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quarta-feira, 29 de setembro de 2021

COMO  CLASSIFICAR ?
Patético? Tolice? Pesporrência? Jactância? Vaidade exacerbada? O rei na barriga? Ininputabilidade? Defesa da honra? 

Vem isto a propósito do desafio do sr Francisco George ao dr Fernando Nobre. Todos temos o direito constitucional à opinião, à liberdade de expressão, a concordar e a discordar, a recomendar, etc. 
Pessoalmente discordo, liminarmente, do que vejo nos "media" como   atribuído a Fernando Nobre. Discordo dessas defesas, como aliás discordo dele em muito mais coisas e há bastante tempo. Cada vez mais sensação tenho que se esforça por borrar a pintura do seu meritório trabalho na AMI. 
Francisco George não apreciou as afirmações de Fernando Nobre. Francisco George parece quase um justiceiro.

Fica-me a dúvida, creio que legítima, das razões que levaram a que o sr George (um quase eterno director-geral de saúde) tenha anunciado a sua vontade para duelo de palavras, argumentos. Nada me garante que no espírito dele não estivesse o velho duelo à moda do tempo do d'Artagnan! Registo e naturalmente respeito esta declamação do sr Francisco George, mas parece algo quixotesco! Enfim, estas personagens semi-públicas de tempos a tempos gostam de dar prova de vida. Normalmente de forma pouco acertada. É o que temos.
AC

segunda-feira, 18 de março de 2019

Ruínas democráticas
(foi escrito por João Gonçalves no JN; reproduzido em baixo; sublinhados meus)
"O programa de informação "Ana Leal", da TVI, recorre a métodos pouco ortodoxos para as suas rubricas. O que, independentemente da bondade e da utilidade dos assuntos expostos, pode retirar-lhe alguma credibilidade. Apesar disso, os assuntos não deixam de existir e as imagens não deixam de ser factuais.
É, visto com olhos distantes de ver, descontando algum "teatro" e talvez assegurando mais contraditório, conteúdo de serviço público de informação, uma coisa de que a RTP nunca teve o monopólio. Foi nesse programa que ficámos a saber - quem ainda não soubesse ou fingisse que não sabia - que a "superioridade moral dos comunistas" está ao mesmo nível da dos outros partidos. Ali "demitiu-se" um raríssimo secretário de Estado por causa de uma "raríssima" criatura apascentada pelo poder. E, entre outros, tem sido ali que as lamentáveis sequelas de Pedrógão Grande têm sido exibidas sem máscaras. É, por exemplo, incompreensível que não tenha sido ouvida uma palavra sobre a inenarrável prestação do senhor presidente da Cruz Vermelha, o dr. Francisco George, uma figura "consensual" do regime, que, depois do programa, deveria ter ido gozar a justíssima aposentação a que tem direito e da qual ficou liberto para o regime o colocar na CVP. George não fazia a mais vaga ideia do que a casa a que ainda preside andava a fazer em Pedrógão. Irritado por não saber, demitiu em directo a funcionária que mandou para lá e pôs a TVI na rua pelo braço. Em Pedrógão, o anedótico edil Alves, e a sua não menos risível vice-presidente da Câmara, põem e dispõem das coisas doadas para as vítimas de 2017 como se fossem suas. Dos abracinhos nas costas da noite da tragédia até agora, Alves e Cia. foram deixados sozinhos nas suas contradições pelo governo do seu partido e pelo Doutor Marcelo. O PR, aliás, mete dó de tanto "apuramento" solicitado, nesta matéria como quanto a Tancos ou ao BES, a quem já ninguém liga a menor importância. Até o sr. Alves, como se viu na gravação de uma sessão camarária. Depois das banhocas fluviais do Verão passado, Marcelo informou a nação que regressará a Pedrógão em Junho. Como se tal interessasse a alguém e não apenas à sua estafada recandidatura. Uma legislatura que carrega a sombra do inominável desastre material e humano de 2017 deve ser chamada à colação democrática em ano de escrutínios populares. É o opróbrio institucional com rostos bem identificados. Podem fugir da
s câmaras de televisão, mas não podem fugir do juízo dos portugueses".

AC