SÃO DOS NOSSOS ?São dos nossos ?São dos Nossos ?
São dos nossos ?
Se são não faz mal se nos servirem, aguenta-se, fecha-se os olhos !
Esta teoria prevalece na sociedade portuguesa.
Com o 25 de Abril de 1974 não acabou, bem pelo contrário mais do que veio para ficar.
Eu não gosto dele, mas se lhe der o toucinho a cheirar ele vai abocanhar.
Esta metáfora corresponde (opinião pessoal naturalmente) ao que o velhote matreiro pensou, ponderou, e avançou.
E acertou nisso, e acertou que os gulosos extremistas iriam também na conversa.
Esqueceram-se que o vigarista era ainda mais do que supunham e secou-os planeadamente, e depois chutou-os borda fora.
Vem este arrazoado a propósito das recentes declarações de PS e BE que condenaram declarações do (ainda) presidente do IHRU sobre disponibilidade dos jovens para “sacrifício”.
Parece que uma das fortes foi esta - não saber “se a sociedade actual está disponível para o sacrifício” da anterior para ter casa.
Saltou-lhe logo o Fabiano bem conhecedor do imenso sacrifício por que passou há uns tempos um companheiro dele para vender um grande imóvel.
Há uns malvados como eu que suspeitam que, se as câmaras municipais estivessem nas mãos de socialistas, não tinha havido acampadas e outras parvoíces, ainda que com as rendas a permanecerem insuportáveis, e etc.
Claro que não interessa para nada que a crise habitacional,
- se arraste há décadas,
- porventura em crescendo desde 1991,
- porventura dramática a partir de 2011,
- porventura que além de constantes promessas e informar que páginas iam sendo viradas, praticamente nada tenha sido feito entre Janeiro 2016 e 2024 e,
- daí para cá se somem algumas bacoradas e dislates.
Para alguns é ofensivo afirmar que a escassez e carestia da habitação nas maiores cidades sente-se ainda mais desde que começou a geringonça.
Claro que no tempo da geringonça a estagnação foi enorme, os problemas com a questão habitação eram já enormes. . . . mas "eles eram dos nossos"!
Carneiro ouve a voz do povo no Rossio.
Carneiro, em 2023 (deixa ver se me lembro o que é que ele era . . . . . ah. . . . . já sei, era MAI) dizia que agredir os homens das forças de segurança era . . . . era o quê ? Era . . . uma ofensa a todos nós e ao Estado de Direito.
Em 2026 . . . . POIS!
Enfim. Não saímos disto.
Desgraçados de nós cidadãos comuns.
AC