sexta-feira, 10 de abril de 2026

A   HIPOCRISIA

HIPOCRISIAé o ato de fingir sentimentos, virtudes ou princípios que de facto não se possuem; agir de forma contrária ao que se prega. 

Lembro-me sempre do Phil Collins quando olho para os "senhores" (??) pois há décadas - do what I say, not what I do - que no caso da maioria deles significa o acontecido e o que continua e provavelmente continuará: palraram muito, palram há décadas, mas pouco fizeram que tenha servido de facto a sociedade portuguesa. SERVIRAM-SE!

A hipocrisia das lágrimas tardias, a hipocrisia e a comoção quando aparecem junto dos aflitos nas horas de catástrofes é coisa que tem abundado na política nacional. 
Lá fora não é certamente diferente, mas o que me interessa e preocupa e revolta é cá dentro. 
A dissimulação envolta em falsidade, envolta em falsa moral.

Nos funerais por exemplo (coisa que me tem saído bastante nos últimos tempos) é comum ver chegar "os tardios", é ver lágrimas tardias, é observar os que chegam impantes mas que em vida andaram sempre distantes.  
Agora presentes, para fazerem um número.

Nos funerais é ocasião (voltei a testemunhar isso há pouco tempo) para mostrar o carrão e a fatiota cara mesmo que "casual", e o sorriso de plástico alvar que misturam com o fácies pesaroso. Enfim.

Como nos funerais, o mesmo se passa nas catástrofes. E passou.

Com os poderes, a aparecerem de fácies carregado e pesaroso. 
Depois, a comunicação social perdoa "os tardios", mais os da sua cor, perdoa menos aos das outras cores ou não perdoa de todo.
A questão da sensibilidade para o acontecido é perceptível, quer a genuína, quer a afivelada no momento. 
A sensibilidade cansa muitos. E de vez em quando foge o pé para a chinela como aconteceu em Coimbra recentemente. 

Piroseira da mais pura!

Olhos vermelhos ou quase lacrimejantes. Pesar, genuíno ou afivelado.

É a vida!

AC

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