sexta-feira, 13 de março de 2026

MAR

Ernâni Lopes defendeu o MAR como poucos.
Pensando SEMPRE no futuro de Portugal, no desenvolvimento e progresso de Portugal, no superior interesse do país; um exemplo apenas do que ele nos deixou:

MAR é o único domínio da economia portuguesa que tem um carácter identitário (…..) 
Portugal não se identifica por ter turismo nem por tirar partido do ambiente.
MAR não é só para tirar, extrair valor, é um elemento que nos define (como portugueses) e que nos dá identidade (num mundo global e multicultural). 
(Ernâni Lopes)

Haverá quem aposte em que Portugal se deve dedicar à exploração industrial e extrativa do mar.
Haverá quem aposte em que Portugal deve ter como prioridade máxima a sua proteção e a sua restauração, e designadamente através de grandes áreas marinhas protegidas.
Destes, há quem aposte que com isto Portugal prosperará.

Portugal é um país pobre. Exiguidade do nosso território terrestre,  pobreza dos solos, ausência de uma exploração económic
a sustentável do imenso mar português, e a distribuição desequilibrada da população entre interior e litoral, mas também entre o Norte, com maior concentração de população, e o Sul onde, com a exceção da área metropolitana de Lisboa, a população é muito reduzida.

Temos desafios vários de natureza política, com o sistema político democrático a necessitar de se aperfeiçoar, decorridos que estão praticamente 52 anos de regime democrático. 

Teima-se em não olhar seriamente o sistema eleitoral.
Temos nuances na representação parlamentar.
Fala-se em pactos de regime, como a reforma do poder judicial, a saúde, a educação, a reforma administrativa do Estado, onde por exemplo se aponta a  regionalização. Ah e o populismo.

E os desafios de natureza económica são crescentes, refere-se sempre a fraca produtividade e o baixo valor acrescentado da economia nacional. 

O país enfrenta também os grandes desafios globais. 
Digitalização, inteligência artificial, segurança, clima, descarbonizarão, ah o verde, o azul (biotecnologia, etc.) , o sustentável, a natureza, ecossistema, biodiversidade, biomassa, ah o nuclear, energia limpinha, (depois as baterias mandam-se para África, ou Ásia), etc. etc. 

Enfim, teorias e teorias, mas proteger e fiscalizar a sério o mar imenso nosso (até às 12 milhas da costa) e as imensas ZEE sobre as quais temos jurisdição . . . . ah . . . . . pois . . . .  temos um navio para toda a ZEE Açores e outro na Madeira!

Bom dia, tenham um bom início de fim de semana.
Saúde e boa sorte.

António Cabral (AC)

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