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domingo, 7 de julho de 2024

MARINHA, PASSADO e PRESENTE
Na altura em que o Século publicou esta gravura, estávamos em regime monárquico, não havia "drones" nem nada do que hoje temos à disposição.
Este quadro, com a moldura ainda original e que apenas foi limpa e ligeiramente beneficiada com cera para madeira, estava no espólio pertencente à irmã mais velha da minha falecida sogra, arrumada num solar na aldeia do Salvador, concelho de Idanha-a-Nova.
Arrumada é uma forma de dizer, na realidade havia salas e salas com mobiliário, louças, cutelaria, bugigangas, quadros, porcelanas etc.
Foi quando das partilhas, para a minha sogra e restantes irmãos, que tudo nesse solar como em outras habitações em Penamacor e etc., foi vasculhado e separado. Este quadro veio parar às minhas mãos em 1986 e está numa parede da casa da aldeia.
É uma relíquia.
AC

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

QUEM SOMOS?
A doutrina diverge!
No " O Século", 18 Junho 1922, um Domingo, custando 10 centavos, Acácio de Paiva escrevia:

Quem somos? Muitas vezes perguntaes
Certamente não vêdes nem ouvis!
Desde a hora de Ourique, a Historia o diz:
Quem a lê não se esquece nunca mais.

Com seu sangue a escreveram nossos paes;
Nós a beijamos gratos e febris
Para depois mais crentes, mais viris,
Lhes seguirmos as sombras imortaes.

Quem somos nós? Ousaes interrogar,
Néscios, porque a soberba é como um véu
Que perturba o mais claro e fundo olhar.

Somos aquele povo que vos deu, 
Quando a terra era pouca - todo o mar!
E hoje, que o mar não basta - todo o céu!

AC