café na abarrotada Brasileira, muitas "selfies", mas muitas máquinas fotográficas boas, muitas pessoas nas igrejas, (a fotografia em baixo ainda não o mostra) várias lojas abertas e outras fechadas, muitas obras por todo o lado, muito pó, mas também muitas zonas arranjadas. Mas muitos prédios degradados, em vários bairros e zonas.
E muitos TUK-TUK! E muitos autocarros de turismo, médios.
Sobretudo na Baixa Lisboeta um mar humano, em alguns sítios difícil de se passar. Barcos no Tejo.
Montras apelativas, para todos os gostos e paladares.
Manhã e tarde agradáveis.
Mas, numa certa perspectiva, sinais muito tristes dos tempos.
Em muito lado, polícia e mais polícia. E chamou-me à atenção que em cada par de agentes um com metralhadora, como por exemplo na Baixa, na R. Augusta ou no Terreiro do Paço.
Eu estou como se estivesse agora pronto para sair, mas há queixas devido aos Km andados. Mas foi muito simpático. 
Bom resto de Domingo a todos.
António Cabral   (AC)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

A CARRIS, o PS, a CMLisboa, Fernando Medina
Da comunicação social: "
O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, salientou .............. que "vai mudar muito na vida da empresa e na vida dos lisboetas"..........será feito um "forte investimento na Carris, em mais autocarros, mais motoristas, mais eléctricos, mais redes e passes mais baratos", mas garantiu que a empresa de transporte público "não voltará, como no passado, a acumular dívida"................................................. 
"Está prevista a articulação com a rede de bicicletas partilhadas, a criação de mais corredores 'bus' e faixas dedicadas a linhas de alto desempenho nas principais vias de distribuição de mobilidade a cidade, para permitir que transporte público seja mais rápido e mais eficaz", frisou..............
.................... está prevista a reorganização das linhas da Carris, num conceito de rede de bairro, em que "cada bairro terá uma linha que fará uma ligação constante e continua entre o mercado, a farmácia , supermercado, a escola, todas as grandes equipamentos de utilização colectiva".....................
............ "é necessário financiamento suficiente para que a Carris possa fazer investimentos , mas a Carris não voltará a acumular dívida" (saia um decreto, sff).
........................ acrescentando que "até agora os défices da Carris eram financiados pelo Orçamento do Estado , através dos impostos de todos os portugueses e a partir de hoje a Câmara de Lisboa é que vai assegura as necessidades de financiamento".
"O município de Lisboa liberta o resto do país dos encargos que estavam a suportar com a Carris", afirmou.

Dá uma certa vontade de rir.
Já agora, uma das primeiras medidas a tomar até ao fim de Março próximo, seria começar a alterar a cor dos eléctricos de amarelo para cor-de-rosa, sempre dava uma sensação de novos veículos!!!!
AC

sábado, 28 de janeiro de 2017

AS OPINIÕES
As opiniões de cada um de nós devem ser respeitadas. Mesmo que, muitas vezes, no nosso entendimento, sejam .......esquisitas!!
Por exemplo, há dias tropecei numas declarações de Bagão Felix, um ex-ministro das finanças de carreira governativa mais que duvidosa, muito curiosas, do meu ponto de vista naturalmente.

“(…) em relação à câmara de Lisboa, tenho a dizer que gosto do atual presidente Fernando Medina. É um jovem, competente, parece uma pessoa muito bem intencionada, e está a fazer. Esta coisa das obras, por exemplo. Se ele não estivesse a fazer obra era criticado por não estar a fazer. Lisboa precisava delas. Acho que é um jovem com valor, culturalmente muito positivo, muito dialogante e com experiência governativa. Acho que a câmara está bem entregue. (…)”

Repito, respeito. Mas, dentro dos meus direitos constitucionais, digo a mim mesmo - pois é, António, eis um bom exemplo do saber viver, assim, continuarão os pedidos para comentador, as entrevistas, o caminho para Senador da República.!!
AC

PS: por acaso tenho andado nos últimos meses por vários bairros de Lisboa, mas são naturalmente os meus olhos que olham mal para as coisas. Ah, e não tenho experiência governativa, já não só jovem, culturalmente um bruto, fui toda a vida um incompetente, nada dialogante, e não vejo as coisas em perspectiva!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

TRÂNSITO CAÓTICO em LISBOA
Há quem, justa e legitimamente, escreva cartas abertas, dirigidas a este ou aquele "importantão" (??!!??) da vida nacional.
Como sempre respeito as opiniões e opções dos meus concidadãos embora, em muitos casos, delas discorde.
Vem isto a propósito daquilo em que ontem me vi metido.
Qualquer dirigente máximo de uma autarquia, e no caso quero referir-me ao actual presidente da câmara municipal de Lisboa, que o é por jogada de bastidores, repito, qualquer criatura que fosse intelectualmente honesto estaria a pensar muito seriamente nos erros do passado cometidos em Lisboa pelos seus antecessores e como os corrigir e, sobretudo nas bacoradas que vem fazendo e que só as potenciam à enésima qualquer coisa.
Concretamente, arrumei o carro no parqueamento junto da Defensores de Chaves, onde era a garagem dos eléctricos antigamente, e fui  a pé até ao dentista cujo consultório é em frente ao supermercado ainda na mesma rua.
Saí de lá, do parqueamento, com a minha mulher já a "bordo", eram 1720H.
Sabendo o desastre que se vive em Lisboa, tentei usar o caminho que me pareceu menos mau para chegar ao Rato.
Saí do parqueamento, dei a volta para passar com a antiga Casa da Moeda à esquerda, fui até junto ao muro da Gulbenkian, virei à esquerda para apanhar o resto da Duque de Ávila, subi e contornei junto ao El Corte Inglês, para depois descer a rua que vai desembocar na Castilho e nessa virar para chegar ao Rato. Cheguei ao semáforo, no Rato, onde se pode a seguir virar à esquerda para descer a R. S.Bento, exactamente ás 1820H. Gastei uma hora, portanto. 
Depois fiquei a secar no semáforo, pois S.Bento estava entupida, até que, finalmente, e se conseguiu ir para a S.Bento. 
Entrei no parqueamento do Clube Nacional de Natação, ainda na S.Bento precisamente ás 1901H. Gastei portanto 41 minutos.
Uma beleza.
Depois fui a pé tratar do que tinha planeado. 
Mais tarde, quase 2100H, saí do parqueamento, para chegar à R. D. Carlos I e virar lá em baixo à direita para ir para Alcântara e daí ao eixo Norte-Sul. E verifiquei ao longo do trajecto até virar para Alcântara as inacreditáveis obras promovidas pela magnífica dupla Medina-Salgado.
Se tivessem vergonha na cara, no mínimo, nunca mais apareciam nem falavam em público.
Farsantes do pior. 
Mas uma grande maioria dos meus concidadãos acha Medina um espanto. Sou eu que estou errado, evidentemente.
Ah, e andei à tarde a pé entre o Saldanha e metade do caminho até Entre Campos para melhor apreciar as obras destes farsantes.
Um primor.
É o que temos, mas nem todos o merecemos.
Os turistas devem adorar. Quanto aos Tugas, que se lixem não é Medina? Porque há muitos Tugas que te dão o votinho pela tua carinha de menino, e pelo teu dinamismo (??!!??).
AC

terça-feira, 8 de novembro de 2016

PADDY COSGRAVE,  LISBOA É A TUA CASA, PÁ
NÃO LEVES A MAL ESTAR TODA F.......ESBURACADA, PÁ, 
NÃO LIGUES ÁS BAGUNÇADAS DOS CARROS EM 2ª OU 3ª FILA PÁ, 
NÃO ANDES DE TÁXI MUITO MENOS DE UBER, PÁ,
LIGA-ME PÁ, QUE EU MANDO-TE BUSCAR PÁ, 
PALAVRA DADA É PALAVRA HONRADA, PÁ.
AC

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Na cidade de Medina
Medina, com a sua carinha de bebé, vai levando a sua adiante.
A TVI faz o favor de lhe dar palco semanal, comentador encartado, especialista CPN, como muitos outros CPN de cores várias, que palram semanalmente nos diferentes canais. Muitas vezes, alguns, aparecem mais amiúde.
Ah, não sabem o que é CPN? Simples: C de competente, P de porra, N de nenhuma. É isso, competente de porra nenhuma.
Passei hoje no Saldanha. Vejam.
É isto que se vê de um dos lados da praça. 
A fotografia não dá, minimamente, a ideia do granel ali instalado. E da poeira que esvoaça. Esperem pelas chuvas. Qualquer Lisboeta sabia, perfeitamente, a imperiosa necessidade em alterar o Saldanha, não é?
Mas andando depois a pé, por um lado e depois pelo outro da avenida da República, fica-se com uma noção ainda mais clara da loucura  promovida por Medina e seu vereador arquitecto. E não só nestes locais. É ir à 24 de Julho, é ir ao troço entre o Campo das Cebolas e Sta Apolónia. Felizmente, digo eu, houve bronca grossa quanto à 2ª circular. Palpita-me que já dificilmente vai avançar, pois seria Inverno e depois Primavera dentro e já mais perto, portanto, das eleições autárquicas. Aí talvez os Lisboetas estivessem menos esquecidos.
Mas andem por outras zonas de Lisboa. Por exemplo na Baixa, onde a espaços sobrevem um mau cheiro terrível. Lisboa está um encanto de vida fácil para pedestres e condutores. Imagino que os condutores dos autocarros andem muito contentes.
"Ganda Medina", força. Lisboa continua bem servido de autarcas. Felizmente, ainda não conseguiram igualar Abecassis. Lembram-se da impossibilidade dos carros de bombeiros subirem a rua do Carmo?
Os actuais não são tão maus, mas prosseguem a leviandade.
AC

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

A PROPÓSITO de OBRAS MEGALÓMANAS
Foi assim no passado, e surgiu Mafra, por exemplo, mas há mais.
O ouro do Brasil esfumou-se como em parte se sabe. Muito também deve ter ido parar a bolsos de certa gentinha que, então como hoje, sempre se governou à pala das pouca vergonhas à mesa do Estado.
Uma mania, que não é só portuguesa. 
Vem isto a propósito da notícia acerca da hipotética reconstrução/ completamento do Palácio na Ajuda.
Poderão alguns interrogar-se: mas não temos direito a fazer obras imponentes, que marquem épocas?
Não nego, e temos, mas lembro sempre aquela frase - com peso, conta e medida. Antes de continuar, uma recordação.
Estava eu em serviço na Holanda, algures Maio/Junho de 1991, numa recepção para que fora convidado, quando um parvalhão diplomata holandês meteu conversa comigo e, depois das costumeiras frivolidades, disparou uma coisa acerca de estarmos a construir o CCB. Como meu hábito, dentro de portas (na profissão, e em sociedade), lá fora também nunca me dei por gostar que me pisassem os calos. Creio que não fui ordinário, mas fiz jus aquilo que, com amizade, alguns dizem de mim - nariz empinado.
Voltando ao assunto, mas continuando sobre o CCB, quiseram as circunstâncias da vida que um amigo meu tenha sido um dos principais responsáveis por rechear o CCB. Lembro bem, portanto, as dificuldades que ele enfrentou e como as coisas se fazem por cá. Como, matreiramente se iniciam.
Saltando, acho curiosa a coincidência de aparecerem sempre uns quantos, os mesmos, em obras emblemáticas, nos Açores por exemplo, e vê-los onde estão encaixados à pala sempre da mesma cor política. Voltando à questão AJUDA, não ficou para mim claro a verdadeira autoria da ideia. Sim, porque não estando os 70 assim tão longe, há décadas que sei que os bebés não chegam de Paris.
E desconfio sempre dos rapazinhos com carinha de menino, e com boa imprensa. Pela calada……
Deve acabar-se a AJUDA? Provavelmente, aquele buraco não é estético é mesmo, porventura, horrendo. Mas os milhões para essa obra, não seriam bem melhor aplicados a terminar as várias obras e museus inacabados no que a património edificado diz respeito?
Naturalmente, como dizem /dirão alguns, as soluções teóricas serão variadas. Certamente umas mais caras que outras. Certamente, a gula de certos donos de certas e todas as coisas tentarão sobrepor-se à racionalidade. Certamente, como se vê já, os amigos a aplaudir os amigos, sobretudo o do costume que se gosta de levar ao colo a si próprio.
Sobressai a tentação das obras na capital, para arvorar no futuro político. Continuar a esquecer o resto do País. Resolva-se a AJUDA, com racionalidade, mas olhem para a restante parte fora de Lisboa. Estou farto da gentinha (masculina e feminina) que discursa e aplaude a cultura e o património e ao mesmo tempo exibe e distribui o cartão de visita preenchido dos dois lados com...........
A diferença entre essa gentinha e os poucos que podem apenas colocar por baixo do nome - senhor ou senhora - está cada vez mais à vista.
“Ah, meu caro senhor, mas então não vê que ficam sem ganhar vários tipos, designadamente aqueles poucos do costume que mantêm os escritórios e ateliers abertos, para não falar dos segundas linhas e, sobretudo, o engrandecimento de autarca? O senhor não vê a coisa pelo prisma correto!”
"Bom, oh senhor ministro e oh senhor arquitecto, perdão, senhor vereador, vamos aguardar por mais reações à notícia, não convém espantar muito a caça".
AC 

quinta-feira, 26 de maio de 2016

A demora a comentar

O Professor Vital Moreira é um dos mais acérrimos defensores do Estado Constitucionalmente laico. Há anos que escreve sobre isto, Um dos seus escritos interessantes foi até para dar uma estocada em Jorge Sampaio. Por essa razão e outras para mim ainda mais relevantes, sigo com atenção há anos o que ele escreve e diz (por exemplo, ouviu-o a defender o famoso acordo sobre o comércio internacional), ainda que dele discorde imensas vezes. Natural, portanto que eu registe certos detalhes, além de que releio periodicamente, peças suas ao tempo da Constituinte. Pelas minhas contas, VM demorou a saltar a pés juntos sobre esta história da mesquita em Lisboa. Demorou, o que é para mim curioso. Ainda que eu seja um simples e comum cidadão, acho que fez muito bem. O que se está a passar ultrapassa todas as marcas. E estou-me borrifando se um importantão mundialmente conhecido veio a Lisboa eventualmente por causa da mesquita, como me estou a borrifar para a quem esse senhor veio pedir cunhas. Que, para já, estão infelizmente a resultar. Apesar de revoltas várias e do vem na comunicação social há semanas, e de VM e eu próprio, aposto que a coisa vai para a frente. Grande presidente de Câmara.

AC

segunda-feira, 9 de maio de 2016

ENTÃO a INDIGNAÇÃO?

Aguardo para ver o grau de indignação do prof Vital Moreira. 
Então não é que a procissão da NS da Saúde contou com a presença do PR que parece ter estado sempre caladinho, do presidente da CMLisboa o grande mestre de obras da cidade e, pasme-se, dos chefes militares e de vários militares?
Cavaco Silva nunca lá pôs os pés, pelo que fácil é concluir que respeitava neste capítulo a CRP. Será?
E agora?
AC.
ADENDA : indignou-se esta Terça-feira. No curto texto da indignação fala em termos gerais, mas depois "cola" notícia de jornal com título gordo indicando o PR. Verdade seja dita, a notícia do jornal identifica mais titulares de cargos públicos que não apenas MRS.