ESQUECEM DEPRESSA, ou melhor,
FINGEM SEMPRE QUE a CULPA É de OUTREM.
Esta palavras a propósito da recente iniciativa (o enorme conselho estratégico, salvador de Portugal) do actual chefe do PS, homem que normalmente era educado e calmo mas que, com os bloquistas do partido a morderem-lhe as canelas, começou também com alguma vozearia que creio despropositada, opinião pessoal, naturalmente.
Fingirem que a culpa é sempre de outrem não é monopólio dos homens do PS. Os outros partidos não são muito diferentes.
Mas como digo, escrevo este desabafo a propósito dessas estrelas com as quais se fariam vários governos (Carneiro dixit).
Bom, olhando para os governos que muitas dessas estrelas integraram, creio que é melhor ficarem sossegados, pois para desgraças que caíram sobre os comuns cidadãos já fizeram demais, BASTA.
Fiquem quietos, e calem-se por favor.
Já chega.
Estas linhas a propósito desse firmamento iluminado, em que uma boa parte comunga do lamento de Ferro Rodrigues, o de que querem uma candidatura das esquerdas deles, Seguro não serve.
Não está longínquo o tempo em que Pedrinho então chefe, reconheceu em entrevista ao tido por referência Expresso, que o modelo (sobre imigração) que existia não estava a funcionar e que não se deve voltar ao passado.
Claro que os do costume ficaram em choque!
Empertigados socialistas, como o dos negócios, tem ideia de como o pais se pode organizar melhor de modo a receber imigrantes e integra-los no mercado de trabalho. Ficam-se por anúncios de ideias!
Mas é claro, passando os momentos de confissão de erros e más políticas e más decisões, é tipicamente socialista não apresentar legislação e ideias concretas, para contrapor, com realidades, à sua oposição, a AD/ PSD.
Ficam-se por criticar o governo (que tem muito por onde ser CRITICADO), e a dar contínuas cambalhotas, ficam-se em ser do contra porque sim, saltando de promessas em promessas, de vacuidades em vacuidades, e de que agora é que é.
Discutir seriamente esta sociedade, este país, um rumo a décadas, isso é que não.
Toca é de olhar para os adversários internos, toca é de fazer muito barulho e produzir muita vacuidade. Tocar de contar espingardas.
Lamentavelmente, do lado do executivo, a festa é igualmente uma tristeza confrangedora.
Não passamos disto, paixões, virar páginas, TINA, conselho estratégico, personalidades muitas, estados gerais, alargar à sociedade civil, o costume.
E sempre a distrair dos vergonhosos resultados que conseguiram quando poder.
Resultados ? Progresso?
À vista!
António Cabral (AC)
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