quinta-feira, 12 de julho de 2018

ALIANÇAS MILITARES,  NATO e  TRUMP
Entre as imensas coisas que estão na ordem do dia na nossa envolvente, a cena internacional, uma é a NATO e concretamente o seu futuro,  quando se medita nas observações do actual presidente dos EUA sobre esta aliança, e em particular acerca das contribuições financeiras por parte de cada um dos seus membros. Que TRUMP critica asperamente, e agora parece que até quer reembolsos. Não indicou o juro!.
É a história do compromisso formal para cada país "entrar" com 2% da sua capacidade financeira.
Esta coisa dos números é sempre complicada. Por cá e lá por fora. Basta lembrar as mescambilhas que foram concretizadas para vestir a "noiva Grega" por forma a poder entrar para o clube Europeu. Intrujice atrás de intrujice. 

Centrando-me no nosso "rectângulo" e ilhotas, se a memória não me falha, creio ter sido no período em que Jaime Gama foi fugazmente ministro da chamada defesa nacional, que as verbas gastas com a GNR e apenas para efeitos de política externa e fanfarronice "tuga", passaram a contabilizar-se como despesas militares. Juntaram o gasto com a GNR ao gasto com as FA e com o gasto com o ministério da tutela, assim se conseguindo números menos distantes dos tais 2%.
Uma aldrabice "tuga", aldrabice que nessa época também permitiu, e mais uma vez se não me falha a memória, que os elementos da GNR passassem a ser considerados também militares. E assim ficou nos estatutos respectivos. Idiossincrasias "tugas"!
Internamente, é que nada de juntar FA com forças de segurança. 

Mas o meu ponto não é analisar o louco Trump ainda que me pareça ele ter alguma razão quanto ás contribuições dos aliados, nem discutir números, e menos ainda os actuais aparentes 1,37 %, ou mesmo a "pavonice"/ "tonteira" de Aguiar hífen Branco com o seu 1,1% mais 1 ou menos 1 (creio que assim a criatura falou na altura). Menos ainda analisar as actuais FA ou a GNR. E nada de olhar ao ministro Azeredo Lopes.
Vou só olhar à génese das coisas.

Certamente presente a pancadaria 1914-1918 e 1939-1945. 
Com os valores ocidentais como referência, EUA e outros países atiraram-se à construção de "um cordão sanitário" em redor do mundo comunista.
Tratado do Atlântico Norte (OTAN/ NATO) de 4 Abril 1949, seguindo-se, Pacto de Segurança do Pacífico de 1951 (ANZUS -Austrália, Nova Zelândia, EUA), Organização do Tratado do Sudoeste Asiático de 1954, Organização do Tratado Central de 1955 ( EUA, Turquia, Iraque, Inglaterra, Paquistão, Irão), Tratado de Segurança EUA-Japão de 8 OUT 1951, Tratados de Defesa Mútua dos EUA com a Coreia do Sul (1953), com Taiwan (1954), com as Filipinas (1951). Fico por aqui e com referência apenas até 1955.

Por seu lado, a então URSS criou a Organização do Tratado de Varsóvia em 14 Maio 1955, tendo antes assinado o Tratado Sino -Soviético de 14 Fev 1950, e juntamente com a China assinou ainda  acordos de assistência à Coreia do Norte em 1953 e Vietname do Norte em 1954. Sabe-se a sequência até hoje.

Antes de tudo supra lembrado, tivemos a Carta da ONU, assinada a 26 Junho de 1945 na cidade de S.Francisco, EUA.

Com estamos hoje, aqui e na nossa envolvente? 
Quem, nos políticos e particularmente nos titulares (estes e os anteriores) dos orgãos de soberania em Portugal, equaciona o nosso presente e o futuro? 
Quem se preocupa em ponderar com seriedade e sentido de Estado, as nossas imensas vulnerabilidades, os riscos, as ameaças? 
Quem medita sobre as evoluções previsíveis? 
Durante as "selfies" e as visitas não será!
AC

Sem comentários:

Enviar um comentário