Mostrar mensagens com a etiqueta família Espírito Santo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta família Espírito Santo. Mostrar todas as mensagens

sábado, 28 de março de 2026

 
71


Faleceu o filho do comandante António Ricciardi.
António Ricciardi foi membro do Conselho Superior no mundo Espírito Santo.

Com o falecimento deste concidadão que era um dos primos de Ricardo Salgado lembrei-me de várias coisas: banca nacional, mega processos, juízes, PGR, magistrados do MP Mário Soares, banca francesa, Mitterrand, jornalismo, jornalixo, corrupção passiva e activa, Sporting,  Cavaco Silva, António Costa (banqueiro), Banco de Portugal, Victor Constâncio, BES, António Costa, Panama Papers, offshores, PT Telecom, Henrique Granadeiro, Zeinal Bava, imposição de condecorações e comendas, CGD, Sócrates o tuga, justiça à portuguesa, Manuel Vilarinho, Ilídio Pinho, Angola, família Santos, economia portuguesa, sacos azuis (é vasculhar bem em muitos ministérios), dono disto tudo, donos do regime, Venezuela, etc.

Em baixo uma relíquia do tal de "referência".
Portugal está como está mas não é bem por acaso.
AC

quarta-feira, 14 de março de 2018

BES, ex-BES, ex-GES, Novo Banco
Há dias a SIC passou uma reportagem acerca do que foram fazendo conhecidos "donos disto tudo" no Concelho de Idanha-a-nova. Para quem conhece a zona e o que foi abordado não se espanta com as malfeitorias e o regabofe do passado. E também não espanta certos favores que parece estão a ser feitos no presente. Abordei há dias muito superficialmente o assunto.

Mas um senhor, com S maiúsculo, publicou um texto que vale bem a pena ser lido. Que aqui deixo para os meus estimados visitantes terem outra perspectiva do assunto que a SIC abordou com, considero eu também, pouco cuidado, pouco rigor, legitimando que eu pondere com muitas reservas sobre o porquê deste tipo de reportagem. Aqui fica o texto de LPM.
António Cabral
Luís Paixão Martins
A reportagem que a SIC difundiu acerca da situação atual de alguns ativos do ex-GES (Grupo Espirito Santo) no concelho da Idanha Nova é uma tentativa de pressão do Novo Banco sobre o sistema de Justiça. O NB, principal credor, quer que esses bens sejam vendidos e o juiz caucionou posição de bloqueio sustentada pelo Ministério Público.
Dá-se o caso que eu até concordo com posição do NB, mas repugna-me que, para fazer valer esse ponto de vista, tenha sido feita aquela reportagem tremendista que ofende a minha inteligência - e dá uma imagem falsa do que ocorre nas Termas de Monfortinho.

As duas herdades referidas (Vale Feitoso e Poupa) localizam-se em freguesias distintas (Penha Garcia e Rosmaninhal) e uma delas a mais de 50 km de distância - 50 km - das Termas. A influência das mesmas na economia das Termas de Monfortinho é muito reduzida.

O Hotel Astória está fechado porque o seu dono - exatamente o Novo Banco - não o aluga nem vende. Esta situação nada tem a ver com qualquer impedimento da Justiça mas apenas e tão somente porque o NB não quer registar uma desvalorização de um ativo cujo valor real em nada corresponde ao valor no papel. É apenas por essa razão que os interessados não chegam a vias de facto para a exploração da unidade hoteleira. Se há culpado no encerramento do Hotel Astória esse culpado chama-se Novo Banco. Ponto final.

Mas, é preciso sublinhá-lo, o encerramento do Astória contribui para a melhoria das taxas de ocupação e do preço por quarto das outras ofertas de alojamento das Termas de Monfortinho (e temos muitas a funcionar com dedicação e entusiasmo dos seus proprietários) - incluindo do Fonte Santa, um dos ativos bloqueados pelo tribunal, que continua aberto e com procura, alimentando, aliás, os custos criados pelo processo de falência da empresa sua proprietária.

A reportagem omite que os dois equipamentos diferenciadores da oferta das Termas de Monfortinho que pertenciam ao Grupo GES (as Termas e o Clube de Tiro) já mudaram de mãos e os novos proprietários deram-lhes nova vida - com um dinamismo que tinham perdido há mais de uma década.
As Termas estão agora abertas todo o ano (e não apenas “na época”, como antes ocorria) e com uma visível qualificação e modernização dos serviços prestados.

O Clube de Tiro tem estado a proceder a importantes melhoramentos, que estão à vista de todos, para ultrapassar o estado de decadência em que tinha caído nos últimos anos da gestão GES. Esses melhoramentos traduziram-se num aumento exponencial do número de visitantes, quer no parque das piscinas e albufeira, quer no restaurante, ao mesmo tempo que está a ser construida uma oferta de alojamento que virá a ser, provavelmente, a de maior qualidade da região.

A dado momento da reportagem fala-se das montarias da Herdade da Poupa e somos levados a crer que com o bloqueio da venda da propriedade as montarias acabaram.
Nada mais ridiculo. Apenas nos dois meses que levamos do corrente ano já contabilizei uns 500 caçadores envolvidos em montarias (veados, javalis) e largadas (patos) nas imediações das Termas de Monfortinho. É fácil fazer esta contabilidade - as montarias acabam com uma almoçarada tardia no restaurante do Clube de Tiro.

Termas de Monfortinho é uma localidade do interior abandonado do nosso País. Por isso, são muitas as dificuldades para quem lá vive.
Felizmente - contrastando com o abandono a que estão votadas pelo Poder Central português - contam com o importante fator económico da proximidade a localidades espanholas, algumas de média dimensão, e com a atração que os seus equipamentos - nomeadamente, os restaurantes (e o seu “bacalao”) - suscitam junto de “nuestros vecinos”.

A vida aqui é difícil. Já o era antes dos investimentos que o Grupo Espírito Santo aqui fez no passado, continuou a sê-lo depois e é-o ainda agora.
Mas associar as dificuldades dos locais ao bloqueio pela Justiça da venda de duas herdades é uma mistificação (a venda ou aluguer do Astória não está bloqueada...).
A reportagem da SIC, ao procurar ajudar o NB a pressionar o tribunal, pintou um quadro negro de uma localidade (“caiu o império e caiu a região” é uma infeliz frase tremendista que resume o ângulo da reportagem) que tem, felizmente, uma realidade a várias cores.