CULTURA.
JORGE de SENA
Nasceu em 1919 e faleceu em 1978.
Licenciou-se em engenharia civil, no Porto.
Andou por muito lado, África, Brasil, Europa e Estados Unidos.
Colaborou na Seara Nova, Comércio do Porto, Primeiro de Janeiro, Mundo Literário, Árvore, Cadernos de Poesia, etc.
Homem que se atirou para as letras, debruçou-se muito sobre poesia portuguesa clássica.
Na sua "Peregrinatio ad Loca Infecta"atira-se à grandiloquência da oratória política, denuncia a política sórdida.
Se fosse vivo, olhando estes nossos tempos contemporâneos, creio que tinha muito por onde espraiar a sua combatividade, a sua audácia, a sua argúcia, e satirizar com assertividade estes tempos bafientos.
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. . . . . . . . a minha poesia, se representa alguma coisa, representa um desejo de independência partidária da poesia social; um desejo de comprometimento humano da poesia pura; um desejo de expressão lapidar, clássica, da libertação surrealista, ( . . . . ) e sobretudo um desejo de exprimir o que entende ser a dignidade humana . . . .
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Daqueles que o não têm?
Dos que não são cristãos?…
Ou de quem traz às costas
as cinzas de milhões?
Natal de paz agora
nesta terra de sangue?
Natal de liberdade
num mundo de oprimidos?
Natal de uma justiça
roubada sempre a todos?”
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AC
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