terça-feira, 6 de julho de 2021

TENHO  QUE  TOMAR  ATENÇÃO

Uma das coisas com que gasto o meu tempo mas que me ocupa muito pouco em cada dia, é escrever aqui no blogue uns quantos desabafos de cidadão cada vez mais indignado e partilhar algumas nas minhas muitas fotografias que, em arquivo, devem somar  milhares. A maioria do tempo vai para a família, lazer, leitura, viajar pelo país, fotografia, caminhadas, observar o nosso património cultural.

Tenho que tomar atenção no que escrevo, não por causa dessa nova lei digital que a todos nos protege.

Não, é que estou a reparar que nos meus textos não estou a empregar constantemente expressões/ palavras que nos tempos de hoje é obrigatório usar para se poder pertencer, ao politicamente correcto, à seita dos obrigados e agradecidos, aos penhorados com as prebendas diversas mesmo que seja para um drink (mais sofisticado do que dizer bebida ou refresco) de fim de tarde, ou receber um convite para o camarote e ver a bola. Ou para ter aceitação junto dos jornalistas censores.

Devia e quase não o estou a fazer, empregar - a economia verde, a economia azul, livre do nuclear, economia digital, transparência, orçamento participativo, luta justa, igualdade de género, LGBTI, cotas, avaliação diversificada, moratória, hidrogénio verde, ecossistema, biodiversidade, valorização ambiental, sustentabilidade, renováveis, soluções amigas do ambiente, neutralidade carbónica, livro verde, startups, transição digital, unicórnio, etc.

Sou contra estas coisas? Não tenho preocupações ambientais? 

Nada disso. Com o escrito supra, algo pelo menos entre o humor e o sarcástico, quero apenas expressar as minhas crescentes dúvidas e preocupações quanto ao rumo que a sociedade está a levar, designadamente a chamada Ocidental.

O que aponto deriva de ler, por exemplo, artigos sobre a banca, sobre uma "eléctrica", sobre questões de ambiente, sobre protagonismos saloios no âmbito de relações internacionais. E deriva em simultâneo da retórica de, por exemplo, certos dos nossos ditos ministros, um banqueiro, um alto gestor, retórica sempre muito bem embrulhada numa série daquelas expressões.

Como cidadão estou cada vez mais preocupado com o que se passa no meu país e no nosso planeta, ambiente, respeito pelos valores consignados na nossa Constituição, desigualdades gritantes, ordenamento do território, emprego, saúde, habitação, desenvolvimento mas, depois, entre a retórica e as decisões  de certos mariolas procuro é ver a realidade concreta ao longo do tempo. 

Ver por exemplo, referir-se a sustentabilidade ao falar de um banco, a grande preocupação com sustentabilidade e, depois, analisar o percurso da instituição por exemplo nos últimos 15 anos.............

Fico por aqui. Para não falar do barbudo ou do seu inenarrável ajudante, ou de quem nem sabia o que era uma bomba, ou do padreca.

O mundo ocidental está curioso, e o nosso país então............

Alguns dizem até que está perigoso.

AC

Sem comentários:

Enviar um comentário