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segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

O estado deste ESTADO
A coisa foi noticiada há cerca de
duas semanas. A operação foi designada "Gota de água".
E em que consistia? Os laboratórios que têm a obrigação de zelar pelo bem público, incluindo a saúde dos cidadãos, falsificava as análises da água, colocando em perigo a saúde dos cidadãos. Onde irá parar o país, quando se chega a Isto?
O combate à corrupção torna-se prioritário
…


Bastante antes de 25 de Abril de 1974, se já havia muitas regiões do país onde se faziam bons vinhos, a realidade é que a situação global de então nada tem a ver com a viticultura das últimas 3 décadas.
Nessa altura regiões havia onde o chamado vinho a martelo era uma infeliz realidade.
Mais, contava-se que um conhecido produtor na nossa Estremadura teria dito aos filhos quando já muito doente - filhos, não se esqueçam, que das uvas também se faz vinho.

Vem isto a propósito da água.
Depois do 25 de Abril, melhorou-se imenso na distribuição de água a todas as partes do pais. 
Centrais e depósitos e tratamento de águas, e distribuição.

Pelo que se vê parece que podemos começar a dizer aos nossos - meus filhos, bebam água regularmente, é muito importante para a saúde até porque, de vez em quando, a água que beberem pode ser bem tratada, pode ser mesmo própria para nosso consumo, boa para a saúde.

Ao que tristemente já se chegou.
Tenham uma boa semana, saúde. Olhem, arrisquem beber água!
AC

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

SNS, HOSPITAIS, FARMACÉUTICAS, O COSTUME
Cada dia que passa mais se confirma a aldrabice do virar de página.
Antes tivemos os obreiros (!??!) que tinham gosto em fazer mais do que o recomendado lá de fora.
Agora temos outro tipo de pantomineiros, os super aldrabões.
O aldrabão francês Moscovici faz enormes elogios ao desempenho de Centeno e companhia.
Estará atento, por exemplo a desorçamentações, cativações e não pagamentos?
Quase todos os dias aparecem casos.
As farmacêuticas, os laboratórios, as empresas fornecedoras de material médico, estarão a arder com uma pequena "maquia".
Segundo a Apifarma, registou-se um agravamento de 111,7 milhões de euros da dívida total (mais 14%), face a dezembro de 2016 (794,4 milhões de euros). 
Em Dezembro 2016, convém lembrar, já a geringonça tinha um ano, agora já passou os dois anos. Mas ainda deve ser culpa do inefável Passos Coelho.
Aparentemente a dívida dos hospitais aos laboratórios e às empresas de dispositivos médicos ascendia a 1.212 milhões de euros no final de 2017, já depois de um pagamento de 400 milhões de euros proveniente do aumento de capital destes hospitais.
Claro que o ministro, um dos que se tem mostrado mais habilidoso na retórica e no falar doce, já tinha anunciado que iria despejar 1,4 mil milhões para a regularização das dívidas aos fornecedores do setor. 
Aparentemente, em Dezembro de 2017, a dívida global dos hospitais públicos à indústria farmacêutica totalizava 906,1 milhões de euros. Deste valor, 664,6 milhões de euros corresponde a dívida vencida (superior a 90 dias), o que representa uma subida de 26,4% em relação a 2016. 
Parece que existe uma legislação europeia que determina que o Estado pague em 30 dias, quando muito em 60 dias. Como se continua a ver. Como dizia o Sócrates - isso não interessa para nada!
Haverá pois um agravamento de 111,7 milhões de euros da dívida total (mais 14%), face a dezembro de 2016.
Página virada, claro. Esqueceram-se foi de dizer o livro a que pertencia a página.
António Cabral