sexta-feira, 21 de outubro de 2022

É  UM  POUCO  POR  TODO  O  LADO
O que se está a passar para lá do Canal da Mancha é, inevitável para uns, o que se previa para outros, interessante e curioso para outros, inacreditável para mais outros.
Não sou, analista político, financeiro, banqueiro, advogado, corrector de bolsa, investidor, especulador, político, mas uma coisa sei, os bebés não chegam de Paris pendurados no bico de uma cegonha.

Mas existem uns quantos que ainda assim pensam, acreditam, e que apesar da loucura geral que grassa por todo o mundo, ainda acham que isto se divide em bons e maus, e que há senhoras que estão grávidas, outras não, e algumas só um bocadinho grávidas, muito ligeiramente!

A minha muito idosa mãe (97), ainda com uma lucidez de cabeça espantosa e que teima em seguir as notícias televisivas, raro é o dia em que, comentando comigo certos assuntos, não remata a conversa - está tudo doido!

Pessoalmente tendo a concordar, e não é por ser a minha mãe.

Liz entrou no nº 10, sorridente, na véspera de sair auto-elogiou-se - I am a fighter - saiu ao fim de 45 dias. 
Curiosamente, um ou dois dias depois da "sua" ministra lhe endereçar uma carta a rematar - "eu fiz asneira e não fico, demito-me" - Liz não aguentou a aguilhada! Foi-se.

Naquela democracia inglesa têm aquele esquema de tentar não ir para eleições e cozinham quem deve saltar para o nº 10. 
Eleições, apenas quando convenha. Democracia pura.

Estive em Inglaterra pela primeira vez, concretamente Londres, em 1969. Regressei em 1980 (que diferença abissal, para pior), depois duas vezes no final dessa década, finalmente em Julho de 2001. Que evoluções brutais.
Que alterações naquela sociedade Londrina.

No actual cenário naquela "Albion" fala-se muito de erros políticos, imensos erros políticos, e há quem considere deslealdades diversas para com Liz. Legitimamente, é de respeitar a opinião.

Pela minha parte, enorme ignorante destas coisas da política, fico-me por coisas corriqueiras como, decisões trapalhonas, as dificuldades das famílias em ir ao supermercado, a carestia geral da vida, a questão da crescente dívida do Reino Unido, os problemas étnicos, as consequências inerentes ao Brexit ou seja, andar a viver com o dinheiro de outrem. É olhar à dívida, aos juros.

O resto, é o jogo das ideologias a tentar explicar que sim, que não, talvez. E há o jogo de séculos da City of London, que é uma coisa independente dentro de Londres. Parece e é uma Londres dentro de Londres. 
Depois, além das questões inerentes ao dinheiro, temos os interesses, dentro e fora do Reino Unido, e uma quantidade de meninos e meninas a viver à grande dando-se ares de "povo". Gente organizada em empresas de consultoria a mais diversa, e de onde saltam uns quantos para o gabinete, ou assessores, etc. O costume.
A cereja em cima deste bolo inacreditável poderá ser Boris voltar a ser escolhido para ir ao rei - King Charles, your magesty, I told you, here I am again
AC

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