Bom dia.
Natal passou, 2025 virou 2026 e, como tradicionalmente, fazem-se conjecturas, formulam-se desejos, aspira-se a que este novo ano seja melhor que o que findou.
Figuras públicas mundiais, desde o Papa a outros, formulam os mais diferentes desejos mas, sobretudo, batem em duas ou três teclas.
Todos querem a Paz, só lhes faltando dizer: IMEDIATAMENTE.
Quase parece que todos nos querem fazer querer que não integram as elites mundiais, que todos estão próximos dos poderes mundiais, que sempre definiram e definem os seus interesses e sempre os defenderam e defendem muitas vezes de forma terrível e trágica.
Muitas vezes a sua voz vem vestida de roupagens lindas, suaves, como se nada tivessem a ver, ainda que muitos indirectamente, com as atrocidades mundiais e as trágicas e crescentes desigualdades à superfície terrestre.
Naturalmente que não foi este Papa nem Francisco nem Bento XVI que instigaram atrocidades mundiais, guerras, genocídios.
Mas convinha olhar à história.
Olhar à Europa particularmente desde a conferência de Berlim ao tempo de Bismark.
Olhar à Santa Sé.
Olhar à doutrina Monroe e suas consequências.
Olhar ao expansionismo soviético e suas consequências
Olhar a Bandung.
Olhar ao fim dos impérios, ao colonialismo e ao seu fim formal com as independências das colónias Francesas, Espanholas, Britânicas, Holandesas, Italianas, Alemãs, Belgas, Portuguesas.
Nada do que acontece hoje surgiu do acaso.
Um dos palradores que por exemplo "me encanta" com as suas profecias é Durão Barroso. Giríssimo o palavreado de Marcelo de há dias acerca deste "goraz", ou "garoupa" . . . . ai não . . . "CHERNE".
O Natal continua a ser um símbolo de grande e forte religiosidade para os cristãos, é uma data festiva, mas é uma data que também se "vestiu" de um crescente e insuportável carácter comercial.
É a minha opinião.
Eu, e "todos todos" parafraseando Francisco, desejamos paz, harmonia, solidariedade, felicidade, fraternidade, ânimo, amizade entre todos, concórdia.
Queremos todos afastar os horrores das guerras.
Queremos viver em sossego, dignamente.
Se o "Natal é sempre que um homem quiser", a realidade é que os votos . . . . "leva-os o vento".
Mas a esperança não deve ser perdida.
Exija-se o fim da guerra.
Exija-se o fim da guerra.
Exija-se respeito pelos direitos humanos.
Exijam-se políticas que combatam de facto as até agora crescentes desigualdades sociais. Crescentes, deploráveis, inaceitáveis.
Que 2026 não nos traga mais contrariedades.
Tenham um bom segundo dia do ano.
Saúde, boa sorte, felicidades.
António Cabral (AC)
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