ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS 2026
Não vi nenhum debate eleitoral nas TV. Nada ouvi nas rádios.
Hoje disseram-me - António, daqui a pouco há um debate a 11 na RTP1, podias ver.
Acedi.
Mal tinha começado, ouço Marques Mendes a dizer claramente que o PR tem grandes responsabilidades na política externa.
Rigor . . . . pouco rigor.
Concretamente o que está na CRP quanto às competências do Presidente da República (PR) ?
Art. 133º - Competência quantos a outros órgãos
- Nada, NADA sobre política externa
Art. 134º - competência para a prática de actos próprios
- Nada, NADA sobre política externa
Art 135º - Competência nas relações internacionais
- nomear embaixadores sob proposta do governo . . . . .
- ratificar tratados internacionais depois de aprovados
- declarar a guerra . . . . .
Talvez Marques Mentes perdão Mendes devesse ir ler a CRP
Mas vejamos quanto à Assembleia da República:
Art. 161º
i) aprovar tratados . . . . .
m) autorizar o PR a declarar a guerra e a fazer a paz
Mas vejamos também quanto ao governo:
Art. 197º
b) Negociar e ajustar convenções internacionais
c) aprovar os acordos internacionais cuja aprovação não seja da competência da AR . . .
g) propor ao Presidente da República a declaração da guerra ou a feitura da paz
Art. 201º
Compete ao Primeiro-ministro:
c) informar o PR acerca dos assuntos respeitantes à condução da política interna e externa do país.
Talvez Marques Mentes perdão Mendes devesse ir ler a CRP
Já estávamos conversados sobre a pouca memória, o pouco rigor, e outras facetas deste pequenote.
Estamos conversados sobre rigor constitucional para não dizer ignorância sobre a CRP.
É para mim muito claro que este pequenote em Belém será mais ou menos um Marcelinho, muito afecto, muita selfie, muito convite, muita inauguração e sobretudo abuso do Conselho de Estado e interferências constantes na acção governativa. Concelho de Estado para onde ele quer nomear um jovenzito!
Diz ele ou sugere, que é muito independente.
De avenças parece não ser.
Quanto às grandes competências do PR em política externa . . . POIS!
António Cabral (AC)
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