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quarta-feira, 17 de junho de 2026

17  JUNHO  2017 

Nesta data começaram os trágicos incêndios de Pedrogão Grande.

A maioria dos meus concidadãos liga pouco ou nada a muitas das  realidades da nossa sociedade, a designada vertente interna.

Estou convencido que a esmagadora maioria dos meus concidadãos estará mais interessada na bola do que ponderar este dia e o que daí para cá aconteceu e o que foi modificado.

Aconteceu, por exemplo, que os incêndios continuaram nesse e nos anos seguintes.

Aconteceu que nesse primeiro e trágico incêndio perderam a vida dezenas de concidadãos, dezenas de famílias ficaram destroçadas e, se não estou errado, a culpa voltou a morrer solteira.

Aconteceu a mudança forçada da patética MAI que existia em 2017.

Aconteceu que Marcelo então PR tirou muitas fotografias e foi muito fotografado com pessoas que sofreram perdas irreparáveis.

Aconteceu que Marcelo e Costa continuaram amicíssimos e daí segundo mandato de Marcelo.

Aconteceu que houve muitas promessas e criação de pelo menos uma comissão para estudar a coisa.

Aconteceram várias coisas, com os meios aéreos, a contratação e a sua fiabilidade.

Aconteceu que, SURPREENDENTEMENTE, o SIRESP falhou rotundamente.

Aconteceu que o SIRESP nunca mais falhou . . . perdão, parece que voltou a falhar variadas vezes. Parece até que não pára de falhar.

Aconteceu que Marcelo cumpriu o 2º mandato sem se demitir, como a  dada altura se temeu (???).

Aconteceu que o chefão dos bombeiros durante anos a fio saiu, e o ex -ASAE tomou o seu lugar.

Aconteceu que o SIRESP . . . ah, já tinha escrito.

Aconteceu que quanto a meio aéreos nunca mais até hoje  . . . . não, afinal parece que subsistem problemas, dívidas, dúvidas, processos etc.

Aconteceu que Costa continuou a tratar da vidinha como sempre fez.

Aconteceu . . . ACONTECE que o presente é completamente diferente, do de 2017, NÉ ?  

POIS . . . . 

Bom dia, tenham uma boa 4ª Feira.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.

AC

segunda-feira, 18 de março de 2019

Ruínas democráticas
(foi escrito por João Gonçalves no JN; reproduzido em baixo; sublinhados meus)
"O programa de informação "Ana Leal", da TVI, recorre a métodos pouco ortodoxos para as suas rubricas. O que, independentemente da bondade e da utilidade dos assuntos expostos, pode retirar-lhe alguma credibilidade. Apesar disso, os assuntos não deixam de existir e as imagens não deixam de ser factuais.
É, visto com olhos distantes de ver, descontando algum "teatro" e talvez assegurando mais contraditório, conteúdo de serviço público de informação, uma coisa de que a RTP nunca teve o monopólio. Foi nesse programa que ficámos a saber - quem ainda não soubesse ou fingisse que não sabia - que a "superioridade moral dos comunistas" está ao mesmo nível da dos outros partidos. Ali "demitiu-se" um raríssimo secretário de Estado por causa de uma "raríssima" criatura apascentada pelo poder. E, entre outros, tem sido ali que as lamentáveis sequelas de Pedrógão Grande têm sido exibidas sem máscaras. É, por exemplo, incompreensível que não tenha sido ouvida uma palavra sobre a inenarrável prestação do senhor presidente da Cruz Vermelha, o dr. Francisco George, uma figura "consensual" do regime, que, depois do programa, deveria ter ido gozar a justíssima aposentação a que tem direito e da qual ficou liberto para o regime o colocar na CVP. George não fazia a mais vaga ideia do que a casa a que ainda preside andava a fazer em Pedrógão. Irritado por não saber, demitiu em directo a funcionária que mandou para lá e pôs a TVI na rua pelo braço. Em Pedrógão, o anedótico edil Alves, e a sua não menos risível vice-presidente da Câmara, põem e dispõem das coisas doadas para as vítimas de 2017 como se fossem suas. Dos abracinhos nas costas da noite da tragédia até agora, Alves e Cia. foram deixados sozinhos nas suas contradições pelo governo do seu partido e pelo Doutor Marcelo. O PR, aliás, mete dó de tanto "apuramento" solicitado, nesta matéria como quanto a Tancos ou ao BES, a quem já ninguém liga a menor importância. Até o sr. Alves, como se viu na gravação de uma sessão camarária. Depois das banhocas fluviais do Verão passado, Marcelo informou a nação que regressará a Pedrógão em Junho. Como se tal interessasse a alguém e não apenas à sua estafada recandidatura. Uma legislatura que carrega a sombra do inominável desastre material e humano de 2017 deve ser chamada à colação democrática em ano de escrutínios populares. É o opróbrio institucional com rostos bem identificados. Podem fugir da
s câmaras de televisão, mas não podem fugir do juízo dos portugueses".

AC