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quinta-feira, 18 de setembro de 2025

SALA  de  ESPERA

Na 4ª Feira passada estive numa sala de espera hospitalar, 5º andar, para uma consulta. 

5ª andar que subi pelas escadas, devagar mas de seguida. Quando cheguei à sala quase não tinha aumentado o ritmo cardíaco. Bom sinal, creio.

Havia na sala 7 pessoas. 

Uma delas, enquanto lá estive e rondou quase os 25 minutos, nunca parou. O meu ritmo cardíaco era normal, o desta criatura presumo que estivesse acelerado.

Freud certamente explicaria.

AC

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

FC
Não, não é sobre futebol, não é sobre o Porto.

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) foi criado por António Arnaut, em 1979.

Não tenho a menor dúvida de que o SNS tem de existir, deve existir, tem muito que melhorar, mas as boas ideias de Arnaut e outros, e os  sonhos e as proclamações vazias de conteúdo não são suficientes para reorganizar o SNS, para o colocar em melhores níveis de proficiência, diminuindo esperas, e etc.

Para lá de proclamações era preciso que os sucessivos governos (quem governou mais tempo nos últimos 35 anos?) tivessem reorganizado, impulsionado, tratado de carreiras, etc. 
Pouco fizeram e por isso estamos como estamos.

Além de decisões políticas era necessário não enterrar dinheiro à toa no SNS. 
Esbanjar dinheiro no SNS como Costa se vangloriava mas sem reestruturar, sem tratar de carreiras como não trataram (só lá esteve um pouco mais de 8 anos) etc. resulta no que assistimos no presente.

E estou a falar disto tudo porque cerca de três anos decorridos houve quem fosse hoje fazer exames de rotina para o que teve de ser ligeiramente sedada. Como é de norma.

Estou a falar disto porque no SNS se podem fazer exactamente os mesmos exames, e de certeza que existem profissionais (médico gastro, anestesista, enfermeiros, assistentes etc.) igualmente competentes aos que hoje disso se encarregaram.

Mas existe diferença apreciável, muita, em tudo o mais, ambiente, recursos os mais diversos para lá dos clínicos.

Existe uma organização, existe um controlo sobre tudo, desde a autêntica consulta pré exames, ao conforto do paciente, ao chá dado depois do recobro, etc. que demonstra a quem assiste e a quem é assistido que existe em toda a estrutura e em todas as hierarquias uma atenção e desvelo para com quem se lhes dirige que é muito difícil de igualar.

É que ali as coisas não funcionam porque se fazem horas extraordinárias. Como acontece no SNS.

Como escrevi no blogue por diversas vezes ao longo do tempo, sou de famílias de médicos e já tenho também experiência de vida mais do que suficiente para poder falar um bocadinho sobre questões de assistência na saúde em Portugal. 
Sem proclamações, sejam dos inarráveis Chega sejam de esquerdalhada igualmente populista.

Continuarei a voltar ao tema.
AC

sexta-feira, 9 de junho de 2023

A  PROPÓSITO de  CUIDADOS  de  SAÚDE
Da minha experiência, com o que se foi passando na família a começar com uma primeira intervenção cirúrgica em 1 de Fevereiro de 1975, olho para trás e verifico o que se evoluiu.
O que acima mostro é eloquente no que toca a prevenção, distribuído dois dias antes da intervenção cirúrgica em hospital privado. Fui eu que abri o pacote das duas esponjas e ajudei no que era necessário.
De facto o que se andou. Por exemplo, a rapidez nas análises, a diferença nas anestesias, o material de apoio a cirurgias, etc. 

Lembro como foi o pós recobro em 29 de Dezembro de 1993, na Cruz Vermelha, e comparo com o que verifiquei no passado dia 1 de Junho. Que diferença.

O que é pena é em relação ao SNS, onde se constatam várias coisas positivas, se continuar muito pela ideologia e pelas proclamações e menos pela concreta alteração de carreiras e melhoria das condições materiais em infra-estruturas, material diverso, e de diagnóstico.
AC

domingo, 4 de junho de 2023

A PROPÓSITO DE CUIDADOS DE SAÚDE

Quando se passam (como passei) horas a caminhar nos corredores dos vários pisos, à espera que tudo corra bem, tem-se mais que tempo para observar por exemplo não só o andamento de obras de mais uma 
ampliação da infra-estrutura (dizem) como o trabalho de funcionários
nessa obra, como se tem tempo para observar detalhadamente aspectos múltiplos da infra-estrutura e dos meios humanos e materiais.
Por exemplo, organização, informações claras, elucidação pronta sobre dúvidas, a burocracia administrativa e financeira (sim, paga-se bem), a limpeza de instalações, as instalações no quarto, o espaço (corredores, quartos, salas de estar, entradas e acessos a elevadores etc.), os materiais mais diversos (de enfermagem, medicação, etc., a ligação ao médico, etc.
Há de certeza também "espinhos".
Voltarei ao assunto.
AC

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

SAÚDE

De há muito o digo mas repito mais uma vez.

Não consigo acertar no Euromilhões, sendo habitual acertar ZERO ou apenas num algarismo ou numa estrela. 

Mas o verdadeiro Euromilhões é a saúde, ter saúde. 

Naturalmente, aos 50, 60 ou agora nos 70 a saúde não pode ser como era aos 20 ou 30, mas ter uma saúde adequada à idade, sem coisas graves, isso sim é o verdadeiro Euromilhões.

Vem isto a propósito da saúde, dos meus, e das reflexões que venho fazendo, MAIS UMA VEZ, depois de cada visita a hospitais.

Já aqui referi várias vezes o porquê de eu ter um "poucochinho" (já ouvi isto em qualquer lado...)  de conhecimento de diversos aspectos do sistema de saúde no meu país, SNS e privados. Desde 1970!

Nas últimas semanas, por infelizes circunstâncias, hospitais da Luz, Setúbal e Outão têm sido muito frequentados. Eu como acompanhante. 

E o que eu vejo em Setúbal e no Outão, não joga certo com a propaganda de Costa como hoje ouvi na Assembleia da República (AR). É que nada bate certo. Gente a rodos, corredores cheios, ambulâncias constantes, esperas muito apreciáveis. Mas o pior é observar as pessoas, de todas as idades, observar as roupas, o calçado (??), o aspecto. Diz muito da realidade social, concreta, não a propagandeada. 

Mas uma das coisas que me vem impressionando é que no caso do hospital da LUZ vejo muito mais gente por lá da que encontrava há cerca de 8 meses. Porque será?

Recordo também já agora, a minha última ida ao Cuf Tejo, onde estivemos há cerca de 8 meses e já nessa altura observei mais gente do que encontrara antes. Porque será?

Voltarei a este assunto.

AC


segunda-feira, 16 de maio de 2022

A SAÚDE ……..a QUE NÃO TEMOS DIREITO
A propaganda socialista roça cada vez mais a desfaçatez e a pouca vergonha, estando cada vez mais SÚCIAlista.
A propaganda súcia diz que está tudo no melhor dos mundos.
Tendo sempre presente que umas árvores não configuram a floresta, vamos a casos concretos.
Eu, casadíssimo, de antes do 25 Abril 1974, vivi na zona da grande Lisboa até 1 de Março de 1974, e desde esse dia no Montijo. Continuo  sem médico de família. A minha mulher tem, vá lá perceber-se isto neste centro de saúde.

Ambos temos seguros de saúde A minha mulher não tem ADSE.
Ainda não tivemos (felizmente) que recorrer aos hospitais do SNS em situações de emergência.
Temo-nos vacinado, sobretudo (gripe e pneumonia) na farmácia onde há décadas somos clientes, e vacinámo-nos no centro criado para a pandemia COVID, para todas as doses.

Felizardos que somos, temos médicos na família e médicos amigos e, portanto, é por essa via que arranjamos as receitas para os medicamentos. E por essa via ao longo dos anos arranjámos algumas facilidades para os idosos e amigos etc. Chama-se CUNHA e, sendo lamentável e não devia ser assim, a realidade é que houve já dois casos que teriam acabado mal se não tivesse havido "influências". É a triste realidade. Continuando.

Há dias, a minha mulher pretendeu marcar consulta para controlar a tiróide, pois já tinha passado um pouco mais de um ano desde a última consulta de rotina. O médico habitual, Kaput!
Depois de voltas e reviravoltas, em outro dos hospitais privados, pensou-se que se conseguia consulta para o médico que uma cunha (mais uma) tinha recomendado.

Por meios digitais, contacto com o hospital, consulta pré-marcada.
Do dia seguinte, telefonema do hospital - quem a recomendou e etc., - e fico pelo etc. pois é tudo um nojo. Síntese - o sr dr só está a fazer consultas de seguimento de doentes. Ou seja, continuamos sem conseguir consulta num privado.

E não vou maçar mais para explicar também outras tentativas incluindo hospital do SNS, mesmo com cunhas.

É assim que estamos. E não é preciso ligar ás notícias sobre as ambulâncias INEM que não têm médicos. 
Não é preciso lembrar as promessas de 2015 e 2017 do intrujão - mor, e todas as outras notícias que não colam com a desfaçatez e aldrabice de Costa, Temido e etc.

A propósito da Temido, vulgarmente conhecida por - "Marta que a gente teme" - é uma senhora que não deve saber nada de história de Portugal. 
Digo isto porque ela justificou há dias os problemas na área da saúde e escassez de médicos em concreto com o que se terá passado nos anos 80 do século passado. 
Ela devia ter referido, se soubesse alguma coisita da nossa história, que a culpa já vem do Afonso Henriques, um safardana do pior, que além de ter batido na própria mãe, não estruturou o SNS como devia ser e, designadamente, não resolveu a questão do "numerus clausus".

Aliás, esse filho da mãe, não estruturou coisa nenhuma, e por isso estamos como estamos. Nem do Passos Coelho é a responsabilidade de tudo o que se vê por aí.

E podia falar de mais casos, mas não vale a pena, a maioria está muito contente e os titulares dos orgãos de soberania (Presidente e governo) contentes e ufanos estão, e por isso não vale a pena.

Ah, e não se pode ser assertivo e cáustico para com essas criaturas, sim, porque o respeitinho cinzento e serôdio está implantado, de novo, e para pior. A bem da Nação.

Ah, uma última coisa, o estado deste Estado deriva do facto do estupor do Afonso Henriques não ter dado ordem ao corneteiro para tocar a - "fim do saque".
AC

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

4 HORAS, DEPOIS, PROVAVELMENTE, MORRERIA

Eis mais um caso, REAL, a juntar a tantos outros, muitos bloqueados pela comunicação social que a esquerdalhada diz estar completamente nas mãos dos direitolas. CLARO, não é verdade?

É um caso REAL, passou-se com a irmã de um meu sobrinho neto. Irmã, salva, mas que neste momento continua muito debilitada.

Tinha 4 horas para ser operada, disseram-lhe no hospital privado que, depois de bolandas várias, aceitou recebe-la e operá-la in "extremis", logo depois de observada. 

Há poucos dias, ela sentiu-se bastante mal (na Lourinhã), recorreu ao hospital da zona que serve a sua residência fiscal E nem vale a pena falar da unidade de saúde antes do hospital. Não detectaram a apendicite que estava certamente galopante, mandaram-na para casa, deve ser gastroenterite. Noite pior, regresso ao hospital e sim, detectaram que estava uma apendicite alarmante.

> Tem que ser operada rapidamente, onde quer ser operada?
............
> Bem, então se no público vai demorar é melhor ser já no privado. 

E assim foi, recurso a um dos privados mas, como o filho estava com Covid, o privado não a recebeu. Outro privado acabou por a receber e o teste deu positivo à Covid. E foi neste privado que logo que observada ditaram - já para a faca - deve estar quase a começar uma peritonite, terá 4 horas se não for operada JÁ!

Quantas complicações de saúde que não Covid estão a crescer por esses país, complicações que a Covid está a relegar para 2º lugar? E para não referir agora coisas que vão sucedendo em crescendo, envolvendo o SNS.

E quando se ouve quer a actriz patética ou ontem o comunista João Oliveira em reacção ao que Manuela Ferreira Leite lhe referiu, só apetece democraticamente mandá-los pastar carneiros. Mas gritam muito e batem no peito!
AC

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

RESTAURAÇÃO e outros Assuntos

Todos nós temos dias mais ou menos preenchidos, estejamos na vida activa ou já reformados. Vem isto a propósito do dia de hoje, que ficará para a história pela decisão que Marcelo anunciará aos súbditos lá pelas 200 horas. Dia de hoje e sobretudo a manhã que, para nós, foi preenchida com vários assuntos a tratar e que, entre outras coisas deu para voltar a pensar nas questões de saúde em hospitais privados. E não apenas por, INTERESSANTE e CURIOSAMENTE, por lá ver uma senhora muito conhecida da área da saúde….PÚBLICA. Adiante.

O que sobretudo quero referir é que, depois, andando em outros afazeres por Campo de Ourique, chegaram as quase 1300 horas e veio a pergunta - não estás com fome? Eu já almoçava!

Bem, conhecendo alguma coisa na zona quanto a restauração, acabámos por torcer o nariz a vários ao olhar os preços dos cardápios mesmo em um ou dois onde afiançam - olhe, eles vem cá almoçar muitas vezes.

Não, acabámos numa tasca, embora a palavra "restaurante" esteja impressa no toldo da entrada. Humilde, mas não manhosa. Acepipes do dia, uma grãozada, arroz de tentáculos de pota (prima afastada da lula) e iscas com batatas fritas. Fomos nas iscas que, sem serem a melhor iguaria comida até hoje, ficaram certamente entre as 4 ou 5 melhores que já comemos. E já lá vão muitas décadas de paparoca em restaurantes, desde tascas a coisas muito finas. Iscas saborosíssimas!

O melhor, a companhia da minha mulher naturalmente mas, depois, o preço: duas doses (muito bem servidas) de iscas, dois copos de vinho tinto Ermelinda Freitas, pão e dois cafés……..12,30€ ! Continuo pouco sensível a "concept" qualquer coisa e similares, como por lá vi.

Quando fotografei já tinha papado uma isca, a que falta no espaço acima do limão.

AC

sexta-feira, 25 de junho de 2021

SAÚDE. Hospitais Públicos. Hospitais Privados.

Não, não venho debater nada daquilo a que vários se dedicam, uns para vergastar o SNS, outros para vergastar os privados, etc.

Conheço bem muitas infra-estruturas de saúde, públicas e privadas, nos distritos de Lisboa, Setúbal e Castelo Branco. E conheço muito bem vários profissionais de saúde, como em outras ocasiões já referi e até por várias razões de natureza familiar. Sinto-me relativamente à vontade para abortar os assuntos deste sector da vida nacional.

Não, o que aqui trago é uma coisa que me surpreendeu, pela negativa.

Num hospital privado, NOVO, repito, NOVO, quando chegou aquela hora do pagamento, dirigi-me à área respectiva existente naquele piso. Nessa área SEIS, repito, SEIS posições de atendimento. SEIS.

Eu e todos esperámos bastante mais tempo para resolver o problema que habitualmente se soluciona num ápice. Porquê?

Seis posições, seis senhoras a atender e, no fim, a pedirem muitas desculpas pela……... demora…….Uma máquina MB para as seis!

AC

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

ANTÓNIO COSTA telefona a MERKEL, aflito

Está Lá?

Bom dia Tó

Querida Merkel, estás a lixar-me.......

Oh Tó, que conversa é essa?

Desculpa, mas acabo de saber que a Marta teve um desmaio, um CHILIQUE, depois de saber que o teu pessoal irá fazer quartel - general no hospital da Luz, que é um hospital PRIVADO PORRA, ......desculpa a linguagem, mas é o descrédito completo até para mim, descrédito pelo SNS......

Oh Tó, desculpa lá, mas se queres ajuda e parece que estás a precisar de muita ajuda, o meu pessoal quer condições para poder trabalhar.....

Merkel querida, eu até lhes posso arranjar uma tenda sofisticada a instalar na fortaleza do Bugio, como fizemos anos atrás com o nosso amigo Kadafi....vista magnífica,....piscina,....o Cravinho arranja-lhes boa comida e bons vinhos........

...................

Olha,....grande cabra.....desligou-me o telefone........

AC

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

PANDEMIA. ALGUMAS REALIDADES.

No que respeita a questões de saúde, ao SNS, a hospitais privados, etc. etc., não sou melhor nem pior que a média dos meus concidadãos, querendo com isto dizer que sei muito pouco, quase nada mesmo destes assuntos. Mas, como já referi por diversas vezes aqui no blogue, as circunstâncias da vida fizeram com que eu, desde 1970, tenha tido preciosos contactos, informações, mesmo "inside information", algum conhecimento nestas matérias. Estava até há pouco, por outras razões, a recordar tempos um pouco aflitos que passei no então existente hospital da Liga dos Amigos dos Hospitais no Principe Real, enquanto esperava e esperava, concretamente em 1 de Fevereiro de 1975. Adiante.

Isto para dizer que tenho sabido de situações concretas de certas infra-estruturas de saúde 2 a 3 dias antes de aparecerem nos OCS e designadamente nas TV. 

Esta noite noticiaram apertos aflitivos em certos hospitais. Nada que me surpreendesse. Setubal e Loures são apenas dois pequenos exemplos, sabido que estavam a estoirar. E Almada?. 

O que se passou com um cunhado em Sta Maria é caso exemplar. Não me admirou, portanto, que uma pessoa estivesse horas numa maca e acabasse por morrer. O meu cunhado teve sorte. Ainda está bastante combalido.

Naturalmente que tudo é culpa de Passos Coelho. Ele tem várias culpas, e também nesta área.

Mas, desde 2015, sr Costa, sr Centeno?

E a pouca vergonha do presente?

Fico por aqui, tenho de ir à casa de banho vomitar, tão enjoado estou com este sr Costa, Marta, e muitos outros "importantões" que se atiram ao governo mas também têm culpas no assunto. 

Corporativistas da treta, para não dizer da m..........

AC

terça-feira, 21 de abril de 2020

Eles não aprendem.... NADA
Ontem, num pequeno momento de abertura do televisor, ás tantas vi uns mascarados, uma senhora loira que percebi ser ministra, e um senhor alto que, por ver à volta pessoal fardado, percebi que também seria ministro de qualquer coisa!!!
Depois vi também uns camiões da tropa a transportar material que julgo ter aterrado vindo da China, dos nossos amigos da China.
Ah, pelo caminho, tinham-me dito que o senhor que aparentemente manda na tropa tinha determinado que se estudasse uma coisa que creio chamaram de reserva, mas uma reserva de milhares.
Temos obra, temos homem.
A este propósito lembrei-me então de coisas entre o esquecido, o desprezado, o meio dormente.
Coisas relacionadas com as nossas Forças Armadas que, vejo eu há muito tempo (ou sou eu que estou a precisar de ir ao médico oftalmologista ?) são cada vez mais desprezadas, insultadas, esquecidas, e cada vez mais pessimamente geridas pelo poder político.
Mas admito estar a ver mal.
De qualquer forma, a sensação que me está a ficar é de que, agora com o COVID-19, lembraram-se que é muito importante o laboratório da instituição militar, e que é capaz de ser conveniente reerguer certas infra-estruturas da instituição militar que no passado recente desprezaram.
Mas fica-me a sensação de tudo estar mal alinhavado, ainda por cima com planos mirabolantes de comparticipação de certas  entidades civis nesses planos de reerguer, o que muito me faz desconfiar do negócio.
Mas, como sempre acontece com muitos políticos e muito em especial com os socialistas portugueses, avançam logo com muitas acções verbas e compromissos que, tudo junto, é sempre a mesma ordinária propaganda poucas vezes concretizada em algo palpável.
Uma coisa sempre interessante quando avançam com datas é que nunca especificam o ano de concretização do propagandeado.
Mas continuam a enganar muita gente.
Ao ponto de alguns, de indiscutível honestidade intelectual, se interrogarem com o que se passa com os hospitais privados durante estes estados de emergência, enquanto se assiste ao internamento de pessoas em tendas/ hospitais de campanha.
Eu não acho nada estranho. É simples.
É que internando pessoal nas tendas fica muito mais barato. 
E, nem por sombras concretizar o que os decretos das emergências legalmente possibilitam. Era só o que faltava.
Claro que a justificação é de que não é necessário. Pois.
Malandros dos hospitais privados,.........bom, mas também é preciso ver que temos lá amigos...........
Talvez se investigarem quem algumas vezes aparece em público a falar em nome de privados e repararem nos cargos anteriores talvez percebam. Talvez.
AC

sexta-feira, 2 de março de 2018

SAÚDE,   SNS,   ESTABELECIMENTOS   PRIVADOS
Há muitos anos que venho reflectindo sobre as questões da vida na vertente assistencial e concretamente na parte da saúde, a assistência na doença. Ao longo dos anos que já tem o meu blogue, e algumas vezes no blogue que antes me acolhia, abordei aspectos desta temática. Lembro-me de ter citado que, quando casei, anos antes do 25 de Abril, do meu lado havia 2 médicos de fornada Coimbrã e do lado da minha mulher importei muitos, o mais novo ainda não médico pois estava a terminar a licenciatura, e alguns já retirados da vida activa. Muitos médicos, hoje menos, mas hoje também duas enfermeiras e um enfermeiro e duas sobrinhas quase médicas. E experiência de várias coisas, de vários hospitais (
alguns já desaparecidos i.e Liga dos amigos dos hospitais ao Principe Real), quer públicos quer privados, do IPO, do INEM (inexcedível). E tenho muitos amigos médicos, na zona de Lisboa e no Porto. 
Volto hoje a falar neste/s assunto/s pelas razões seguintes: devido ás sucessivas aldrabices e mentiras do ministro da tutela, ao silêncio habitual do intrujão-mor, ás sucessivas demissões e problemas em hospitais públicos, a reações que tenho visto das ordens, aos problemas dos médicos que estão a acabar a formação inicial.

A criação do SNS foi uma excelente ideia.
Mas depois da sua criação..................
De acordo com o que se lê, os dados divulgados recentemente pela Direção-Geral de Orçamento indicam que os pagamentos em atraso das administrações públicas atingiam 1.188 milhões de euros no final de Janeiro, sendo que a maior parte se referia ao setor da saúde. A MAIOR PARTE - SECTOR da SAÚDE!!!!!
Indicado também 951 milhões de euros em dívida em atraso dos hospitais EPE (
acima dos 837 milhões de Dezembro e dos 613 de Janeiro de 2017).
Mas o inefável ministro do sector doente, perdão, da saúde, diz com aquele arzinho cândido esperar uma "redução pronunciada dos pagamentos em atraso ao longo de 2018", desde logo devido ao reforço de capital feito no final de 2017 nos hospitais EPE, que "começará a produzir efeitos a partir de março". (o que autorizará Centeno?).
Concretamente, o pequenino ministro confessa que existe - uma quantidade significativa" de hospitais em "falência técnica", situação que deverá ser revertida com o reforço do seu capital estatutário, que está em curso.. Não é um espectáculo?

Um cidadão que queira ver se consegue perceber o que se passa de facto neste sector vê-se em palpos de aranha, e não chega a conclusões claras e definitivas. Nomeadamente para tentar saber com rigor, quantos estabelecimentos de saúde existem em Portugal no presente, públicos e privados. E acerca dos eurozinhos envolvidos!! Que são ás centenas de milhões.
Centros Hospitalares temos aparentemente os do Barreiro Montijo,  Cova da Beira, Entre Douro e Vouga, Leiria-Pombal, Lisboa Ocidental, São João, Setúbal, Trás-os-Montes e Alto Douro, Alto Ave, Baixo Vouga, Universitário do Algarve, Médio Ave, Médio Tejo, Oeste, Porto, Universitário de Coimbra, Lisboa Central, Lisboa Norte, Póvoa de Varzim/Vila do Conde, Psiquiátrico de Lisboa, Tâmega e Sousa, Tondela-Viseu, Vila Nova de Gaia/Espinho.
Depois temos de procurar por centros médicos, clínicas, maternidades, unidades de saúde familiar, etc. Os nºs variam consoante se navega nos "interessantes" sítios ligados ao ministério da saúde, ou no PORDATA, ou se consultam OCS/ notícias antigas. 
Por exemplo, será que existem mesmo 225 estabelecimentos de saúde dos quais cerca de 110 serão privados? Por exemplo ainda, encontram-se referências a 105 hospitais públicos. Será?
Uma coisa parece certa (PORDATA):
em 1961 - 559 estabelecimentos de saúde, 48821 camas
em 1970 - 634 e 54514
em 1990 - 240 e 39690
em 2005 - 204 e 37372
em 2010 - 229 e 35646
em 2015 - 225 e 34890
em 2016 - 225 e 35337.

Outra coisa me parece corresponder à realidade, ou então é desatenção minha que, se for o caso, alguém me corrija:
> em nenhum sítio dos vários do MSaúde encontrei uma lista completa actual de todos os hospitais, de todos os centros hospitalares, de todas as unidades de saúde (antigos centros de saúde), de todas as clínicas, públicas e privadas,
> em nenhum sítio encontrei os orçamentos atribuídos a cada estabelecimento de saúde,
> em nenhum sítio encontrei a relação de dívidas de cada hospital, etc; e parece haver ainda dívidas de 2016, o que é um grande virar de página do intrujão-mor.

Basta por exemplo ir ao "sítio" do hospital de Santa Maria em Lisboa, que tem  agregado o Pulido Valente, para facilmente perceber que não se encontra nenhum elemento, nenhum parâmetro de gestão do estabelecimento de saúde.
Sou eu que estou doido, ou para lá do bolo definido em OE, não deveria haver uma contabilidadezinha a que se devesse ter acesso?
Como se gere o sorvedouro que é o SNS, e o dinheiro que se atira para os privados?
Naturalmente, vai-se aos privados e ficamos na mesma. A transparência à portuguesa.
Mas uma coisa é certa, as dívidas a fornecedores (desse 2016?) é avassaladora, mas só é referido montantes globais. Porque não os parcelares, para se perceber onde as coisas estão melhor ou pior?
Ninguém pergunta como se aguentam esses fornecedores? Ou o  que cobram é de tal forma exorbitante em margem de lucro que dá para criar "almofadas" para suportar estes atrasos?
Outra coisa que é certa, é o que se passa no hospital de Faro. Sei bem do que falo, tenho um familiar residente em Faro a penar há quatro anos com vários problemas.
Várias outras coisas são certas, e não estou a inventar nada. 
Sei muito bem o que se passa no SJoão, no Santa Maria, em Faro, no Barreiro, em Castelo Branco, em Beja, em Vila Franca de Xira. Sei alguma coisa dos Lusíadas, Cuf Descobertas, Cuf Infante Santo, na Luz. O post vai longo.
É o que temos. 
Desgraçado País, décadas violentado por vigaristas. 
Oxalá me engane, mas creio que vai ser nesta área que a sociedade portuguesa mais depressa vai rebentar. Oxalá me engane.
AC