DECORAÇÃO
ACSe tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
sexta-feira, 10 de abril de 2026
sexta-feira, 3 de abril de 2026
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
O PENICO
Este penico é nosso, é de louça, e está em excelentes condições de conservação (nunca terá sido usado para os fins próprios).
Mas lembrei-me do penico ao pensar no que por cá vai, e no que lá por fora se passa.
E vai daí fui procurar nos milhares de fotografias arquivadas no computador e encontrei.
Voltando portanto ao penico.
Como disse, está em óptimas condições, está a ajudar a decoração num canto da sala na casa na aldeia.
Tem uma história que eu conheço.
Era da casa da irmã (já falecida) mais velha da minha falecida sogra, que vivia em Penamacor, num casarão imenso a dois passos do edifício da câmara municipal.
A senhora não tinha filhos e quando o tio Júlio faleceu (marido) várias coisas ela passou logo para as irmãs; a maior parte do espólio e do património reverteu para as irmãs no seu passamento cerca de dois anos depois.
Em vida, depois do tio Júlio nos deixar, entre outras coisas "cacei-lhe" este penico. Ela garantiu nunca ter servido os "propósitos". Acredito, pois estava numa salinha de uma outra casa dos tios com outras coisas a decorar o compartimento.
Terá sido de um avô do tio Júlio que, dizia-se na família, gostava apenas daqueles "célebres" penicos altos, de esmalte ou de zinco, com tampa de madeira. Autênticos sofás privados de um só lugar!
Conheci um desses, em Portalegre, em casa da irmã mais velha da minha avó materna (eram sete salvo erro, e um irmão); terá sido algures cerca de 1957, era eu pequenito mas impressionou-me.
Este nosso penico de louça terá portanto pelo menos qualquer coisa como 120/ 130 anos.
Tem uma outra história/ faceta: está de lado como se pode ver na fotografia, para não deixar dúvidas quanto a que objecto será.
Luta de muitos e longos meses!😎
Uma coisa é certa, é uma bela peça de louça, tem inestimável valor sentimental, pessoal, familiar. Há já bastante tempo que mostra orgulhoso a asa!
António Cabral (AC)
(*) recordo-me como se fosse hoje: Capeto construiu a cantoneira, a nossa (mesmo nossa) primeira cama de casal com um desenho fantástico, as duas mesas de cabeceira extremamente originais, a mesa da sala de jantar (o tampo tem uma espessura de praticamente 4,5 cm, tem de diâmetro 120 cm sendo duas meias luas pois pode levar ao meio uma tábua de 45 cm), seis cadeiras com fundo e costas em cabedal a sério, uma pequena cómoda e dois varões para cortinados. Tudo, custou uns na altura não exactamente baratos 17,5 contos. Está quase tudo na aldeia.
terça-feira, 13 de maio de 2025
segunda-feira, 11 de maio de 2020
Invólucros.
O que fica, depois das armas dispararem.
Tiveram o seu tempo.
Agora decoram.
O maior, um invólucro de 120 m/m, foi-me dado há muitas décadas por um bom amigo. É de uma munição de peça de artilharia naval, peça de artilharia naval muito antiga, que no passado apetrechou muitos navios das marinhas ocidentais como também a nossa Marinha de Guerra.
O mais pequeno, é um invólucro de uma munição de 40 m/m, muito usada ainda hoje por esse mundo fora, incluindo na nossa Marinha.
Quando estive na guerra, 29OUT1971-28JUL1973, Guiné, estas munições de 40 m/m foram disparadas aos milhares, não só mas designadamente pelas peças de artilharia Boffors que equipavam os navios semelhantes aquele onde cumpri serviço em África.
Este invólucro de 40 m/m é desse tempo.
AC





