A PROPÓSITO DO ÁRTICO
A propósito do Ártico, e correlativamente com a telenovela sobre a Gronelândia, como de costume o histerismo que por aí grassa (por cá e lá por fora) esquece muita coisa, e apresenta ao povão as coisas como se tivessem caído agora do céu. Como se não existem antecedentes, origens.
É como agora quanto ao mais que condenável ataque na Venezuela, perguntam - está aberto um precedente?
ENFIM, haja paciência democrática.
Voltando ao tema, ao Ártico, estou a lembrar-me, por exemplo:
- foi salvo erro o submarino americano Nautilus, de propulsão nuclear, o primeiro a atravessar submerso toda a calote polar; nos anos seguintes foi seguido por mais submarinos a fazer o mesmo, americanos e russos;
- em 1949, por ordem do grande "democrata" Estaline foi iniciada a construção de uma ligação ferroviária a Norte do Círculo Polar Ártico, entre Sakhelard e Igarka; não foi concluída e creio que o projeto foi abandonado.
Á parte os vómitos quase diários do tresloucado Trump, os olhares sobre o Ártico, o Canadá, a Gronelândia, e a famosa passagem do Noroeste entre Canadá e Gronelândia de que já aqui falei num texto que de certa maneira foi "provocado" pelas declarações da PM da Dinamarca, não são de agora.
O vagaroso mas crescente desgelo, o aumento de construção de poderosos quebra gelos de propulsão nuclear por parte das super potências, o aparente crescimento de instalações militares no Ártico, e as mais recentes panóplias de mísseis de muito menor tempo de voo fazem com que os olhos sobre aquelas paragens do globo terrestre estejam mais do que fixos, atentos, esbugalhados.
Nada de bom prevejo. Aguardemos.
AC
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