terça-feira, 18 de novembro de 2025

Ainda a propósito do DIA NACIONAL do MAR

16 de Novembro está há muito consagrado como Dia Nacional do Mar.

Como previ no Domingo passado, as criaturas que são tidas como titulares dos órgãos de soberania ligam tanto a isso como eu querer saber o que comem ao pequeno almoço os parvalhões Rutte, Putin, Macron, Trump, Xi e aiatolás!

No caso do inquilino em Belém nem uma palavra no "sítio".

A preferência foi para no final do jogo no Porto ir condecorar 
com a Ordem do Mérito, o selecionador nacional e os jogadores que venceram a Liga das Nações 2025, no passado mês de Junho, na Alemanha.

Obviamente que o "futebolês" é coisa muito mais importante que pensar e falar sobre o mar, sobre o oceano Atlântico Norte, sobre as nossas responsabilidades no âmbito das nossas ZEE, sobre o nosso pedido de alargamento da plataforma continental que está numa gaveta da ONU desde 2013 salvo erro, sobre as potencialidades do fundo do mar dentro das nossas ZEE.

Obviamente, não é verdade?

O desporto é uma actividade muito importante, a todos os títulos.
Indiscutível.

Mas respeitando, SEMPRE, a opinião de outrem, tenho para mim que nada define mais o terceiro mundismo de um país do que a sobrevalorização do futebol no contexto geral dos acontecimentos e das dificuldades desse país.

Nada é mais sintomático e preocupante que este contínuo adormecimento dos cidadãos por parte destes (ir) responsáveis políticos que assim desviam as atenções para as dificuldades reais das pessoas. Como sempre admito estar a ver mal as coisas.

Usando a tecnologia fui andar para trás para ouvir umas declarações do inquilino em Belém para que um bom amigo me chamou à atenção - um português que não tem paixão por futebol é um português um bocado distraído.

Eu ligo pouco a futebol. E não é porque seja distraído.

Normalmente sigo os jogos da nossa seleção, não vi o jogo com a Irlanda, vi este dos 9-1. 
Costumo seguir finais internacionais e campeonatos Europeu e Mundial.

Não vou aos estádios de futebol. Três excepções até hoje.

Fui a primeira vez em 1971 no Montijo.
Segunda vez, por obrigação profissional, ao antigo estádio do Sporting num jogo internacional Taça das Taças.
Terceira vez, salvo erro há 6 ou 7 anos, ao estádio de Alvalade, porque calhava no dia de aniversário da mãe (que estava no Algarve) do meu genro  e ele perguntou-me se eu não quereria ir ver o jogo (ele tem lugar cativo).

Pois senhor PR vá chamar distraído a outro. Patético!

Nunca mais chega 10 de Março de 2026.

António Cabral (AC)

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