Faleceu Joaquim Aguiar. INFELIZMENTE.
Tentarei explicar em poucas palavras o meu INFELIZMENTE.
Sou obviamente um dos milhares de portugueses não abalizados para falar deste meu/ nosso concidadão. Do que ele era e foi.
Refiro-me concretamente á sua vertente profissional e muito especialmente à vertente de analista político e observador da sociedade portuguesa no que era, creio, um homem SUPERIOR.
Há poucos como ele. INFELIZMENTE.
Na minha opinião, um homem decente, honesto e, como outros também afirmam, muito crítico de muitos pantomineiros que há
décadas desgraçam Portugal.
Analista brilhante a meu ver, sempre tratou de olhar com rigor os caminhos que em Portugal foram sendo seguidos, e identificando as consequências (muitas infelizmente bem visíveis), e apontando sempre o que devia ser invertido e porquê.
E como outros também agora referem sempre explicitou que Portugal podia ser melhor, e explicava como sê-lo.
Sou um dos vários que tive o privilégio em dada altura da minha carreira de estar numa sala reservada sentado com uns poucos a escutar as suas conferências.
Uma delícia, de conhecimento profundo, de rigor, de linguagem simples e directa e clara, misturada com esquemas e gráficos.
A espaços adicionava o seu inexcedível e elegante humor.
Joaquim Aguiar faleceu. INFELIZMENTE.
Muitos homens públicos o ouviram e leram ao longo do tempo mas, na prática, com as suas decisões e rumos traçados, INFELIZMENTE sempre o desprezaram. Aí estão os resultados.
Que eu saiba, nunca foi um facilitador à Mendes e outros (como este advogado que creio nunca nada defendeu em tribunal), nunca foi assíduo frequentador de Vichissoises e Vernissages e banquetes, e creio que não era dado a selfies e não debitava vacuidades.
Joaquim Aguiar, descanse em Paz. RIP.
António Cabral (AC)
Ps: ouvi-o como conferencista; tenho livros dele; ao longo dos anos fui lendo os seus artigos de opinião publicados em jornais e revistas.
Tenciono aqui reproduzir algumas coisas dele, como aliás no passado já fiz.

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