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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

3   SETEMBRO   2025

Já passou mais de um ano.

Já passou mais de um ano que morreram pessoas no meio dos destroços do Elevador da Glória que, sem glória alguma, descarrilou nesta data porque o que o devia suster não susteve.

Manutenção e falta dela, negociatas, desprezo pelos cidadãos, o costume.

E que se sucedeu depois?

Sucedeu o costume! O costume português !

AC

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

ELEVADOR DA GLÓRIA

A Carris vai apresentar esta 2ª Feira uma nova solução.
Está noticiado que segurança, engenharia e preservação do património estão no centro do projeto.

Tem-se como seguro . . . . perdão, seguro não, tem-se como certo que o sistema será instruído no sentido de que ESTÁ PROIBIDO DE SE PARTIR!

AC

domingo, 23 de agosto de 2026

ESTAS   COISAS   LEVAM   TEMPO
Estas coisas levam tempo, têm que levar muito tempo.
Porquê?

Estas coisas levam tempo, são complexas, por razões diversas.

O trágico acidente aconteceu há poucos dias . . . . Ups . . . . parece que não exactamente . . . . 

Compreende-se . . . . . o relatório deverá sair lá para (será?) o final do primeiro trimestre do próximo ano. 
Se não chover, como dizia alguém!

Estas coisas são complexas, desde logo porque o trágico acidente do Elevador da Glória vitimou muitas pessoas, destruiu famílias. 
E, sobretudo por isto, há que apurar responsabilidades.
Apurar responsabilidades pela morte de tantas pessoas, pelos dramas brutalmente impostos a várias famílias.

Estas coisas são complexas, por razões técnicas.
Material muito antigo.
É preciso fazer muitas peritagens.

É preciso ver se todos os intervenientes, se todos os peritos, se todos os assistentes, se todos os mandatários, e se todos os responsáveis formais aos diferentes níveis estão de acordo com as conclusões de cada peritagem. 
E se estão de acordo com o relatório, o final, que finalmente há-de aparecer à luz do dia, e aí se verá que, desta vez, em Portugal, a culpa não morreu solteira. 

Prevejo seja apurado que, sem margem para qualquer dúvida, a culpa foi não só do cabo como sobretudo do elevador, que não tinha nada que ir por ali abaixo desarvorado e muito, também, daqueles horríveis batentes que lá em baixo estancaram brutalmente o elevador.

Peritagens portanto sobre o tal cabo.
Peritagens sobre diferentes cabos: os que eram de aço, os que já não eram completamente de aço, os que eram de outro aço, os que talvez não precisassem de ter tanto aço.
Peritagens para averiguar que o tal cabo (cabo, nada a ver com tropa, com cabo, furriel, sargento, tarata) se portava ou se portou bem ou mal.

Peritagens aos carris, se não estariam demasiado polidos, se não ajudaram à tragédia.

Peritagens às calhas onde corria o cabo, se tinham folhas das árvores e/ ou lixo que prendessem o cabo.

Peritagens aos óleos e outros lubrificantes usados no sistema do elevador para apurar se poderiam ter ajudado a deslizar mais do que o devido.

Peritagens às madeiras e contraplacados de que era feita a cabine do elevador, para apurar se tinham bicho da madeira que pudesse ter contribuído para o desfazer quase completo da cabine.

Peritagens ao cabo e à sua fixação ao elevador.
Peritagens aos freios (nada de freios e contrapesos).
Peritagens à dinâmica do sistema.
Peritagens às condições de aderência dos freios aos carris. 
Peritagens da acção dos freios sobre as rodas.
Peritagens aos circuitos eléctricos do elevador.

Um tal de GPIAAF terá contratado várias entidades especializadas em cabos e similares.
Já houve relatório preliminar. Com dúvidas.
Depois dele, foi definido o âmbito das peritagens, mais peritagens portanto. 
Mais peritagens para apurar factores técnicos.
Mais peritagens porque alguns testes se mostraram destrutivos.

Peritagens, também aos recursos vários.
Peritagens à eficiência na despesa pública!
Peritagens diversas, investigações diversas.

Peritagens comparativas, dadas as especificações originais da Carris.
E muito estudo da pouca documentação técnica existente.
Peritagens e investigações sobre a supervisão dos trabalhos efetuados pela empresa prestadora do serviço, a manutenção etc.

Se percebo bem o que já veio a público, houve "aspectos suscitados" depois de tantas investigações e peritagens, peritagens efectuadas em "sequência".

Finalmente, segundo o tal GPIAAP  - "Paralelamente às peritagens dos sistemas técnicos, a investigação tem procedido também ao aprofundamento da análise dos fatores imateriais pertinentes", como "fatores humanos e organizacionais envolvidos no acidente, procedimentos e práticas de manutenção" e "enquadramento legal da operação, entre outros aspetos".

Portanto, haverá elaboração do esboço do relatório final!

Aguardemos então pelo esboço do relatório final. . . . aguardemos depois pelo relatório final. . . . .algures em . . . . . . 2027 . . . . .

Bom dia e bom Domingo.
Saúde, o Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades, boas férias.

António Cabral (AC)

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

CARLOS MOEDAS afirma "compreender" os motivos da renúncia e, por isso, aceitou o pedido de demissão. O autarca lisboeta destaca ainda a "forma profissional e corajosa com que no momento mais duro do mandato, [...] o atual conselho de administração defendeu os interesses da empresa"

Lastimável, senhor presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Salvo melhor opinião o senhor devia ter aceite a demissão do CA da Carris logo apresentada após a tragédia da Calçada da Glória.
Estava no seu legítimo direito, respeito, mas discordo.

Agora aceitou a demissão. Fez bem na minha opinião.

O que não fez bem (opinião pessoal naturalmente), e é lastimável, é gastar palavras a elogiar o cessante CA da Carris porque defendeu os interesses da Carris.

Mesmo que fosse e se calhar é a realidade, devia estar calado.

Morreram 16 pessoas e ficaram feridas várias, e ficaram famílias destroçadas. 
E sobre isso, da sua parte e para lá do elogio ao CA da Carris, nada li.

Lastimável. 

AC 
O  RELATÓRIO
O relatório que creio não é ainda definitivo ou seja, usando linguagem nada de salões e das cúpulas e das "vernissages", mais porcaria deve estar para vir à superfície, fez-me recordar expressões da nossa rica língua, e entre muitas mais estas: incúria, ganância, sem regras, desastres evitáveis, ceguinhos, incompetência, laxismo.

O costume, portanto.
AC

sábado, 24 de junho de 2017

A POUCA VERGONHA na CMLISBOA CONTINUA
Aparentemente, pelo que se lê, os complementos de reforma dos trabalhadores da Carris, um extra sobre a pensão, vão passar a ser assumidos pela Caixa Geral de Aposentações.
Sendo assim, será mais um óptimo negócio para o gerente (pois herdou-a, não a ganhou) da CML. 
Com o beneplácito do camarada socialista no governo. 
PAGA CONTRIBUINTE GALEGO.
AC

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

A CARRIS, o PS, a CMLisboa, Fernando Medina
Da comunicação social: "
O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, salientou .............. que "vai mudar muito na vida da empresa e na vida dos lisboetas"..........será feito um "forte investimento na Carris, em mais autocarros, mais motoristas, mais eléctricos, mais redes e passes mais baratos", mas garantiu que a empresa de transporte público "não voltará, como no passado, a acumular dívida"................................................. 
"Está prevista a articulação com a rede de bicicletas partilhadas, a criação de mais corredores 'bus' e faixas dedicadas a linhas de alto desempenho nas principais vias de distribuição de mobilidade a cidade, para permitir que transporte público seja mais rápido e mais eficaz", frisou..............
.................... está prevista a reorganização das linhas da Carris, num conceito de rede de bairro, em que "cada bairro terá uma linha que fará uma ligação constante e continua entre o mercado, a farmácia , supermercado, a escola, todas as grandes equipamentos de utilização colectiva".....................
............ "é necessário financiamento suficiente para que a Carris possa fazer investimentos , mas a Carris não voltará a acumular dívida" (saia um decreto, sff).
........................ acrescentando que "até agora os défices da Carris eram financiados pelo Orçamento do Estado , através dos impostos de todos os portugueses e a partir de hoje a Câmara de Lisboa é que vai assegura as necessidades de financiamento".
"O município de Lisboa liberta o resto do país dos encargos que estavam a suportar com a Carris", afirmou.

Dá uma certa vontade de rir.
Já agora, uma das primeiras medidas a tomar até ao fim de Março próximo, seria começar a alterar a cor dos eléctricos de amarelo para cor-de-rosa, sempre dava uma sensação de novos veículos!!!!
AC