sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

MARCELO  REBELO  de  SOUSA

Ricardo Araújo Pereira recordou h
á dias pequenos trechos de diferentes mensagens de ano novo do actual inquilino em Belém.
Eloquente, elucidativo. Repetitivo, cansativo, um vazio.
Sempre as palavras - mais, mais, mais, mais. Insuportável.

Ano Novo, vida nova . . . . . infelizmente, temos o costume. 
Quem não quer a PAZ?
Quem não quer viver dignamente?
Quem não deseja que haja combate efectivo a gritantes desigualdades sociais, cá e lá fora? E continue desanimado pois os titulares dos poderes palram palram palram palram mas . . . . . . . 

Mas mais justiça, mais liberdade, mais igualdade, mais saúde, mais habitação, mais solidariedade, mais tolerância e respeito pelas pessoas, nada se obtêm com selfies, com vacuidades ano após ano, com lamechices e contorcionistas num primeiro mandato para conseguir mais cinco anos a reinar como um corta-fitas palavroso e grandiloquente. 
OCO. Insuportável, ele sim é lé lé da cuca!

O que é isso de sentido de coesão nacional?
E quanto a intuição sim, é dono de boa intuição, e certamente sabe que por as sondagens lhe dizerem que apesar de tudo ainda é mais ou menos amado, a realidade é que talvez o povo se condoa dele, apenas.

Em 10 de Março próximo teremos nova pessoa em Belém, mas duvido que seja pessoa nova no sentido de honestidade intelectual (alguns dizem que não há, que há só ser honesto ou não ser), hombridade, decência, dignidade.

O povo escolhe livremente o que quer e quem quer para o futuro, é bem verdade, mas a lamentável verdade é que em Portugal por mais que falem e propagandeiem que há gerações as mais bem preparadas de sempre, faltam a cultura, formação, civismo e o rigor na análise, sempre infelizmente suplantados pela bovinidade e mansidão dos milhões de seguidores das telenovelas e do futebolês. Resultados à vista.

A esperança não se deve deixar morrer, é bem verdade, mas ISTO está de uma maneira que parece dificilmente ter conserto.

Pois basta olhar para o que se passa com os candidatos às presidenciais.

Basta olhar para o tempo a passar sem serem nomeados novos titulares para o Conselho de Estado e para muitas outras entidades da pesadíssima máquina do Estado, entidades que prosseguem por meses infindáveis com vários lugares por preencher. 

Revela bem o que são os partidos políticos actuais e nomeadamente PSD, PS e Chega.
Vão meses e meses e meses de vazio, silêncio, e descarada ausência de vergonha na cara senão mesmo uma descarada ausência de tudo! VERGONHOSO !
Tolerância tuga?

Marcelo anunciou certeza de melhor futuro. 
E vai daí lembrou-se do passado, do brilhante Eça.
Ou seja, não tinha nada, mesmo NADA, de facto, de substância, para nos transmitir. Parafraseando o execrável (opinião pessoal naturalmente) Ventura - conversa de chacha.

Não repetiu as patéticas frases - somos os melhores dos melhores, o melhor país do mundo - mas tentou dizer isso por outras palavras ou, melhor, nem isso conseguiu, e recorreu ao Eça.

Mas Eça traduziu bipolaridade com as palavras fogachos, fraqueza, trapalhada, milagre. É a minha interpretação.

Eça não escreveu mas quis significar, - isto é tudo tão pouco/ tão poucochinho ou, na interpretação de uma vil personagem, "tão poucachinho". É a minha interpretação,

E a minha angústia de português é se o vaticínio de Marcelo se cumprirá - assim seremos sempre!

Salvo melhor opinião Marcelo é isto, super inteligente, muita bagagem cultural, simpático, um vazio concreto face ao que era preciso. 

Triste, merecíamos mais, mas somos globalmente culpados, como sociedade. 
Votámos e elegemos um comentador farsolas, que durante um pouco mais de duas décadas palrou em diferentes canais de TC, e anunciou livros que, obviamente, na altura do anúncio nunca os tinha lido.

E por isso as personagens de Eça se perguntavam uns aos outros - o que é que este tipo vos faz lembrar?
A resposta foi, invariavelmente, - coitado, simpático, mas um vazio de acção, de rigor, que até desprezou o filho, globalmente uma tristeza, repete sempre mais, mais, mais, mais, é uma constante triste figura, um desprezível vendedor de banha da cobra.

António Cabral (AC)

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