domingo, 11 de julho de 2021

E  OS  PROBLEMAS  DAS  FAMÍLIAS ?
EM  QUE  MEDIDA  OS  RESOLVE ?
Tempos atrás disse-se por aí - …..Cem dias de segundo mandato mostram que de Belém não haverá surpresas, mas um presidente igual a si próprio. Marcelo continua empenhado em equilíbrios, ativo na agenda social do país, comentador de todos os episódios e novelas. Privilegiando a cooperação estratégica com São Bento, sem que isso o impeça de usar em cada momento todos os poderes ao seu alcance.
E o maior poder de Marcelo está na capacidade de agregar e de compreender o país. Ele nunca será um presidente confinado
.

Sublinhados meus.
Gostei sobretudo da referência a equilíbrios.

Respeito, sempre, as opiniões de outrem. Concordo e discordo.
Mas, de tudo o acima apontado nos OCS, será mesmo assim? A minha opinião, certamente discutível.

> igual a si próprio - sim, continua; basta averiguar certos períodos dos anos e anos de comentador televisivo, mudando e canal de televisão, andou e continua a "dar-nos manteiga", como deliciosamente dito por Francisco Balsemão (página 61, Revista Expresso, comemorativa dos 40 anos do jornal)
> activo na agenda social - sim, não pára dentro do palácio, a maior parte do tempo sempre fora, muitos km, muita gasolina e gasóleo gastos, muito desgaste das viaturas e do pessoal de segurança e condutores; sempre as sondagens, mesmo agora que não precisa de partidos para ser eleito. Não voltou a mudar de fato de banho em público.
> comentador - sem contenção, fala e comenta sobre tudo, um exagero, que já exaspera. Mas, igual a si próprio, não comenta sempre tudo, umas vezes não comenta porque é da justiça esquecendo-se que antes comentara casos na mão da justiça, basta ver Tancos, e não só.
> os poderes ao seu alcance - tal como os seus antecessores , tem a sua leitura dos poderes Constitucionais. Agora até afirma a pés juntos que todas as medidas do governo no âmbito da pandemia são proporcionais e constitucionais.
> capacidade de agregar e de compreender o país - contrariamente a Cavaco Silva e em parte mesmo a Jorge Sampaio, creio que conseguiu, e fez e faz bem, aproximar a generalidade dos cidadãos das instituições; começo a ter dúvidas se ele conhece de facto e compreende o país, pois uma coisa é Lisboa, a Faculdade de Direito, a Universidade, Cascais e arredores, e outra bem diferente a realidade do país que não se vê bem nas visitas bem programadas que faz constantemente a muitos dos chamados centros de excelência e aos locais onde estão os seus amiguinhos. E o resto do país? Falar Mirandês é compreender o país?
> nunca será um presidente confinado - tanto que não é confinado que viaja constantemente! Sim, percebo onde o jornalista queria ir e, nesse aspecto, creio que Marcelo não se deixará enrolar facilmente  designadamente por António Costa; mais depressa se auto-aprisiona como com certas declarações que, veremos, o pode obrigar a morder a língua. Um exemplo claro é a questão do estado de emergência sim ou não. Ele disse nunca mais.
> E quanto aos equilíbrios? Quanto a isto vem revelando-se um equilibrista fantástico mas sobretudo em seu proveito.
Como referi antes, por diferentes razões e em diferentes ocasiões, gostei do discurso de anúncio da sua candidatura para o primeiro mandato e por isso votei nele. Gostei do seu discurso de vitória na noite das primeiras eleições após contagem dos votos. Repito, diminuiu a descrença das pessoas nas instituições. Mas…….

E as suas acções e posturas, muito criticáveis, no âmbito do sistema de justiça?
E as suas acções e omissões graves quanto ás Forças Armadas, em que cada vez mais é um Comandante Supremo Superficial?
E a sua disparidade de posturas quanto a ministros actuais comparativamente a outros casos anteriores? Por muito menos do que se vai passando Sampaio obrigou governos a dobrarem-se!

A sua demagogia, a sua já insuportável postura de comentador de tudo e mais alguma coisa estando a transformar a Presidência quase num circo, a sua periódica tendência para os melhores dos melhores sendo certo que devemos puxar pela auto-estima, em que é que isto resolveu os salários dos oficiais de justiça, ou dos militares das Forças Armadas, ou dos professores do ensino secundário, ou em que é que isto ajudou a alterar o tecido industrial do país, ou em que é que as suas atitudes têm (??) vincado bem a imprescindível separação de poderes? A continuação de votos de condolências com excepção por exemplo à família do atropelado pelo carro onde seguia Eduardo Cabrita, é um exemplo eloquente do seu dar-nos manteiga. Sim é bem melhor que outros, e por isso votei nele.

Mas está com tendência cada vez maior para se comportar como rei e borrar a pintura, como diz o povo. 
É como estamos. Oxalá eu não tenha razão, e o tempo irá ou não confirmando. Aguardemos. Quando não tenho razão, dou a mão à palmatória. Sempre. Nem todos o fazem.
António Cabral (AC)

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