A minha mãe é uma senhora muito curiosa, com defeitos e qualidades como toda a gente, mas com especificidades mesmo curiosas.
Sempre foi muito interessada e curiosa. Quer saber tudo, quer perceber tudo, quando não lhe faz sentido quase "rosna"!
Nos seus 100 a caminho dos 101 anos (8JUL), muito debilitada, muito frágil, mas com a cabeça a funcionar bem e com excelente memória, continua curiosa e nunca se convence quando lhe parece que as coisas não fazem sentido. E como é natural nestas idades avançadas começa a repetir muita coisa.
Vem isto a propósito da Páscoa, que nós passámos na aldeia com todos os filhos e todos os netos. Durante uma das nossas conversas telefónicas diárias ela voltou à carga com a questão da fixação da data de Domingo de Páscoa. Flutuante, nunca é em data fixa.
No passado mais ou menos recente eu e sobretudo a minha mulher e uma das irmãs já lhe tínhamos explicado que isso decorria de regra fixada pela igreja há muitos séculos.
Neste telefonema que acima refiro voltou à carga, e resolvi explicar que tinha havido um concílio há muitos séculos em que se definiu que o Domingo de Páscoa seria no primeiro Domingo após a primeira lua cheia depois do equinócio da Primavera (Hemisfério Norte).
Retorquiu-me secamente - podes dizer o que quiseres, Cristo morreu num dia, não morreu em vários dias!
Pronto, ficámos assim, eu na minha ela na dela, como diz uma das nossas recentes e engraçadas canções (conjunto "Os Vizinhos").
Bom dia, tenham um bom início de fim de semana.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida. Boa sorte.
AC
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