PARECEU-ME UM VELÓRIO
Com Luís Montenegro debaixo da célebre "pala" no Parque das Nações, ar sério o seu e o das dezenas e dezenas de "sentadinhos" na plateia que o escutaram em silêncio, a mim aquilo pareceu-me um velório, daqueles de pessoas tidas como muito importantes (morrem como todos os cidadãos comuns) onde alguém faz um longo elogio fúnebre.
E pareceu-se um velório até pelo ar de enterro de todos os que as câmaras mostraram.
E Montenegro lá anunciou um longo programa, muitas medidas, medidas imensas, e naturalmente um prazo para fim de programa. Se escutei bem 2036.
É bonito, sim senhor! É mesmo deslumbrante.
O sr Carneiro aqui há tempos também anunciou coisas imensas, pomposas, por exemplo:
- acabar com a pobreza infantil até 2035
- convergência com a média salarial europeia, até 2035, claro
- justiça que seja justa, não calendarizou, talvez para depois de 2035
- nova geração SIMPLEX que eliminará a burocracia, talvez 2035?
Eles, há décadas que apontam programas e datas do seu fim.
Com congressos partidários pelo meio ou não, há décadas que PSD, PS, CDS fazem promessas, anunciam programas, metas, agendas, pactos, pactos que são do gosto de António José Seguro como se vai vendo.
Todos eles (PS, PSD, CDS) quando estão na oposição apresentam-se como oposição responsável, denominam-se como políticos da construção, assinalam os males da governação dos outros e condoem-se MUITO dos portugueses.
Quando estão na oposição se os governos nada fazem - NÃO FAZEM NADA.
Se os governos fazem algumas coisas -A COPIAR AS NOSSAS MEDIDAS E IDEIAS.
Os outros partidos, os sindicatos, as corporações, as ordens profissionais gritam, berram, vão para a rua. E todos sempre com a solução para os problemas do país.
Todos a SERVIREM a sociedade. Não é o que se verifica?
Dizer que se SERVEM dos cargos para que são/ foram eleitos é ser mesmo injusto, não é?
Portugal só está como está por puro acaso, por milagre.
Nada neste estado comatoso de anos e anos tem a ver com políticos, ex e actuais titulares de órgãos de soberania, chefias as mais diversas (civis e militares), funcionários públicos, dirigentes privados, etc.
Volto por onde comecei, Montenegro.
É preciso descaramento para apresentar com pompa uma coisa que contém partes do que antes fora indicado.
Aprendeu bem com António Costa.
Desgraçados de nós cidadãos comuns.
AC
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