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sexta-feira, 9 de junho de 2023

A  PROPÓSITO de  CUIDADOS  de  SAÚDE
Da minha experiência, com o que se foi passando na família a começar com uma primeira intervenção cirúrgica em 1 de Fevereiro de 1975, olho para trás e verifico o que se evoluiu.
O que acima mostro é eloquente no que toca a prevenção, distribuído dois dias antes da intervenção cirúrgica em hospital privado. Fui eu que abri o pacote das duas esponjas e ajudei no que era necessário.
De facto o que se andou. Por exemplo, a rapidez nas análises, a diferença nas anestesias, o material de apoio a cirurgias, etc. 

Lembro como foi o pós recobro em 29 de Dezembro de 1993, na Cruz Vermelha, e comparo com o que verifiquei no passado dia 1 de Junho. Que diferença.

O que é pena é em relação ao SNS, onde se constatam várias coisas positivas, se continuar muito pela ideologia e pelas proclamações e menos pela concreta alteração de carreiras e melhoria das condições materiais em infra-estruturas, material diverso, e de diagnóstico.
AC

segunda-feira, 16 de maio de 2022

A SAÚDE ……..a QUE NÃO TEMOS DIREITO
A propaganda socialista roça cada vez mais a desfaçatez e a pouca vergonha, estando cada vez mais SÚCIAlista.
A propaganda súcia diz que está tudo no melhor dos mundos.
Tendo sempre presente que umas árvores não configuram a floresta, vamos a casos concretos.
Eu, casadíssimo, de antes do 25 Abril 1974, vivi na zona da grande Lisboa até 1 de Março de 1974, e desde esse dia no Montijo. Continuo  sem médico de família. A minha mulher tem, vá lá perceber-se isto neste centro de saúde.

Ambos temos seguros de saúde A minha mulher não tem ADSE.
Ainda não tivemos (felizmente) que recorrer aos hospitais do SNS em situações de emergência.
Temo-nos vacinado, sobretudo (gripe e pneumonia) na farmácia onde há décadas somos clientes, e vacinámo-nos no centro criado para a pandemia COVID, para todas as doses.

Felizardos que somos, temos médicos na família e médicos amigos e, portanto, é por essa via que arranjamos as receitas para os medicamentos. E por essa via ao longo dos anos arranjámos algumas facilidades para os idosos e amigos etc. Chama-se CUNHA e, sendo lamentável e não devia ser assim, a realidade é que houve já dois casos que teriam acabado mal se não tivesse havido "influências". É a triste realidade. Continuando.

Há dias, a minha mulher pretendeu marcar consulta para controlar a tiróide, pois já tinha passado um pouco mais de um ano desde a última consulta de rotina. O médico habitual, Kaput!
Depois de voltas e reviravoltas, em outro dos hospitais privados, pensou-se que se conseguia consulta para o médico que uma cunha (mais uma) tinha recomendado.

Por meios digitais, contacto com o hospital, consulta pré-marcada.
Do dia seguinte, telefonema do hospital - quem a recomendou e etc., - e fico pelo etc. pois é tudo um nojo. Síntese - o sr dr só está a fazer consultas de seguimento de doentes. Ou seja, continuamos sem conseguir consulta num privado.

E não vou maçar mais para explicar também outras tentativas incluindo hospital do SNS, mesmo com cunhas.

É assim que estamos. E não é preciso ligar ás notícias sobre as ambulâncias INEM que não têm médicos. 
Não é preciso lembrar as promessas de 2015 e 2017 do intrujão - mor, e todas as outras notícias que não colam com a desfaçatez e aldrabice de Costa, Temido e etc.

A propósito da Temido, vulgarmente conhecida por - "Marta que a gente teme" - é uma senhora que não deve saber nada de história de Portugal. 
Digo isto porque ela justificou há dias os problemas na área da saúde e escassez de médicos em concreto com o que se terá passado nos anos 80 do século passado. 
Ela devia ter referido, se soubesse alguma coisita da nossa história, que a culpa já vem do Afonso Henriques, um safardana do pior, que além de ter batido na própria mãe, não estruturou o SNS como devia ser e, designadamente, não resolveu a questão do "numerus clausus".

Aliás, esse filho da mãe, não estruturou coisa nenhuma, e por isso estamos como estamos. Nem do Passos Coelho é a responsabilidade de tudo o que se vê por aí.

E podia falar de mais casos, mas não vale a pena, a maioria está muito contente e os titulares dos orgãos de soberania (Presidente e governo) contentes e ufanos estão, e por isso não vale a pena.

Ah, e não se pode ser assertivo e cáustico para com essas criaturas, sim, porque o respeitinho cinzento e serôdio está implantado, de novo, e para pior. A bem da Nação.

Ah, uma última coisa, o estado deste Estado deriva do facto do estupor do Afonso Henriques não ter dado ordem ao corneteiro para tocar a - "fim do saque".
AC

sexta-feira, 2 de março de 2018

SAÚDE,   SNS,   ESTABELECIMENTOS   PRIVADOS
Há muitos anos que venho reflectindo sobre as questões da vida na vertente assistencial e concretamente na parte da saúde, a assistência na doença. Ao longo dos anos que já tem o meu blogue, e algumas vezes no blogue que antes me acolhia, abordei aspectos desta temática. Lembro-me de ter citado que, quando casei, anos antes do 25 de Abril, do meu lado havia 2 médicos de fornada Coimbrã e do lado da minha mulher importei muitos, o mais novo ainda não médico pois estava a terminar a licenciatura, e alguns já retirados da vida activa. Muitos médicos, hoje menos, mas hoje também duas enfermeiras e um enfermeiro e duas sobrinhas quase médicas. E experiência de várias coisas, de vários hospitais (
alguns já desaparecidos i.e Liga dos amigos dos hospitais ao Principe Real), quer públicos quer privados, do IPO, do INEM (inexcedível). E tenho muitos amigos médicos, na zona de Lisboa e no Porto. 
Volto hoje a falar neste/s assunto/s pelas razões seguintes: devido ás sucessivas aldrabices e mentiras do ministro da tutela, ao silêncio habitual do intrujão-mor, ás sucessivas demissões e problemas em hospitais públicos, a reações que tenho visto das ordens, aos problemas dos médicos que estão a acabar a formação inicial.

A criação do SNS foi uma excelente ideia.
Mas depois da sua criação..................
De acordo com o que se lê, os dados divulgados recentemente pela Direção-Geral de Orçamento indicam que os pagamentos em atraso das administrações públicas atingiam 1.188 milhões de euros no final de Janeiro, sendo que a maior parte se referia ao setor da saúde. A MAIOR PARTE - SECTOR da SAÚDE!!!!!
Indicado também 951 milhões de euros em dívida em atraso dos hospitais EPE (
acima dos 837 milhões de Dezembro e dos 613 de Janeiro de 2017).
Mas o inefável ministro do sector doente, perdão, da saúde, diz com aquele arzinho cândido esperar uma "redução pronunciada dos pagamentos em atraso ao longo de 2018", desde logo devido ao reforço de capital feito no final de 2017 nos hospitais EPE, que "começará a produzir efeitos a partir de março". (o que autorizará Centeno?).
Concretamente, o pequenino ministro confessa que existe - uma quantidade significativa" de hospitais em "falência técnica", situação que deverá ser revertida com o reforço do seu capital estatutário, que está em curso.. Não é um espectáculo?

Um cidadão que queira ver se consegue perceber o que se passa de facto neste sector vê-se em palpos de aranha, e não chega a conclusões claras e definitivas. Nomeadamente para tentar saber com rigor, quantos estabelecimentos de saúde existem em Portugal no presente, públicos e privados. E acerca dos eurozinhos envolvidos!! Que são ás centenas de milhões.
Centros Hospitalares temos aparentemente os do Barreiro Montijo,  Cova da Beira, Entre Douro e Vouga, Leiria-Pombal, Lisboa Ocidental, São João, Setúbal, Trás-os-Montes e Alto Douro, Alto Ave, Baixo Vouga, Universitário do Algarve, Médio Ave, Médio Tejo, Oeste, Porto, Universitário de Coimbra, Lisboa Central, Lisboa Norte, Póvoa de Varzim/Vila do Conde, Psiquiátrico de Lisboa, Tâmega e Sousa, Tondela-Viseu, Vila Nova de Gaia/Espinho.
Depois temos de procurar por centros médicos, clínicas, maternidades, unidades de saúde familiar, etc. Os nºs variam consoante se navega nos "interessantes" sítios ligados ao ministério da saúde, ou no PORDATA, ou se consultam OCS/ notícias antigas. 
Por exemplo, será que existem mesmo 225 estabelecimentos de saúde dos quais cerca de 110 serão privados? Por exemplo ainda, encontram-se referências a 105 hospitais públicos. Será?
Uma coisa parece certa (PORDATA):
em 1961 - 559 estabelecimentos de saúde, 48821 camas
em 1970 - 634 e 54514
em 1990 - 240 e 39690
em 2005 - 204 e 37372
em 2010 - 229 e 35646
em 2015 - 225 e 34890
em 2016 - 225 e 35337.

Outra coisa me parece corresponder à realidade, ou então é desatenção minha que, se for o caso, alguém me corrija:
> em nenhum sítio dos vários do MSaúde encontrei uma lista completa actual de todos os hospitais, de todos os centros hospitalares, de todas as unidades de saúde (antigos centros de saúde), de todas as clínicas, públicas e privadas,
> em nenhum sítio encontrei os orçamentos atribuídos a cada estabelecimento de saúde,
> em nenhum sítio encontrei a relação de dívidas de cada hospital, etc; e parece haver ainda dívidas de 2016, o que é um grande virar de página do intrujão-mor.

Basta por exemplo ir ao "sítio" do hospital de Santa Maria em Lisboa, que tem  agregado o Pulido Valente, para facilmente perceber que não se encontra nenhum elemento, nenhum parâmetro de gestão do estabelecimento de saúde.
Sou eu que estou doido, ou para lá do bolo definido em OE, não deveria haver uma contabilidadezinha a que se devesse ter acesso?
Como se gere o sorvedouro que é o SNS, e o dinheiro que se atira para os privados?
Naturalmente, vai-se aos privados e ficamos na mesma. A transparência à portuguesa.
Mas uma coisa é certa, as dívidas a fornecedores (desse 2016?) é avassaladora, mas só é referido montantes globais. Porque não os parcelares, para se perceber onde as coisas estão melhor ou pior?
Ninguém pergunta como se aguentam esses fornecedores? Ou o  que cobram é de tal forma exorbitante em margem de lucro que dá para criar "almofadas" para suportar estes atrasos?
Outra coisa que é certa, é o que se passa no hospital de Faro. Sei bem do que falo, tenho um familiar residente em Faro a penar há quatro anos com vários problemas.
Várias outras coisas são certas, e não estou a inventar nada. 
Sei muito bem o que se passa no SJoão, no Santa Maria, em Faro, no Barreiro, em Castelo Branco, em Beja, em Vila Franca de Xira. Sei alguma coisa dos Lusíadas, Cuf Descobertas, Cuf Infante Santo, na Luz. O post vai longo.
É o que temos. 
Desgraçado País, décadas violentado por vigaristas. 
Oxalá me engane, mas creio que vai ser nesta área que a sociedade portuguesa mais depressa vai rebentar. Oxalá me engane.
AC

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

SNS, HOSPITAIS, FARMACÉUTICAS, O COSTUME
Cada dia que passa mais se confirma a aldrabice do virar de página.
Antes tivemos os obreiros (!??!) que tinham gosto em fazer mais do que o recomendado lá de fora.
Agora temos outro tipo de pantomineiros, os super aldrabões.
O aldrabão francês Moscovici faz enormes elogios ao desempenho de Centeno e companhia.
Estará atento, por exemplo a desorçamentações, cativações e não pagamentos?
Quase todos os dias aparecem casos.
As farmacêuticas, os laboratórios, as empresas fornecedoras de material médico, estarão a arder com uma pequena "maquia".
Segundo a Apifarma, registou-se um agravamento de 111,7 milhões de euros da dívida total (mais 14%), face a dezembro de 2016 (794,4 milhões de euros). 
Em Dezembro 2016, convém lembrar, já a geringonça tinha um ano, agora já passou os dois anos. Mas ainda deve ser culpa do inefável Passos Coelho.
Aparentemente a dívida dos hospitais aos laboratórios e às empresas de dispositivos médicos ascendia a 1.212 milhões de euros no final de 2017, já depois de um pagamento de 400 milhões de euros proveniente do aumento de capital destes hospitais.
Claro que o ministro, um dos que se tem mostrado mais habilidoso na retórica e no falar doce, já tinha anunciado que iria despejar 1,4 mil milhões para a regularização das dívidas aos fornecedores do setor. 
Aparentemente, em Dezembro de 2017, a dívida global dos hospitais públicos à indústria farmacêutica totalizava 906,1 milhões de euros. Deste valor, 664,6 milhões de euros corresponde a dívida vencida (superior a 90 dias), o que representa uma subida de 26,4% em relação a 2016. 
Parece que existe uma legislação europeia que determina que o Estado pague em 30 dias, quando muito em 60 dias. Como se continua a ver. Como dizia o Sócrates - isso não interessa para nada!
Haverá pois um agravamento de 111,7 milhões de euros da dívida total (mais 14%), face a dezembro de 2016.
Página virada, claro. Esqueceram-se foi de dizer o livro a que pertencia a página.
António Cabral