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. . . . . .Acontece que, sendo as coisas o que são, penso ser esta a altura de dizer algo sobre o tema – e mais não direi até ao próximo dia 18 de Janeiro.
Fundamental é perceber que, ao contrário do que muitas vezes se diz e repete, Portugal não é – se é que alguma vez foi – nem o “labirinto da saudade” das viúvas de Eduardo Lourenço, nem o país do “medo de existir” dos acólitos de José Gil. E que a estas visões, a primeira romântico-literária, a segunda pseudo-histórico e pseudo-psicanalítica, são hoje meros anestésicos do conformismo e da incompreensão que domina o país, a que urge contrapor uma visão política do que é – ou pode ser – Portugal.
E Portugal é, continua a ser, um país atordoado, desvitalizado e rebocado, isto é, um país sem qualquer estratégia para o seu futuro, vivendo o dia-a-dia de impulsos avulsos e de remendos de urgência, de desânimo, de casos e escândalos, sempre pendurado nos milagrosos fundos europeus. (Talvez por isso os portugueses estejam no topo europeu dos povos com mais animais domésticos, nomeadamente cães e gatos, do que crianças – atenção, 9 vezes mais! -, como há meses se dizia no site de Le Grand Continent).
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(Manuel Maria Carrilho)
AC
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