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sábado, 5 de setembro de 2026

HÁ DECISÕES TARDIAS

HÁ INDECISÕES E INAÇÕES

HÁ DECISÕES QUE LEVAM A BONS RESULTADOS

HÁ DECISÕES QUE LEVAM A MAUS RESULTADOS

NÃO HÁ GESTÃO PÚBLICA E GESTÃO PRIVADA

HÁ É BOA GESTÃO E MÁ GESTÃO


ESTAREI ENGANADO ? 

António Cabral (AC)

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Carta Aberta do Presidente da ANIL, 
a propósito dos comentários de Augusto Santos Silva sobre a  qualidade dos empresários Portugueses

Caros colegas empresários portugueses,
São do conhecimento geral, as afirmações polémicas do senhor ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, no GRAPE em Coimbra, tendo-se pronunciado acerca da “fraquíssima qualidade da gestão das nossas empresas.” Entretanto penitenciou-se, uns dias depois, dizendo que não pretendia denegrir as empresas portuguesas., afirmando, “que essas declarações parecem indicar que fiz uma generalização que seria abusiva e, se o efeito foi esse, penitencio-me por isso.”
Na minha modesta opinião, o problema deste país é “a fraquíssima qualidade da gestão dos nossos governantes.” Não sendo minha intenção denegrir os governos portugueses e sabendo que esta afirmação corre o risco de ser generalizada, penitencio-me imediatamente por isso.
Já com a penitência feita, gostaria de sublinhar aquilo que parece ser, para o senhor ministro, a fraquíssima qualidade da nossa gestão. Na nossa qualidade de “fraquíssimos gestores empresariais” suportamos a maior carga fiscal dos últimos anos, pagamos das facturas de energia e combustíveis mais caras da Europa, uma rede rodoviária cara sem alternativas viáveis e mesmo assim estamos na primeira linha nos esforços para a sustentabilidade, inovação e desenvolvimento.
Por outro lado, não vejo que seja uma conclusão particularmente sagaz e inovadora, defender a contratação de quadros qualificados, atrevo-me aliás a dizer, que ao fim de quase quatro décadas na indústria, nunca ouvi algum colega afirmar que não estaria interessado em contratar bons quadros para a sua empresa. Mais uma vez, um governante contribui, com muita qualidade, para a noção errada de que são as empresas que não querem contratar especialistas.
Não será antes a falta de empresas, que são levadas ao encerramento devido à nada fraquíssima carga fiscal, de que são paradigmas as fraquíssimas políticas económicas que consecutivamente sufocam e bloqueiam o desenvolvimento, principalmente nas zonas periféricas e do interior, condenadas ao esquecimento? Ou, como parece crer o senhor ministro, numa esperança sebastianica de que surja uma multinacional estrangeira (a quem os nossos governos dão todas as oportunidades, negadas às empresas portuguesas) que salve essa comunidade, sem que o nosso governo tenha que activamente contribuir com políticas pró-activas para o desenvolvimento económico?
É caso para perguntar, caros colegas, que se nós somos fraquíssimos, quais serão os qualificativos adequados para a gestão dos nossos governantes? Penitenciando-me pela generalização, desde já.

José Alberto Robalo, Presidente da ANIL – Associação Nacional dos Industriais de Lanifícios


Andamos nisto, acusações, retratações, respostas, contra-respostas.
Telenovelas autenticamente mexicanas, ou não estivéssemos a caminhar para uma mexicanização do regime, ou estou completamente enganado?
Como em tudo na vida, ninguém tem 100% de razão ou 100% de culpas.
O trauliteiro Silva tem alguma razão pois certamente existem vários gestores e empresários cujos méritos serão fracotes. Mas vários empresários têm também razão, pois muitos se têm esforçado e os resultados são conhecidos.
Como sempre, é pena não haver mais rigor nestas coisas.
Por exemplo, o presidente da ANIL podia especificar claramente todos os aspectos no favorecimento de certos empreendedores estrangeiros, e podia por outro lado ponderar sobre certos perdões de dívidas bancárias a grupos portugueses e nessa medida apontar em concreto o que podia ser feito para melhorar apoios a PME, por exemplo. Mas isto sou só eu a divagar.
AC

segunda-feira, 25 de março de 2019

NÃO LEMBRA NADA?
THERE IS ALWAYS MANAGEMENT
Esta frase, célebre a todos os títulos, parece ser o grande objectivo da esmagadora maioria dos políticos portugueses, da maioria de muitos militantes de topo dos partidos políticos.
"Management", que para muitos significa sobretudo, "o tacho", a mordomia, o administrador não executivo, o recolher senhas de presença, o não abrir muito a boca.
Aliás, é interessante verificar alguns dirigentes partidários quererem e serem eleitos em primárias mas, depois, as listas de deputados são escolhidas por eles, já não há cá nada de primárias para isso, nem outro tipo de organização eleitoral, ou cidadãos a integrar as listas de partidos.
Porquê? Simples, assim, diminuem ou mesmo eliminam a possibilidade de deputados lhes criarem (a eles chefões) problemas na AR. SIMPLES, clarinho como água.
AC