Marcelo afirma que fez referência genérica que abrangia vários ministros da Saúde.
O Presidente afirmou que na conferência sobre a saúde em que criticou a gestão “casuística” do SNS, sem se referir a Ana Paula Martins, fez uma referência genérica sobre os ministros da Saúde.
Além do longo e enfadonho (opinião pessoalmente) discurso, podia por exemplo ter declarado explicitamente que,
- com a criação do director executivo por António Costa,
- com a nomeação para director executivo de um competentíssimo médico (mas que sempre me pareceu um arrogante convencido, porventura desejoso de cargo político tipo presidente de câmara, ou chefe de partido, ou PM ou até PR),
- que percebia perfeitamente o alcance da medida, uma decisão política para tirar o ónus de cima dos ombros de Costa e da tutela,
- não percebia a indefinição das funções,
- promulgou mas que ficou cheio de dúvidas sobre a eficácia,
- depois de Costa ter ido para a Europa e a AD governar (mal) o país,
a situação permaneceu de facto confusa e com decisões casuísticas.
Podia ter dito tudo isto e mais, como recordar,
- o contínuo extravasar de competências por parte das ordens dos médicos e dos enfermeiros,
- a estranha situação dos problemas hospitalares serem tão agudos na área da grande Lisboa diferentemente do Porto e outras regiões do país,
- que certamente o descontrolo imigratório, o descontrolo de fronteiras, proporcionou uma avalanche de gente estrangeira a acorrer ao SNS na área da grande Lisboa e isso adicionalmente contribuiu para as dificuldades do presente.
Podia ter explicitado isto tudo mas, claro, não era o Marcelo, não é verdade?
Podia no primeiro mandato ter abordado problemas corporativos, podia ter falado na necessidade de conciliar SNS e infra-estruturas privadas de saúde.
Mas se tivesse falado destas coisas todas no primeiro mandato, lá corria o risco de não conseguir segundo mandato, não é verdade?
Ora imaginem lá, colocar,
- num prato da balança, a ânsia por segundo mandato com as viagenzinhas, os banquetes, as reuniões, as selfies, as palhaçadas contínuas,
- e no outro prato da balança, aproveitar os 5 anos do primeiro mandato para apontar as razões de fundo para os problemas na prestação de cuidados de saúde aos portugueses, mais as questões no ensino, mais as pouca vergonhas na banca, mais os problemas de carreiras dos diversos e diferentes funcionários públicos e diversos e diferentes servidores do Estado como os militares, mais os problemas do sistema de justiça, mas o desordenamento territorial, mais . . . .
mais . . . . .
mais . . . . .
mais . . . . .
Pois é, preferiu mais cinco anos para espraiar as vacuidades ou na ONU, ou em frente a embaixadores, ou . . . . .
Nunca mais chega o 10 de Março de 2026.
Embora tema o pior quanto a novo inquilino em Belém.
António Cabral (AC)
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