Ainda a Propósito da AUTOEUROPA
Estou chocado.
Não bastavam os problemas vários, agora despediram funcionários alegadamente simpatizantes do PAN. Porque pararam uma das linhas de montagem, por se recusarem a montar as jantes/ rodas, pois tinham que apertar as porcas!!!
AC
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domingo, 16 de dezembro de 2018
sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
AINDA sobre AUTOEUROPA
Não me regozijo NADA sobre o descalabro, sobre os vários descalabros no meu País. NADA, NADA.
Quanto ao que está a acontecer, só se espanta quem anda na lua, preocupado por exemplo com o gato, os provérbios, e outras prioridades MUITO IMPORTANTES.
Com a necessidade de tornar Portugal um País bem estruturado, equilibrado, com diário e real combate ás desigualdades, com reais políticas de acesso à formação e à educação e aos cuidados de saúde, isso é que não.
Atitudes na AR num sentido, a seguir correr para a rua gritando e defendendo outro sentido, berrando contra o governo e depois apoiá-lo até nas coisas quase contra natura.
Pilares de coerência.
Aguardemos, que o estouro vai ser tonitruante.
O que me preocupa nisto da Autoeuropa, matéria que me parece vir a transformar-se na questão mais grave para Portugal nos meses mais próximos, é que a coisa possa fazer grande mossa a António Costa.
E preocupa-me porque desejo, ARDENTEMENTE, que ele ganhe as próximas legislativas em 6 de Outubro 2019, e com maioria relativa quase absoluta ou mesmo absoluta.
Quero que beba bastante da sua descarada ausência de vergonha na cara, da sua demagogia, da sua intrujice sistemática.
E digo isto não por ter saudades do patético Passos Coelho e muito menos ainda de alguns dos que lhe fizeram companhia, tipo Relvas.
Não perco tempo a explicar, há muito e por mais de uma vez que escrevi sobre Passos Coelho e o seu governo, sobre o que me pareceu ter que ser feito e foi bem executado, e sobre as sucessivas tonteiras e burrices levadas a cabo nessa altura.
Irrita-me imenso que um governo faça porcaria e depois venha outro para limpar.
Se a M**** é feita por governo de direita que venha depois outro da mesma cor para a engolir.
Se a M**** é feita por governo de esquerda que venha depois outro da mesma cor para a engolir.
Uma coisa é e sempre foi para mim evidente: sem luta, as pessoas não conseguem melhorar as suas condições de vida. E os princípios consagrados na CRP são para estar em cima da mesa.
Mas evidente para mim é, também, que os exageros dão para o torto e os mais fracos é que se tramam. SEMPRE.
E nisto os sucessivos governos têm todos culpa.
Governar para as sondagens, para as paixões patéticas enquanto no fundo, no seu âmago, só pensam como ganhar crédito para a sua vida pessoal e internacional, dá o resultado que está à vista.
E para isto, muito têm contribuído certos patrões alarves, e com a preciosa ajuda da CGTP, do PCP, do BE, e mais alguns palhaços.
Grundig, MAGUE, Opel, Lisnave, etc. BUM, PUM.
Agora perfila-se a Autoeuropa.
Quanto à comunicação social, é elucidativo o ensurdecedor silêncio sobre isto, sobre o fundo da questão Autoeuropa. Sobre os detalhes, sobre as várias empresas nacionais fornecedoras de material para a fábrica, e informação séria fruto de investigação a fundo sobre as movimentações da CGTP e do BE e das suas guerras, e desde quando começaram e agudizaram.
Deve ser porque a comunicação social está completamente dominada por direitolas.
Como a prima de António Costa.
Aguardemos. (despacho típico de director-geral há anos no mesmo lugar).
AC
quinta-feira, 13 de dezembro de 2018
A PROPÓSITO da AUTOEUROPA
Há semanas e semanas que no porto de Setúbal se sucedem problemas com os estivadores.
Com reflexos brutais para o (não) escoamento dos automóveis ali produzidos. Com a Base aérea no Montijo atascada de automóveis.
Parece-me legítimo supor, dado que nunca vieram à luz do dia da parte do senhor que chefia o governo actual e que tanto gosta de dar pulinhos, eventuais preocupações quanto à coisa em concreto e quanto aos reflexos vários/ colaterais.
Reflexos severos para a economia, se isto se começar a desmoronar.
Vou aguardar pelo contentamento deste senhor por a democracia estar a funcionar tão bem, greves atrás de greves, em que até o César já acha mal. Pois é, deram-lhes gás...........
Não sou especialista na coisa, mas aposto que os estivadores têm alguma razão, ou mesmo mais que os patrões.
Aposto igualmente que os tais patrões que apareceram nas TV representados por uma estranha criatura terão igualmente alguma razão.
Mas mal que pergunte, este normal funcionamento da democracia e normal funcionamento das coisas deve ser deixado arrastar-se semanas e semanas, ao ponto de tudo se transformar num caos?
Então um governo, este ou outro, a partir de uma certa altura não deve partir a loiça e dar um murro na mesa?
Não há políticas fiscais e outras, expeditas, que possam obrigar certos patrões a ter mais ponderação?
E não é de fazer ver aos trabalhadores, com assertividade, o exagero que porventura possam estar a usar no legítimo e constitucional direito à greve? E se ficam sem trabalho?
Pelo que acabo de ver agora noticiado, e oxalá me engane, os estivadores, mais os fornecedores nacionais de material para a Autoeuropa, mais os trabalhadores da Autoeuropa, estão a pouca distância de ficarem a vangloriar--se da defesa dos seus legítimos direitos mas............sem trabalho.
O ditado popular da corda a esticar....................devia estar presente na cabeça de patrões e trabalhadores.
Mas sobretudo de governantes que fossem responsáveis.
Um amigo de um dos meus cunhados, muito conhecedor do assunto, tinha-lhe dito há poucos dias que a Autoeuropa estava prestes a rebentar ou seja, que os alemães estavam fartos da paródia portuguesa e estavam a tratar de arranjar outros locais de produção.
Parece que, infelizmente, isto está a confirmar-se.
Vamos ver se a fábrica encerra ou não, por semanas fixas, ou tempo indeterminado.
Vamos aguardar para ver se se confirma que o facto de há bastante tempo terem deixado de chegar motores é, ou não, sinal definitivo de mais uma reversão deste governo.
Vou aguardar para ver se o pantomineiro irá dar mais pulinhos de contentamento.
DEPOIS QUEIXEM-SE.
AC
sexta-feira, 16 de março de 2018
HÁ COISAS MESMO ENGRAÇADAS
Ao longo dos últimos anos uma boa parte de certas greves tem apanhado, feriados, pontes, datas interessantes de calendário. Coincidências!!!!
No que se refere à AutoEuropa, está anunciada mais uma paragem, mais uma, porque faltam peças, peças, palavra lida e ouvida em certos noticiários; em outros OCS faltarão......... motores.
Enfim, o rigor habitual.
Mas o engraçado (???) é o período da paragem................Ups................tem a Páscoa pelo meio...................
Que giro.
AC
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
AUTOEUROPA
Assisti ao programa que está a passar na RTP1 apenas até ao final da intervenção do jurista sobre a legislação aplicável.
Do que ouvi, e começando por este aspecto jurídico - legal, fiquei ainda mais esclarecido sobre o que por lá vai naquela fábrica/ empresa. O que diz a lei e o que anda por aí.
Um segundo comentário sobre a intervenção do sr economista de Coimbra.
Falou sobre as vantagens da fábrica estar cá sediada e, quanto à hipotética "cena" de daqui a poucos anos Palmela estoirar porque a VW a deslocalizaria, disse inverosímil e que os factores descritos não desaparecem.
Mas depois interrogou-se porque é que a VW nunca montou uma segunda linha de montagem.
Mas será que a sra D. Fátima não tem cabecinha para agarrar este ponto?
Ou seja, se a VW nunca instalou 2ª linha de montagem será só por acaso? Santa paciência.
Só gostava de estar cá em 2023 para conferir a realidade de então.
AC
Assisti ao programa que está a passar na RTP1 apenas até ao final da intervenção do jurista sobre a legislação aplicável.
Do que ouvi, e começando por este aspecto jurídico - legal, fiquei ainda mais esclarecido sobre o que por lá vai naquela fábrica/ empresa. O que diz a lei e o que anda por aí.
Um segundo comentário sobre a intervenção do sr economista de Coimbra.
Falou sobre as vantagens da fábrica estar cá sediada e, quanto à hipotética "cena" de daqui a poucos anos Palmela estoirar porque a VW a deslocalizaria, disse inverosímil e que os factores descritos não desaparecem.
Mas depois interrogou-se porque é que a VW nunca montou uma segunda linha de montagem.
Mas será que a sra D. Fátima não tem cabecinha para agarrar este ponto?
Ou seja, se a VW nunca instalou 2ª linha de montagem será só por acaso? Santa paciência.
Só gostava de estar cá em 2023 para conferir a realidade de então.
AC
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
AUTOEUROPA
Nota prévia: não sei o suficiente sobre este assunto, para formular uma opinião segura.
Tenho várias sensações e muitas dúvidas, e como conheço "alguém" conhecedor dentro da fábrica vou arriscar partilhar umas quantas dúvidas.
> Como foi o processo para vir para cá a Autoeuropa?
Terá sido muito difícil convencer a Alemanha a encorajar o grupo VW (e na altura, mais a Seat e Ford) a implantar a fábrica em Palmela?
Terá sido porque passada mais ou menos uma década sobre uma certa estabilização da sociedade portuguesa? Reconheceram lá fora que se podia confiar em Portugal?
> Entretanto saíram a Seat e a Ford. Só por razões técnicas?
> Entretanto, entre alguns modelos novos (ex:VW EOS), outros a serem terminados, com mais ou menos percalços, a fábrica foi avançando.
> Entretanto, durante uns anos, assistiu-se a uma certa estabilidade/ paz social, trabalhadores /administração, com um nome a ser sempre associado ao BE.
> Entretanto, países como República Checa, e outros na zona da antiga esfera soviética, para não falar de Marrocos, México, os próprios EUA, nunca terão deixado de batalhar para cativar fábricas quer de produtores alemães como de França, ou reino Unido, ou Suécia.
> Entretanto, em Portugal, a justa luta do PCP em guerra aberta com o BE e o aparente e patético imobilismo do PS, estão a mostrar que o desfecho a médio prazo para a fábrica em Palmela pode vir a ser exactamente como muitos outros - encerramento a prazo.
> Entretanto, Arménio Carlos recomenda juízo à administração da fábrica, e recomenda ao governo que determine o início da produção de carros eléctricos.
> Entretanto, aposto, na VW há semanas que devem andar uns tipos a viajar pela Ásia, pelo Leste, a preparar o futuro em 2022/ 2024, altura em que o T Roc terá porventura uma lavagem de cara (perspectiva optimista), ou cessará a produção em Portugal.
Se assim vier a acontecer, oxalá que não, a justa luta do PCP e do BE terá resultado em cheio.
Quanto as trabalhadores, certamente poderão nessa altura estar ufanos da defesa dos seus direitos, só que os direitos não vão conseguir colocar o pão na mesa em casa de cada um.
Como última nota e apesar de, como refiro no início, quase nada conhecer de certos meandros, não tenho grandes dúvidas de que a actual tabela salarial e o horário de trabalho possam estar longe daquilo que seria desejável.
O meu ponto é que me parece que a luta sindical, a luta entre os partidos esquerdistas, está completamente afastada da real defesa de trabalhadores, sobretudo se considerarmos as várias empresas que, se Palmela estoirar, estoiram igualmente.
Se a administração da fábrica, e sobretudo a casa mãe, deviam porventura ponderar de forma diferente o assunto, também não tenho dúvidas que da parte dos sindicados a mesma postura é exigível.
Mas temo que só estejam a olhar para o curso prazo, e para a sua lutazinha.
Talvez se venham a dar mal.
AC
Nota prévia: não sei o suficiente sobre este assunto, para formular uma opinião segura.
Tenho várias sensações e muitas dúvidas, e como conheço "alguém" conhecedor dentro da fábrica vou arriscar partilhar umas quantas dúvidas.
> Como foi o processo para vir para cá a Autoeuropa?
Terá sido muito difícil convencer a Alemanha a encorajar o grupo VW (e na altura, mais a Seat e Ford) a implantar a fábrica em Palmela?
Terá sido porque passada mais ou menos uma década sobre uma certa estabilização da sociedade portuguesa? Reconheceram lá fora que se podia confiar em Portugal?
> Entretanto saíram a Seat e a Ford. Só por razões técnicas?
> Entretanto, entre alguns modelos novos (ex:VW EOS), outros a serem terminados, com mais ou menos percalços, a fábrica foi avançando.
> Entretanto, durante uns anos, assistiu-se a uma certa estabilidade/ paz social, trabalhadores /administração, com um nome a ser sempre associado ao BE.
> Entretanto, países como República Checa, e outros na zona da antiga esfera soviética, para não falar de Marrocos, México, os próprios EUA, nunca terão deixado de batalhar para cativar fábricas quer de produtores alemães como de França, ou reino Unido, ou Suécia.
> Entretanto, em Portugal, a justa luta do PCP em guerra aberta com o BE e o aparente e patético imobilismo do PS, estão a mostrar que o desfecho a médio prazo para a fábrica em Palmela pode vir a ser exactamente como muitos outros - encerramento a prazo.
> Entretanto, Arménio Carlos recomenda juízo à administração da fábrica, e recomenda ao governo que determine o início da produção de carros eléctricos.
> Entretanto, aposto, na VW há semanas que devem andar uns tipos a viajar pela Ásia, pelo Leste, a preparar o futuro em 2022/ 2024, altura em que o T Roc terá porventura uma lavagem de cara (perspectiva optimista), ou cessará a produção em Portugal.
Se assim vier a acontecer, oxalá que não, a justa luta do PCP e do BE terá resultado em cheio.
Quanto as trabalhadores, certamente poderão nessa altura estar ufanos da defesa dos seus direitos, só que os direitos não vão conseguir colocar o pão na mesa em casa de cada um.
Como última nota e apesar de, como refiro no início, quase nada conhecer de certos meandros, não tenho grandes dúvidas de que a actual tabela salarial e o horário de trabalho possam estar longe daquilo que seria desejável.
O meu ponto é que me parece que a luta sindical, a luta entre os partidos esquerdistas, está completamente afastada da real defesa de trabalhadores, sobretudo se considerarmos as várias empresas que, se Palmela estoirar, estoiram igualmente.
Se a administração da fábrica, e sobretudo a casa mãe, deviam porventura ponderar de forma diferente o assunto, também não tenho dúvidas que da parte dos sindicados a mesma postura é exigível.
Mas temo que só estejam a olhar para o curso prazo, e para a sua lutazinha.
Talvez se venham a dar mal.
AC
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