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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Da   habitual   DESFAÇATEZ

“O interior não é um fardo, é uma oportunidade para desenvolver o país. O PS é o partido do povo e para continuar a desenvolver o interior. Quando dizem que a democracia está ameaçada pelos extremismos também é porque o povo do interior se sente esquecido, enganado e relegado para segundo plano”.
Os maiores investimentos no interior foram feitos pelo PS”

Estas foram declarações de um conhecido pantomineiro, feitas há uns bons tempos.

Seria por isso que nomeadamente em 2022 António Costa e associados trataram de legislar facilidades para, nomeadamente no distrito de Castelo Branco, BEM DESPOVOADO EM IMENSAS ZONAS, se poderem implantar milhares de painéis solares, ao arrepio de tudo?

É o habitual - “O PS não fez nenhum favor ao interior”, quis mostrar “o profundo respeito por quem cá continua a viver e a trabalhar”

Por exemplo no distrito de Castelo Branco e do Fundão é um fartar vilanagem de "plantações" de fotovoltaicas.

Tem andado por aí um certo burburinho e ligeira revolta a propósito das intenções de plantarem mais hectares sem fim de fotovoltaicas exactamente nesses distritos. 

Um dos dois mega projectos a que DE MOMENTO a APA tem dado parecer negativo é o tal SOPHIA no qual se diz estarem envolvidas várias empresas "testas de ferro" de poderosas multinacionais do petróleo.
Consta por aí, também, que essas empresas "testas de ferro" estarão "acolhidas" num deplorável famoso (????) escritório, e em que o negócio terá como parceiros facilitadores uns conhecidos figurões.

O interior não é um fardo atiram os do costume.
Deve ser por isso que ao longo da estrada nacional que sai de Penamacor em direcção a Leste, passando por exemplo por Capinha e Caria, se podem observar maravilhosas extensões de fotovoltaicas. que lá estão plantadas há anos.
Quase todas essas plantações nasceram naqueles famosos 8 anos e semanas.
E outra coisa também notável é ver que aquelas maravilhosas associações ambientais dirigidas por "Bolds" e outros nunca vociferam contra isso.
Porque será? E porque será que a APA nessa altura não piou?
E as plantações de fotovoltaicas se observam na viagem para Lisboa pela A1 depois da zona de Santarém?

Claro que a maioria destas plantações já existentes têm dedo rosa por trás, mas a realidade é que o dedo laranja não irá alterar este "status quo". 
Quando olhamos para a capacidade instalada e observamos que o pico do consumo de energia em Janeiro passado foi menos de metade dessa capacidade, o que devemos pensar disto tudo, destes negócios?

Tenham uma boa 5ª Feira.
Saúde e boa sorte.

AC

domingo, 4 de janeiro de 2026

Aldeia de MONSANTO, Missa do Ano Novo 2026
(texto e imagem de um bom amigo, também aqui a passar uns dias, e também presente na missa)

Hoje, na Missa do Ano Novo, ao contar os 35 participantes fechei os olhos e recuei aos anos 60 e 70. Tempos em que a igreja se enchia de participantes, mulheres, homens e jovens. 
Revi familiares, grandes amigos e personagens desses tempos que alegremente, muito crentes, crentes ou meramente por tradição, participavam na missa e beijavam o menino cantando. 
O coro de mulheres e homens era extraordinário. Sorri, ao recordar o assento que era colocado ao dizerem “filho da virgem Maria”, de tal forma que parecia ao ouvido “filhó”.
Que saudades. 35 participantes, dos quais 8 eram homens. Que diferença.
Pensei que, se quisermos ter uma imagem do que é hoje o interior e o que lhe aconteceu, se mais não quisermos ver, basta ir a uma missa!
Aos resistentes que se mantêm no Território, aos seus descendentes e a todos os amigos de Monsanto, desejo um Ano de 2026 com muita saúde, alegria, paz e com votos de que consigamos, em conjunto, fazer algo para conservar, valorizar e promover o nosso território, designadamente travando as Mega Centrais
O que é isto perante as vacuidades transmitidas em certas mensagens, ou em certas declarações radiofónicas?
Nem "pintelhos" (Catroga dixit) ou como dizia o inarrável Sócrates - isso não interessa para nada.

Território harmonioso?
Ordenamento territorial?
Desenvolvimento equilibrado?
Fixação e desenvolvimento do interior?

Ná, toca é de deixar andar os filhotes queridos a tentar plantar nas Beiras e não só monstruosas centrais fotovoltaicas sem critério que não seja ganhar dinheiro e despovoar, qual território do 4º MUNDO!
AC

quinta-feira, 13 de agosto de 2015