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quinta-feira, 10 de abril de 2025

ELEIÇÕES . . . . . e . . . SEM  SURPRESA
Nos prometerão Sol na eira e muita chuva no nabal.
Em breve nos anunciarão, por exemplo,
- os dias da semana em que fará Sol e aqueles em que choverá, 
- as lojas do cidadão e farmácias e ervanárias onde se poderão comprar comprimidos com proteína de ética republicana, 
- a redução do tempo de gravidez de 9 para 6 meses,  
- as datas das workshops sobre superioridade moral,
- as datas das workshops para manufactura de cartazes soezes, 
- as datas das workshops para aprender a ser ainda mais mal educado na vida pública e designadamente no parlamento.
AC

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

NÃO FOI COMO ATÉ AQUI
Depois de sofrer com a revisão do carro e umas horas de caminhadas, umas palavras sobre as eleições.
Regra geral, até não há muito tempo, ficava a sensação aliás mais que a sensação depois de os ouvir a todos, que perante os resultados eleitorais quase ninguém tinha perdido. Quase todos tinham tido a sua vitóriazinha, foi assim mais ou menos até à noite de ontem.
Claramente, vários disseram ontem à noite, preto no branco, que perderam. Registe-se.
Assunção Cristas tratou de despachar a coisa em 60 minutos. 
O tio Jerónimo concedeu a derrota mas mascarou-a com campanhas; aliás há até um líder do PCP que escreveu eloquentemente sobre as mentes dos portugueses! Enfim.
O sr Marinho Pinto mais o seu Pardal ficaram na gaiola.
Rui Rio perdeu e ganhou, ganhou e perdeu. Enfim!

Não sou sociólogo, sou um cidadão comum que se deu ao trabalho de ir em tempo útil vasculhar os programas dos partidos que agora tem entrada na AR, e procuro o rigor, tento, e quando me engano ou faço asneiras dou a mão à palmatória.
Se percebo o que vi já nem sei onde, resultados finais, oficiais, só os teremos a meio de Outubro ou um pouco depois.
Isto dito, e sendo os elementos disponíveis passíveis de arriscar com alguma segurança, registei:

> António Costa ganhou, mas fica-me a sensação que o seu rosto sorridente durante a proclamação não conseguiu esconder 100% a sua irritação por falhar a maioria absoluta. Coisa que o seu amigo do peito Sócrates alcançou em 2005.
> Saberemos a meio de Outubro se votaram mais ou menos pessoas  comparando com dez ou vinte anos atrás; parece-me um elemento muito interessante a avaliar.
> Os cadernos eleitorais continuam uma salganhada; o caderno de encargos da actriz do BE não creio que se preocupe com estas coisas.
> Aliás, muita gente não quer que se mexa nisto, como por exemplo os partidos e os presidentes de câmara; aliás, a questão freguesias, em que algumas são bastante maiores que algumas cidades, é uma daquelas reformas que está atrasada mas assim continuará; comparem a freguesia mais populosa do Continente com a cidade de Portalegre - dará para rir ou chorar.
> A abstenção parece que voltou a subir, mas devia apurar-se isto com rigor tendo em conta cadernos eleitorais, limpeza dos ditos, mais pessoas lá de fora inscritas; e devia tratar-se desta pouca vergonha de envelopes com votos lá de fora não chegarem a Portugal.
> Outro elemento que me parece muito importante ponderar logo que se disponham dos nº oficiais finais, é ver o nº de votantes que os cinco maiores (até agora) partidos perderam; por exemplo o PSD parece ter perdido muito, o BE terá deixado voar cerca de 60 milhares, o PCP  e CDS coitados e o próprio PS vitorioso parece estar num plano inclinado.  
> Um elemento para mim importante é esta pulverização da AR. Pessoalmente, como em tudo na vida, considero que terá aspectos positivos e aspectos nada positivos. De todos os que entram, a postura a linguagem e os propósitos do comentador da CM TV enojam-me.
> Mas isto dito, enoja-me igualmente verificar aparecimentos de posturas de racismo ao contrário.
O Chega é, para mim, execrável. Mas lembro sempre Melo Antunes, ao considerar que o PCP fazia parte integrante da sociedade Portuguesa.
> O Chega tem de ser combatido com ideias.
E as ideias não são necessariamente mais válidas por virem da representante do Livre. 
As ideias do BE, do PCP, do IL, do PSD, do PS, do CDS, PEV, são igualmente válidas, discutíveis todas elas, mas a respeitar, e a combater democraticamente. 
As ideias do Chega têm de ser combatidas democraticamente, arrasadas politicamente, mas democraticamente, na AR. 
E nunca lhes dar trunfos para populismos, coisa que receio muito virá a acontecer.

Uma coisa é para mim clara.
A sociedade portuguesa continua com febre. 
A esquerda continua com a mania da superioridade.
O espectáculo triste e que fala bem pela qualidade das pessoas que o fazem, ficou eloquentemente ilustrado ontem quando, na sala do PS, se referiu a derrota da direita.
Posso ter estado distraído, mas na sala do PSD quando referiram o PS creio que ninguém apupou ou assobiou.
Se calhar isto quer dizer alguma coisa, quanto a postura democrática e cívica, porque quanto a educação estamos conversados há muito.
AC

sábado, 26 de janeiro de 2019

Os  OCS/ JORNALISTAS  QUE  TEMOS
Eu sei que não é só por cá, em Portugal, lá por fora não é muito diferente. Mas interessa-me cá, ponderar as coisas cá, as de cá em primeiro lugar. Quanto ao que a seguir deixo à consideração de quem tem a gentileza de visitar este blogue e ler, não creio que o que aponto tenha a ver com alguma coisa na nossa envolvente externa, que derive do que por fora acontece. 
O que acontece é da exclusiva responsabilidade de, autarcas, políticos, cidadãos que vivem legalmente face à lei, cidadãos que vivem ilegalmente em Portugal face à lei, e de cidadãos que se estou marimbando para a lei pois ao longo de 35 anos os amigos nos escritórios e nas lojas trataram de assegurar os necessários buracos nas leis, como trataram de assegurar também confortáveis períodos  para certas prescrições, e assegurar ainda que nunca se coloque a questão do ónus da prova, o Estado que se desenrasque.
E, em certa medida, responsabilidade também de muitos jornalistas, que não investigam a sério, que não perguntam o que deve ser perguntado. Jornalistas que confundem, que vão a correr atrás do politicamente correcto.

1º CASO - Bairro da Jamaica, no concelho do Seixal, gerido há décadas pelo PCP, sob a sigla CDU.
Contrariamente a muitos, incluindo titulares de orgãos de soberania, não posso comentar seriamente o que se passou entre pessoas que vivem naquele bairro (bairro ????) degradado e a polícia, por uma razão simples, não tenho praticamente informação sobre o assunto. 
Mas parece haver:
- Correspondência com a realidade, agressões e agressões, respostas de ambos os lados, alguns feridos.
- Correspondência com a realidade, as imagens que as TV terão mostrado do um tal chamado bairro (???) que, pelo que me dizem, são construções de vários andares, em tijolo, e dizem-me que tudo parece uma espelunca.
- Correspondência com a realidade, a autarquia competente deverá conhecer há décadas a existência daquela zona, provavelmente aquelas "habitações" (???) têm rede eléctrica fornecida, como água, antenas parabólicas, etc.
- Correspondência com a realidade, pois parece não haver desmentido, um "apelidado" colaborador do BE apela à violência e insulta publicamente forças da chamada ordem. A que se juntou, tanto quanto parece, as sempre extraordinárias tiradas de uma das Mortágua.
- Correspondência com a realidade, as sempre interessantes declarações do MAI Cabrita.
- Correspondência com a realidade, o repórter XX esteve logo num dos locais em Lisboa para onde as manifestações pacíficas (??)de revolta das gentes da tal de Jamaica foram deslocadas.

Há nisto tudo uma mistura de, pobreza extrema, violência, miséria moral, clandestinidade, ilegalidades várias, desemprego, revolta,  racismo, ganga organizados, ostracismo por parte dos responsáveis políticos (que não do BE, naturalmente)?? 
Temo que não me devo enganar por muito.
Num meio daqueles como em muitos semelhantes, certas associações não são correctas serão mesmo injustas mas, sejamos claros, nesses desgraçados meios também surgem exemplos de delinquência. Ou não ??
O que foi transportado para Lisboa e outras zonas é o quê?
Não posso comentar com segurança, pois não conheço, mas algumas questões ficam no ar, as quais não me parece que tenham interessado os jornalistas:
> Há quantos anos/ décadas, a CMSeixal conhece a situação do tal de Jamaica?
> A CMSeixal fornece água e assegura a limpeza da zona e a recolha do lixo?
> As forças de segurança percorrem aquela zona rotineiramente e sem problemas, ou só lá vão quando o rei faz anos e de forma muito musculada? 
> Aquele chamado bairro está legalizado?
> A EDP e as companhias de gás asseguram a distribuição das respectivas "utilities"?
> Em que ano a CMSeixal iniciou um eventual processo de realojamento daquelas pessoas (quantas são, estão identificadas, registadas na Junta de Freguesia?) e se eventualmente pediu apoio aos sucessivos governos?
> Se nunca pediu apoio ou se pediu e nunca o teve, quando denunciou esse drama social?
> E no âmbito da grandiosa área metropolitana de Lisboa, este assunto nunca foi abordado?
> E nas assembleias de freguesia, das últimas três décadas, os "deputados" municipais do PCP o que foram deixando em actas sobre este desgraçado assunto?
> Quando se interessou Fernanda Câncio e o BE por esta situação que, pelos vistos, terá décadas de existência?

Para lá das perguntas pertinentes, óbvias, mas que quem as devia colocar não o faz, continua certa gentinha politiqueira a fingir que não percebe que o êxodo de África continua e não é por acaso, porque pensam que na Europa ficarão bem mas, depois, temos estes políticos por cá e por essa Europa que diariamente se auto-contemplam nas vaidades, grandiloquentes, mas deixam durante décadas guetos imundos como Jamaica e muitos outros, e depois admiram-se.

2º CASO - O menino espanhol que caiu num buraco.
Vejo muito pouca TV. Contudo, nos dias que correm estou a ver bastante, pois ando a seguir o torneio de ténis na Austrália.
Mas quanto à tragédia em causa, penso que foi há mais de uma semana que terá acontecido, uma criança de tenra idade caiu num buraco que, pelo que percebi do pouco que vi há dois dias, terá um diâmetro muito pequeno e uma profundidade enorme.
Diz-me quem mais tem acompanhado a coisa, que todos os dias a toda a hora nos canais de notícias TV, o assunto é exposto, os dias que passam a remover terra, os buracos que vão fazer, a maquinaria presente na zona. E que o menino estará ainda vivo.
E andam todos os jornalistas por cá entretidos horas e horas com isto. Como lá por fora, mas isso não me interessa nada.
Já perguntei a pessoas amigas e a muitos familiares e ninguém me garantiu o que acho devia ter sido logo perguntado.
Tal como não o descobri nos Online. E que é o que se segue.
Num tempo em que se condena e criminaliza a violência doméstica (e muito bem), em que se condena e criminaliza quem deixa filhos a asfixiar dentro de carros ao Sol (e muito bem), parece-me, mas pode ser falha minha, que nenhum jornalista tratou de colocar a seguinte pergunta perante as câmaras TV senão mesmo aos pais da criança: como é que e porque carga de água, uma criança (2 anos?) é deixada no campo sem qualquer acompanhamento.
Mas gastar horas nos espectáculos da zona isso sim, importa para o "share". Mas devo ser eu que estou doido.

3º CASO - As poucas vergonhas na CGD.
É interessantíssimo ver agora certos jornalistas a colocar muitas interrogações - como é que?
Há no entanto uns muito escassos da económica que me parece colocam as coisas com alguma transparência, e há vários anos que andam polidamente a denunciar o que no presente cada vez se vem confirmando mais. 
Confirmando os desmandos a que a classe política TODA, mas sobretudo PS, PSD e CDS, sabiam perfeitamente o que há décadas se vinham passando. Tal como o Banco de Portugal.
Mas DEMOCRATICAMENTE, claro está.
Não é por acaso que estão perfeitamente consignados nos códigos certo número de anos para as prescrições, SIM, porque podem ficar descansados, VAI TUDO PRESCREVER a muito curto prazo.
Mesmo no meio do "GARANTE" do governo, do Banco de Portugal e de mais uma série de gentinha nada confiável.
É esta a minha avaliação do caso, usando as terminologias desta tralha banqueira, o mecanismo "fit and proper"!!!
E nem preciso de nenhum conselho de crédito para não DAR NENHUM CRÉDITO a ESTA TROPA FANDANGA que com a maior lata, e rindo-se na nossa cara, vai à TV.
E o curioso é ver uns patetas a escrever coisas como - suspeita de - mas não tem arguidos!!!
Sigilo bancário, segredo de justiça, confiança nas instituições bancárias. POIS!!!!
Uma coisa me descansa muito, CENTENO GARANTE ESTAR a ACOMPANHAR a SITUAÇÃO.
Injectam dinheiro, o dinheiro de todos nós, mas tratar depois de o tentar recuperar e portanto executar essa malandragem devedora "está quieto". 
Questões cíveis? Isso é para o desgraçado que roubar uns sapatos ou cebolas, aos finórios não se toca, são amigos.
Desgraçado país, democraticamente a ser estoirado por uma cambada de filhos de mães nada sérias.
AC

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

COISAS"GIRAS" LIDAS/ OUVIDAS POR AÍ
O Presidente Marcelo continua igual a si mesmo.
Entre outras coisas, quer políticos mais confiáveis......
Não é giríssimo???
Mais coisas giras.........parece que a CP vai receber 80 milhões para assegurar o serviço público!
Sobre as últimas recomendações de Marcelo para o ano que entrou, também ouvi coisas giríssimas como por exemplo, o imperador César referindo que Marcelo falou na linha de Costa. 
Será que algum deles terá ficado interiormente incomodado com esta comparação?
Ainda no tema, temos uns a elogiar os avisos de Marcelo, outros a reconhecer-se na mensagem dele, outros a identificarem-se com ela (a mensagem), outros ainda a partilhar das preocupações de Marcelo.
Isto é tão giro, tão engraçado, tão..........como dizer,......... chega a ser ternurento.
Mas já estão noutra, TODOS, ele há sempre o futebol, a Cristina, o Montenegro, o bombeiral revoltado, os anúncios de obras e investimentos em catadupa, o Pedro Marques a ver se ganha lugar no bem bom, o Vara que está quase mas ainda não, os OCS cada vez mais maravilhosos, a desonestidade intelectual e política a jorrar em abundância.
Um fartote. 
AC

sábado, 1 de julho de 2017

PERGUNTAS POR RESPONDER
No meu post de 20 de Junho passado, na sequência da tragédia iniciada a 17 de Junho, coloquei várias das muitas possíveis perguntas que se podem fazer mesmo que isso desagrade a muita gente, e designadamente ao PR, ao locatário de S.Bento ao governo e PS e à maioria dos autarcas de todas as cores.
Depois de assistir ao Expresso da meia-noite terminado há pouco, onde gostei de ouvir sobretudo três dos convidados (vereador de Mação, o técnico à sua esquerda e o representante de uma associação) verifico que boa parte das minhas perguntas não são assim tão descabidas.
E quem ande pelo "deserto interior" como eu ando, facilmente percebe as realidades, e lembra-se depois dos finórios que almoçam na "lanchonete" da AR e tratam de tudo e mais alguma coisa fracturante ou não, com os resultados que estão à vista.
Há mais que dois Países, que não as grandes cidades e o litoral por um lado e o resto por outro.
Quando se fala em abandono do Tejo para cima é bem verdade.  Mas do Tejo para baixo a coisa também não está famosa.
Legislar para um país que não existe é típico de Capoulas e outros de todos os partidos.
> Sabem quantas pessoas vivem em Penamacor?
> Quantas em Portalegre ? (por acaso capital de distrito)
> Sabem as indústrias a funcionar/ laborar em Tomar?
> Sabem quantos funcionários da Camara Municipal de Idanha-a-Nova vivem na cidade ou mesmo no concelho respectivo?
Fico por aqui. 
Não, não fico, digo mais uma: essa coisa das ZIFs em que concelhos vai conseguir ser aplicada?
Com a minha experiência de andar por aí faço uma pequena ideia.
Claro que por exemplo o ministro Capoulas calcorreia muito mais o País do que eu, só à feira de Santarém (durou 9 dias) deste ano terá ido 5 vezes, ao que dizem.
AC

sábado, 22 de abril de 2017

A propósito de poucas vergonhas

Uma breve pesquisa que fiz na biblioteca caseira mostra, se vi bem:
1. desastroso tratado de Methuen, 27 DEZ 1703;
2. aumento de impostos sem consulta das cortes, 1706;
3. começa a chegar ao Tejo uma frota do Brasil, carga avaliada, 50 milhões de cruzados, OUT 1712;
4. grave crise económica, 1763 a 1770;
5. alvará que determina incorporação na coroa de todas as saboarias; o Conde de Castelo Melhor, que assim perdeu o monopólio, é compensado então com o título de Marquês e com importantes bens fundiários, 23 DEZ 1766;
6. lançamento de empréstimo de 10 milhões de cruzados, ao juro de 5%, 29 OUT 1796;
7. empréstimo, 12 milhões de cruzados, 7 MAR 1801;
8. grave situação das finanças públicas, 1834 a 1836;
9. carta de lei, ordenando a venda em hasta pública, de bens nacionais, 15 ABR 1835;
10. convénios com os nossos credores, 1902;
11. Seguem-se várias subscrições públicas por empréstimos internos;
12. bolandas com o nosso "querido aliado" de sempre, por causa do que devíamos, 1916 a 1918;
13. a história, que se arrastou, quanto às reparações de guerra, 1919;
14. outro empréstimo internacional, com a garantia da Sociedade das Nações, 1927; ETC, ETC;

Ah, convém não esquecer, três bancarrotas no pós 25 de Abril de 1974.

Não quero maçar mais, muito mais.
Os historiadores sabem todos os detalhes, destes mais de 300 anos, e alguns os foram explicando ao longo da história. Mas a quantos portugueses isso chegou? A quantos chega hoje?
Para que esses ensinamentos, e uma verdade bem mais detalhada, fosse assim um contributo decisivo para a sociedade portuguesa, definitivamente, tomar juízo?

Num dos seus livros o saudoso Prof Medeiros Ferreira lamenta e alerta para "os protagonistas do regime democrático deviam estar mais prevenidos para esses aspectos financeiros das relações internacionais da República Portuguesa do que os historiadores da diplomacia política".
O Prof Medeiros Ferreira conhecia bem inúmeros aspectos e lamentáveis historietas que eloquentemente explicam a tristeza das últimas décadas quanto ao tema em causa.
Pois, ainda citando o ilustre autor que muito me ajudou a passar estes últimos dias, "....seria aliás um bom exercício recensear as entidades que nessa altura defenderam a vinda, rapidamente e em força, do FMI para Portugal".

Respeitosamente, presumo que não faria mal, pois não atentava contra a imagem, listar as entidades e intervenientes, TODOS, que andaram nas negociações (ou não andaram?), e que defenderam o que defenderam, certamente com a maior das legitimidades.
Mas PORTUGAL é assim.
PORTUGALINHO dos espertalhões, dos espertinhos, dos chico-espertos!
Escrevem-se cartas, por exemplo 4 meses depois, ou vários meses, mas nada se sabe cá fora.  Sempre segredo.
A excepção foi Vitor Gaspar, soube-se logo da carta; ao menos uma coisa que me pareceu bem feita.
Sabem-se em muitos meandros, as maroscas, as indignidades, as inações, as pouca vergonhas, as combinações por baixo da mesa, mas é preciso é ir recebendo as centenas de convites para as recepções nas embaixadas, para as cerimónias de posse, manter todas as pontes, etc.
Apresenta-se a demissão de certos cargos, mas não de todos, não vá depois o diabo ....... perigar a vida futura.
E até se passa a vir nas colunazinhas dos jornais com seta para cima.

Em Portugal é uma constante dança das cadeiras. Mas como muitos saberão, esta famosa dança retratada em peças de teatro, tem e vai tendo, sempre uma cadeira a menos em relação aos que andam à sua volta e tentam apanhar assento. Sempre um de pé sem cadeira, até ficar apenas um figurante sentado.
Em Portugal, a dança das cadeiras é fantástica, há sempre cadeiras a mais, e dá para todas as cores, embora mais para três delas. E depois há, arrufos, verticalidade (??), consciências, etc!!! Que pouca vergonha!
Porque, infelizmente, passam a vida a construir narrativas mas, como bem refere o Prof Medeiros Ferreira "......preferem tomar posição sobre o derivado défice orçamental e o endividamento externo e não sobre as causas negociais do monstro em que muitos estiveram envolvidos e deu origem a uma zona monetária péssima".

Como diria o Brigadeiro Chagas, Portugal é pequenino mas é um torrãozinho de açúcar.
AC

sexta-feira, 31 de julho de 2015

A propósito dos bombardeamentos das campanhas de demagogia
Seja quem for, com mais ou menos ar de pantomineiro, que me arremessa com números, sobretudo se for um pantomineiro de lambreta, fico sempre de pé atrás, e tomo ainda mais atenção.
Mas isto dito, não posso deixar de concordar com esta afirmação - "os que sempre justificaram e justificam as suas acções e decisões com o argumento de que as pessoas são mais importantes que os números, não podiam/ não podem ignorar que são os números que determinam como, quando e em que escala, as pessoas podem (e devem) ser protegidas, beneficiadas, e defendidas em situações de risco".
AC