terça-feira, 9 de dezembro de 2025

LISBOA, TOPONÍMIA, IGREJA, LIMPEZA 

Igreja dos Mártires, na rua Garrett
Dia 8 de Dezembro, dia de N. Sra. da Conceição.

Estava de manhã e manteve-se durante o dia um céu bastante nublado, a espaços curtos o Sol conseguiu espreitar uns minutos.

Fui fazer o que não fazia há talvez bem mais que um ano. Ir a Lisboa para andar bastante a pé, observar a Lisboa que tantas loas merecem a Moedas e ao inquilino em Belém. 

Em boa verdade foi uma coisa muito limitada no espaço, não foi Lisboa, apenas uns pedacinhos:andei pela avenida da Liberdade, algumas das suas transversais, Restauradores, Rossio, Praça da Figueira, Praça do Comércio, Largo de São Carlos, Largo de Camões, Campo das Cebolas, Cais do Sodré, e todas as zonas em seu redor.

Vou frequentes vezes a Lisboa, sempre de carro, com objectivos precisos, e a demorar-me o menos tempo possível : consultas hospitalares, visitas familiares, funerais, almoços ou jantares, supermercados, centros comerciais, eventos culturais nomeadamente concertos de música clássica.

Ontem, 8 de Dezembro, fui a Lisboa com missão precisa, observar, e lembrar-me dos "doutores", "dos das bolhas várias". E para almoçar onde não almoçava há bem mais de 3 ou 4 anos.

Começo pelo almoço, foi no café/ restaurante Austríaco, perto de São Carlos, a fazer 17 anos de idade. Almocei bem. O ambiente estava um pouco diferente do que me recordava, a decoração idêntica e a simpatia e acolhimento iguais, bons. 

Já alguma clientela deu-me ligeira indicação do estado de algumas camadas sociais: um casal, pais jovens, com duas crianças, (raparigas, qual ser gestante), bem mal educadas, a mais velha não teria mais de 4 anos, ambas com as unhas pintadas de verde meio escuro, pelo menos um terço do tempo a chorar ou berrar, de pé nas cadeiras, e atirando constantemente os casacos para o chão. Comportamento à mesa sem palavras, comida na mesa e no chão. SIGNIFICATIVO.

Muitos portugueses, muitos estrangeiros, basicamente alarves. Sinal vermelho para peões  nas transversais às ruas do Ouro Augusta e Prata . . . . . passa-se na mesma, os carros abrandam para turista passar.

Muitos portugueses, muitos estrangeiros, basicamente porcos e com falta de educação e civismo. Lixo no chão, abundante, em muito por onde andei. Não há carros aspiradores e varredores que consigam dar conta do recado.

Em muitas ruas da Baixa de Lisboa imensas casas/ lojas/ comércio fechados. Na rua do Coliseu como aliás em muitos outros sítios obras e obras, hotéis e hotéis.

Outras ruas também mas a rua Augusta parece um comboio de restauração. 

Será muito giro, muito bom, ai que bom, por mim deixo aos outros desvanecerem-se com aquilo tudo.

Livraria Ferrin, na parede continua o nome, por dentro é outra coisa.

A não regressar!

AC

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