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domingo, 6 de outubro de 2019

ELEIÇÕES LEGISLATIVAS 2019
Na 2ª Feira, 7 de Outubro, ou na 3ª Feira, a que porta irá ele bater?
AC
6  OUT  2019 - LEGISLATIVAS
Será que a esmagadora maioria dos cidadãos portugueses continua a não querer entender que não ir votar é meio caminho andado para o desastre da nossa sociedade?
"Ah, é meu direito votar ou não votar"
Formalmente sim, é.
Mas, respeitando eu sempre a opinião de outrem, é meu entendimento que não ir às urnas que mais não seja para votar em branco, decisivamente contribui para que se passe a comer "mierda frita".
Respeito o não ir às urnas, mas também é minha opinião que esse acto/ essa decisão que na maioria dos casos releva de uma ignorância atroz e de grande inconsciência cívica, faz com que outros e que serão cada vez menos, tomem o poder e as decisões por todos os que cada vez mais se abstêm.
Depois é que protestam?
AC

DOMINGO, 6 de OUTUBRO de 2019
Lamento, hoje não faço milagres
AC

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

6   OUTUBRO  2019,  Eleições  Legislativas
Até hoje não falhei uma eleição, sempre entreguei o meu voto.
A menos que algo de grave acontecesse até Domingo, lá estarei à abertura das urnas.
Em quem votarei não têm nada com isso.
Mas uma coisa confesso, dei-me ao trabalhão de ir ver as promessas do PS, PSD, PCP, CDS, BE e até me emporcalhei a ir espreitar o PAN que, apesar de respeitar SEMPRE a opinião e as posições alheias, para mim é algo de inacreditável.
Foi um pincel dos diabos.
E a demagogia de quase todos os lados é lamentável.
Quanto ás campanhas, arruadas e etc, só vi os confrontos na TV entre António Costa e Rui Rio. Dispensei-me do resto.
Também confesso que não votarei no PS, PS personificado por António Costa que,  para mim, é uma modalidade Socretina menos horrorosa mas na mesma má.
E lamento dizer isto, pois olho a vários deputados e várias personalidades do PS (ainda há dias estive num velório e estava lá um que tem uma craveira intelectual brilhante, e uma postura cívica de grande dignidade) e têm lá imensa gente de elevada qualidade, de que a vida pública precisa.

Mas não precisava da palhaçada de hoje frente a um velhote, nem a palhaçada da encenação do encontro com Manuela Eanes para me convencer a não votar António Costa/ PS.
Penso que Costa ganhará as eleições e sem maioria absoluta o que, para mim naturalmente, é prova de não confiança de muitos dos meus concidadãos em Costa. Eu nunca confiei nele e assim continuo, e o caso Tancos reforça a minha convicção.
Os dois episódios que cito são para mim suficientes para duvidar da postura política de Costa. E nem quero lembrar a tralha que vem detrás, até internamente no partido.
O velhote não tinha razão, mas tudo naquelas várias semanas trágicas abona desfavoravelmente para Costa. Minha opinião naturalmente.

Será que se os seguranças de Costa não têm agido em tempo, o velhote tinha levado uma lambada e os óculos voado?
Provável.
Diz-me a minha mulher que Costa já terá aparecido com ar mais calmo a dizer que apesar de político não deixa de ser de carne e osso.
E tem razão, demonstrou bem as fragilidades de ser de carne e osso  com pouca qualidade, e a quem não entregarei o meu voto.
Falou de honra, dizem-me, eu direi, que descarada ausência de vergonha na cara.
AC

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

eleições legislativas
O nº 1 do Artº  174º da CRP actualmente em vigor, define a sessão legislativa como um período com a duração de um ano, e a iniciar-se a 15 de Setembro. Nos nºs seguintes do mesmo Artº, define-se o período normal de funcionamento da AR de 15 de Setembro a 15 de Junho, sem prejuízo de eventuais suspensões!!! (15SET-15JUN = 9 meses). Define-se ainda que a AR pode em determinadas condições (explicitadas) funcionar fora daquele período. O que normalmente acontece.
E não estou para ter mais trabalho e ir ver a lei eleitoral.

Fora as épocas de Carnaval, Páscoa, Natal e, ainda na maioria das 2ª feiras de manhã o palácio em SBento estar sem deputados, qualquer cidadão pode tirar as conclusões que lhe aprouver. Esforçados.
Pela minha parte, ainda que sorria com estas coisas, não é por isto que o nosso País está como está.
E mais, a meu ver, mesmo parecendo-me actualmente desajustadas várias normas da actual CRP, não é também por isso que os governos nos têm desgovernado como todos sabemos.

Mas a promessa que tenho para pagar, quanto a sugestões de alteração da CRP, não começa hoje. O supra referido vem a propósito das eleições legislativas, melhor, do frenesim mediático e das actuais oposições, para se antecipar as eleições previstas para o último trimestre do próximo ano.

Fui vasculhar os meus registos, e decidi contar para o efeito de hoje, apenas com os actos em que o actual presidente da República começou a ser eleito primeiro-ministro.
Se os meus papéis não estão errados, o então líder do PSD ganhou uma eleição com maioria relativa em 1985. Não tenho registo quanto à apresentação do orçamento, mas penso que as coisas se encavalitaram ou seja, o orçamento foi para o final desse ano.

Depois, como o deitaram abaixo, ganhou maioria absoluta em 1987. Cumpriu a legislatura, obteve nova maioria absoluta em 1991. E começou o declínio. E as reformas profundas e urgentes e drásticas do Estado nunca foram feitas. Todos os governos que se lhe seguiram copiaram pelo mesmo mau caderno de apontamentos. Engordando o "monstro", havendo moedas boas e más, e os bolsos dos do costume a encher-se.

Com António Guterres, 1995 e 1999 (ano pantanoso!!) repetiu-se a cena orçamental. Até houve um queijo liminano!
Guterres sentindo-se pantanoso, saíu para melhores ares, eleições em 2002, outra em 2005, tendo havido pelo meio as trapalhadas Barrosistas (e piranço), Santanistas, mas também umas Sampaístas, que presumo não caíram bem em certos sectores do PS, embora hoje estejam todos amigos outra vez!
Em 2009 outra vez umas eleições encostadas ao último trimestre.

Isto dito, é para mim confrangedor o ruído que por aí vai. Muitos dos que agora gritam e gesticulam e apontam o dedo em riste, andaram sempre caladinhos nessas outras ocasiões. É a habitual coerência da gentinha miúda que nos continua a desgraçar.
Ainda que alguns se arvorem em - "Eu sim, é que sou o salvador, o que vos dará esperança".

Face ao que antecede estou em concluir, que me parece:

1. evidente a ânsia do edil de Lisboa em saltar para PM, fazendo os possíveis e os impossíveis para que o barulho aumente no sentido de se gritar por todo o lado a injustiça em não haver eleições JÁ;

2. também muito claro, que o actual PM se escuda no último trimestre de 2015 para ganhar tempo, ainda que eu não perceba bem para quê; para porventura o edil de Lisboa começar a ter que falar alguma coisa, e as pessoas começarem a descobrir que o próximo PM não vai poder fazer muito diferente para melhor?

3. enfim, que o actual PR só fará qualquer coisa se aconselhado em casa; não quero ser ofensivo, mas acho que fará mal.

O que penso? Que a maioria dos políticos actuais, de todos as cores, se continuam a comportar sempre olhando aos seus interesses de grupo, borrifando-se para o País, para as reais necessidades e interesses das pessoas.

Mas isto dito, não tenho a menor dúvida que se deveria legislativamente tudo fazer para que, daqui em diante, as eleições fossem sempre realizadas até 15 de Julho.
Com quedas de governos, os calendários deveriam ser ajustados tendo aquela norma presente, tivesse o novo governo pela frente uma legislatura de 3 anos e meses ou 4 anos e meses.

.....é isto e nada mais............pintassilgos não são pardais.

António Cabral (AC)