quinta-feira, 7 de agosto de 2025

ALGUNS  TEIMAM . . . . 

Alguns teimam em que são superiores, em tudo e, no respeitante à formação, teimam em não perceber que há muitos concidadãos que pela vida foram tratando de se inteirar de outras áreas do conhecimento e se dedicaram a muita coisa extra a sua profissão e formação base.

Outro dia publiquei um pequeno texto sobre palamenta, depois de estar já um bocado farto de ver uns cagões que teimam, nas entrelinhas, em sugerir que eles é que são finos, conhecem os bons restaurantes, até estarão um pouco surpresos por verificarem que nos restaurantes caros a qualidade não tem diminuído. 

Parece que apenas eles conhecem certos salões, e sabem a disposição de tudo em cima da mesa. Texto publicado com fotografias exemplificativas de que nesta modesta casa existem alguns "apetrechos" bem simpáticos. Já que vomitam postas aqui acrescento preciosidades em vidro, do antigo e muito bom, em qualidade e origem.

Existem outros tipos de cromos / cagões que se fartam de escrever por exemplo sobre economia, sobre política económica etc., e que só eles sabem, conhecem, e têm as ideias perfeitas para resolver os problemas económicos e financeiros do país.

Esta gente, certamente conhecedora profunda desses assuntos, parece esquecer-se que existem alguns outros comuns cidadãos que como digo acima, extra profissão foram manifestando interesses por outras áreas e precisamente por duas razões: enriquecimento pessoal e para melhor perceber a sociedade que integram. 

E, por essas razões, e já irei às questões sobre  economia, ao longo do tempo me fui interessando por exemplo pelo direito, em que por razões profissionais (muitas ausências do país) não pude licenciar-me pois  não consegui mais do que frequentar os dois primeiros anos como estudante noturno de direito. Não queria mudar de profissão. Tenho portanto algumas noções básicas/ rudimentares, e as cadeiras por exemplo de ciência política e direito constitucional, ajudaram-me a melhor perceber certas coisas neste nosso Portugal.

Interesso-me muito por história, a nossa e a mundial. Se é basicamente verdade que a história não se repete, a realidade, do meu ponto de vista naturalmente, é que vale a pena estudar bastante a história. Com isso se percebe bem melhor aquilo a que vamos assistindo nestes conturbados e cada vez mais perigosos tempos contemporâneos.

Como também há muito me interessei ao longo dos anos sobre áreas relacionadas com economia. E algumas noções básicas tenho nessa matéria. Tenho por exemplo algumas noções sobre história económica, a já mercantilização no século XVIII, as cidades Europeias com maiores tradições mercantis.

Tenho noções básicas sobre a revolução do vapor, a maquinaria, o sentido histórico na economia, alguns estudos de Engels e Marx (por exemplo de 1850 e 1852), processos de produção e a partilha (ou não) de bens e serviços. 

Conheço "poucochinho" (Costa dixit) de história económica. Sei o que foram por exemplo (muito pouco li deles), Smith, Ricardo, Mill, Alberto Sampaio, Gama Barros, Lúcio de Azevedo, Simiand, e os nomes mais famosos do século XX. 

"Escolas", monetaristas, quantitivistas, etc. Fontes, dados, problemas.

E andamos, continuamos a andar, "entretidos" com, países muito desenvolvidos, países desenvolvidos, países subdesenvolvidos, em vias de desenvolvimento, Estados exíguos, Estados falhados.

E continuamos infelizmente com desníveis brutais, injustiças sociais gritantes, contrastes de situações, muitas vezes dentro de um mesmo país. 

Pois no meu caso de ignorante de imensa coisa, rato de livrarias e bibliotecas, fui andando e assim continuo a procurar instruir-me e a tentar perceber o mundo e particularmente o meu querido país, e o regime onde FELIZMENTE vivo, apesar de estarem aí tantas nuvens negras. Há que não desistir.

Por isso aprecio ler quem hoje na actualidade em Portugal escreve sobre a economia e as políticas económicas dos sucessivos governos. Por isso continuo a ler os diferentes autores portugueses, percebendo bem as suas ideologias. Leio, respeito, concordo umas vezes, discordo outras.

Por isto também, por aqui partilho os meus desabafos honestos, sobre o nosso país, sobre muitos dos meus concidadãos, e sobretudo sobre o que podiam ter feito e não fizeram. Resultados à vista.

António Cabral (AC)

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