segunda-feira, 16 de junho de 2014

O estado disto tudo
Uma quinzena deambulando pelo interior, acima do Tejo. 
Observar, conversar, ouvir, fotografar, meditar. Caramba, que diferenças se registam. 
Os desconsolos, os desenvolvimentos, o que falta melhorar, as esperanças, as pouca vergonhas locais, o esquecimento, o despovoamento, as alegrias, o património construído/edificado, o património cultural imaterial, as gentes, os desmoronamentos, o mosteiro que tem seta a indicar mas já só há silvas, as simplicidades, as desconfianças, a vida diferente e mais em conta, o inconformismo, as rotundas, as estradas secundárias em muito bom estado sem os buracos do edil Costa e seus antecessores, os burros dos séculos XX e XXI (os triciclos e carritos eléctricos), os sossegos, a observação das zonas queimadas por fogos, os vinhos, os queijos, os pães, o artesanato, os bombos, os imensos terrenos que estão muito menos abandonados que há 10 a 15 anos atrás (opinião pessoal). Lisboa não é nada disto. Sempre soube (desde 1970), mas cada ano confirmo mais, vários países cá dentro, várias velocidades, as mesmas inacreditáveis coisas como de há séculos.
O mosaico mostrado acima cada vez mais faz sentido para mim, depois de, vivendo na grande cidade,   poder periodicamente observar  o interior. E ir meditar para o meu poiso / porto de abrigo na aldeia.
E aí, sentado, depois de jantar, ainda com o resto do excepcional vinho, pensar em certas coisas que acontecem neste meu desgraçado país. Como por exemplo, um espólio extraordinário, um património de valor que presumo incalculável, continuar amontoado/ apertado, num espaço onde está colocado, ao que parece, transitoriamente desde 1960. E depois venham-me falar  nos problemas Miró, ou nos subsídios para certas culturas.
AC

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