domingo, 8 de setembro de 2019

A PROPÓSITO DE RIGOR
A propósito de rigor, o assassinato do general Humberto Delgado. 
Li num conhecido blogue uma recordação acerca do assassinato do general.
Salvo melhor opinião, é mais uma das muitas coisas da nossa história contemporânea que me parece continuar envolta em algumas imprecisões, com algumas nebulosas.
Como se costuma dizer, "não tenho estudos como muitos, designadamente como o autor do post", para ter certezas absolutas.
Ainda assim, iniludíveis para mim os seguintes aspectos:
> o senhor foi assassinado, pois julgo que foram feitos exames inequívocos sobre a identidade dos corpos
> a sinistra PIDE teve as mãos metidas no assunto, não até aos cotovelos mas, creio bem, até aos ombros.

Agora, sendo para mim certo como água, que Salazar não era menino de coro, nem santo, mas talvez também não fosse um verdadeiro Hitler, teve a responsabilidade primeira porque era o chefão; mas ficaram-me até hoje algumas dúvidas sobre determinadas fases do regime Estado Novo.
No caso Delgado, por exemplo:
> Salazar temia-o, a sério, como adversário político?
> Dois anos antes do seu assassinato, Delgado valia alguma coisa politicamente, a sério?
> Ou o seu valor estava ardilosamente empolado por certos sectores oposicionistas a Salazar? Delgado foi um joguete e nem se apercebia, dado o seu ego como alguns argumentaram?
> Salazar é o responsável primeiro mas, a sério, ele queria Delgado morto, mandou que o assassinassem o mais depressa possível?

Para o autor da recordação, ter dúvidas e pensar que nem tudo está claro ou que está mal contado, é logo teoria da conspiração.
É com ele.
Eu só gostava de rigor.
Mal comparado isto faz-me lembrar esta história recente do uso das fotografias de Marcelo pelos "sucialistas" de Coimbra; só falta virem dizer-me que Costa mandou usar as fotografias.
Poderá ter acontecido com Delgado excesso de zelo por parte dos estupores e criminosos da PIDE? Eu acredito que tinham ordens para a execução, mas de quem, ao certo?
Nunca saberemos.
E, assim, teremos uns quantos a dizer coisas a favor e outros coisas contra, e a construir-se vacas sagradas de todos os lados das barricadas. E alguns donos do politicamente correcto e da verdade  absoluta e que só bebem do fino logo a levantar o labéu da teoria da conspiração.
Por mim gostava de saber a verdade, acredito pouco em certas historietas mal compostas.
De 1928 até 1974 não foi tudo mal feito em Portugal.
Uma dúvida não tenho, Salazar foi um grande safado. 
AC

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