quarta-feira, 13 de agosto de 2025

RECADOS 

Há quem refira e basicamente aplauda os "recados", as "dissonâncias", as "interpretações", e as "relações".

Refiro-me às "tiradas" que vão surgindo na comunicação social oriundas das mais diversas criaturas por vários tidas como "personalidades".

Uma coisa que me explicaram logo em pequenino é que se devia respeitar os outros não essencialmente pela posição social mas em função da sua idade física e pelo seu exemplo na sociedade.

Vem isto a propósito daquilo que os "espertos" nestas coisas mundanas  da sociedade designam por relações tensas entre palácios.

Outra coisa que logo em pequenino me explicaram é o que se chama de boa educação e bem formado. Não mais esqueci. E acrescentaram-me - olha, quem não se dá ao respeito também não merece ser respeitado, tenha lá a posição social que tiver.

E mesmo nesta chamada estação parva, em que uns se mostram nas praias da maralha que nunca esqueceu a comezaina na praia com garrafão e tudo, e outros se passeiam pelos areais dos ditos famosos, somo bafejados não só pelo calor brutal como com notícias das chamadas telefónicas que não são atendidas, ou pelos vómitos orais contínuos. 

Críticas, arrelias, tensões, uns a fazer-se de vivos no Ancão, outros a fazer-se de morto quanto a presidenciais, outros a anunciarem que não estão mortos, quando vejo na comunicação social as referências a tudo isto, a todas estas parvoíces e palhaçadas, a única coisa que me assalta o espírito é - porque é que, não há uns peixes aranha e umas queimaduras de pele que arrume com esta gentalha desprezível por uns tempos? Para termos um temporário sossego?

Os jornalistas (??) referem por aí coisas como cronologias destas vacuidades.

Correndo o risco de estar a ver tudo isto mal, a mim parece-me que estamos cada vez mais no campo da necrologia do regime.

Nada diferente me ocorre quando, leio os lençóis do Tribunal Constitucional, vejo referências do nado morto, ou as tiradas do inarrável Leitão ou as da sua colega de apelido sobre Lisboa, ou o sumo que exala dos textos daquele douto tribunal e, depois, as várias declarações públicas dos chamados juízes (???).

Pois fiquem lá com as tensões e os desaguisados. Que vos dê bastante azia.

Cambada. Muitos, legitimamente, discordam de mim e dizem que as instituições estão a funcionar maravilhosamente.

Respeitosa e legitimamente, não me parece que seja assim, tenho as maiores dúvidas que estejamos a caminhar bem. Aguardemos.

Tenham uma boa 4ª Feira. Saúde, boa sorte.

António Cabral (AC)

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