quinta-feira, 16 de outubro de 2025

O  MELHOR  PAÍS  DO  MUNDO

(Marcelo dixit)

Já o disse muitas vezes ao longo dos anos, já o escrevi no blogue imensas vezes nestes quase 12 anos de existência bloguista, já o disse ao longo do tempo a familiares e amigos: ainda bem que alguns militares (não foi a instituição militar da altura) fizeram o 25 de Abril de 1974.

Ainda bem que as eleições para a Assembleia Constituinte tiveram lugar como previsto.

Ainda bem que elaboraram a CRP. 

Ainda bem que a terminaram, e aprovaram em 2 de Abril de 1976.

E ainda bem que a CRP foi alterada / melhorada (é a minha opinião).

Estou vivo, e vivo felizmente no meu Portugal. 

Mas Portugal está cheio de problemas. Nos últimos 35 anos estamos acumulando problemas, desigualdades, fragilidades.

Vivemos em liberdade, vivemos num formal Estado de direito democrático.

Mas neste Portugal aumentam desigualdades sociais, e a igualdade de oportunidades não está a ser o que devia ser. 

Vivemos ansiedades sempre que surge um problema de saúde. 

Vivemos ansiedades com a chegada do final do mês. 

Vivemos ansiedades com as escolas de filhos e netos. 

Muitos não vivem ansiedades, vivem TRAGÉDIAS.

Marcelo bateu todos os recordes de viagens. E ainda não acabou!

Entrámos num ciclo político complexo. 

Os normalmente designados partidos políticos moderados, PSD e PS, e particularmente este último, contribuíram imenso para o triste estado de coisas do presente.

No melhor país do mundo muitos falam e gritam constantemente por questões secundárias, chamam-lhes fracturantes. Preocupam-se por tentar controlar a opinião pública, controlam muitas vezes a opinião publicada. Gritam nas ruas, vão morrendo nas urnas.

Outros, parecem não perceber que, se o Estado se deve intrometer o menos possível na vida comum na sociedade, é preciso nunca perder de vista que importa regular livres arbítrios, e que as forças de mercado não podem ser deixadas à larga desbragada sob pena de se poder deteriorar a democracia, a justiça, as relações económicas e até instituições.

No melhor país do mundo sucedem-se as coisas mais típicas de um terceiro mundo mesmo atrasado.

Há tempos, a criminalidade internacional fez chegar a uma zona do Algarve pouco mais de três dezenas de marroquinos (creio) entre adultos e crianças.

Pois agora, lê-se por aí, ficaram cá as crianças. Os outros . . . . 

Se fossem pesquisar o que se tem passado com centenas de muitos outros casos, provavelmente se verificaria que muita gentinha da tal história de estarem a fugir de terrores nos seus países de origem, estarão algures não em Portugal mas já dispersos pela Europa. O costume.

No melhor país do mundo uns quantos persistem em pouco mais que fazer que dar azo ao crescimento de execráveis populistas. Até partem de boleia em caravana propagandista.

Há que não perder a esperança, esperar que o batalhão de moderados não vacile.

AC

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