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quinta-feira, 1 de agosto de 2024

OLIMPICAMENTE . . . . . DESASTROSO ?
Os resultados dos nossos representantes até agora verificados nas Olimpíadas em Paris são o que são. Creio que muito fracos, até agora.

Até agora não há medalhas. Anunciam-se um ou outro diploma!

Com mais ou menos "nuance", penso que até agora se pode dizer que os resultados não são espectacularmente diferentes do verificado no passado. Nem melhor nem pior.

Valerá a pena meditar sobre o desporto em geral no nosso país?
Valerá a pena meditar por exemplo nestes sucessivos aplausos partindo de Belém enaltecendo a organização do mundial de futebol de 1930?
Valerá a pena salientar mais uma vez a desproporção entre os milhões de que se fala constantemente no âmbito do futebol e entre os apoios (???) às restantes modalidades desportivas?

Pessoalmente acalento alguma esperança quantos aos nossos canoistas que ao longo do tempo têm conseguido troféus quase sem os apoiarem.

A terminar, relembro dizer-se repetidamente - Portugal é um país de marinheiros - o que não passa de retórica vazia de conteúdo.

Veja-se a pujança da vela em Portugal, dos desportos náuticos? 
Depois da carolice dos irmãos Quina nos anos 50/60 do século passado, que lugares de destaque este país de marinheiros marca no estrangeiro, anualmente, de dois em dois anos, de quatro em quatro anos? 

Com todo o respeito pelos "skaters" a vela é outra coisa.

Curiosamente, quanto 5º e 6º lugares no triatlo representam "dia de Ouro" para o triatlo nacional está tudo dito quanto a ambição!

António Cabral (AC)

domingo, 27 de agosto de 2023

CANOAGEM
Fernando Pimenta, bronze, ouro, prata, e sem papas na língua.
João Ribeiro e Messias Batista, ouro.
Marceladas, isso não interessa nem ao menino jesus.

AC

segunda-feira, 10 de julho de 2023

BODYBOARD, SURF  e . . . .

Imensas pessoas praticam desportos náuticos.

Mas, como em tudo na vida, os desportos podem ter consequências, alguma vezes infelizmente graves e, mais raramente, a morte.

Na vela por exemplo, casos houve em que alguns levaram com a retranca na cabeça.

Nas competições no canhão da Nazaré ocorreram já vários acidentes.

No Surf e no Bodyboard são frequentes as quedas, normalmente sem consequências, mas às vezes as consequências manifestam-se um pouco mais tarde.

Uma das consequências mais frequentes de acidentes que se conhecem e mesmo sem que as pranchas lhes tenham batido na cabeça, é as pessoas passarem a dizer só parvoíces e muitas vezes mesmo descomunais vacuidades, tornando-se fieis interpretes da boçalidade.

AC 

sábado, 4 de setembro de 2021

SOCIEDADE,  POVO,  DESPORTO

Quatro medalhas. A nossa melhor prestação Olímpica. Não é propriamente espectacular. 
O que pode explicar este padrão?
Do futebol, o futebolês, a lavagem ao cérebro com bola diariamente feita pelas TV, daqui se podem retirar explicações? 
Nos Para-Olímpicos, salvo erro, temos até agora uma medalha. 

Portanto, tendo o país muito mais e melhores infra-estruturas desportivas, parecendo-me que existem em média melhores condições para a prática desportiva, quando fazemos comparações com outros países à nossa dimensão a pergunta inevitável e razoável não será, então porque não conseguimos mais medalhas?
Ou, na realidade, por todo o país não há uma prática desportiva generalizada, incentivada?
As enormes desigualdades sociais, que persistem senão mesmo se agravam, têm também, muito provavelmente, um contributo explicativo. E a interioridade?
Por outro lado, ao nível do ministério onde campeia um inarrável barbudo acolitado por um inacreditável secretário, haverá escolhos nesta matéria?

Penso que não seria de pretendermos excelência em tudo e em todas as disciplinas desportivas mas, se calhar, se os ministros e políticos em vez de pedincharem bilhetes para ver futebol por cá ou no estrangeiro, fossem incentivar modalidades diversas por esse país fora, a prazo talvez as coisas viessem a ser diferentes daqui a uns tempos.
Que apoios, quero dizer, fortes, constantes, têm por exemplo a vela, a canoagem? 
Há muito mais disciplinas desportivas, mas falo nestas por me parecer fazer sentido num país com água que nunca mais acaba (calma, não me estou a referir ao governo ou aos deputados).
Sim, refiro-me a rios e oceano. Como não damos cartas nos desportos náuticos?
Um país de marinheiros mas que, cada vez mais, me parece de banhistas manhosos e que não sabem nadar.
AC

Ps: Mais uma medalha nos para-olímpicos. E em desporto náutico!