COMO SEMPRE,
admito poder estar a ver mal certas coisas, a estar equivocado.
Mas, como sempre fez o grande matemático Bento de Jesus Caraça, corrigirei qualquer lapso ou erro que detecte, ou outrem tenha a gentileza de educadamente me chamar à atenção.
Estas palavras porque continuo convicto de que, em Portugal, olhando aos últimos 10 anos, basicamente, para qualquer tema ou situação, por mais complexo e complicado que seja, em vez de ser encarado seriamente,
- pelos partidos a pensar apenas no interesse nacional e nos problemas reais dos portugueses e não nas suas intestinas e patéticas lutas e outras parvoíces,
- pelos titulares dos órgãos de soberania com a mesma atitude de servir o país,
arranjam sempre maneira de tudo se entornar. Como ?
Através de, mais legislação, mais grupos de trabalho, mais conselhos disto e daquilo, mais berraria na AR, mais protestos nas ruas, e com o Presidente desta desgraçada República a deploravelmente fazer em público o que apenas devia fazer em privado e, nessa altura, olhos nos olhos, com moral e política veemência e usar a caneta dentro das suas constitucionais competências.
Não vamos senão lentamente a caminho de Estado falhado.
E não me venham com a história de que isso pressupunha, designadamente, que as instituições democráticas estariam a estoirar.
Olhem melhor para os frutos concretos, deste Presidente, destas últimas Assembleias da República, deste governo e dos anteriores desde 2015, e para o trabalho do MP e dos tribunais.
Olhem melhor para todos os sectores da vida nacional.
António Cabral (AC)
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