sábado, 18 de agosto de 2018

LOAS e ............sempre...... LOAS
O actual inquilino do Palácio de Belém, entre muitas frases que vai debitando tem/ teve  3 ou 4 que me ficaram no ouvido, algumas das quais no entanto fazendo-me muita comichão até ao ouvido interno.
A "melhor" - ele é o melhor de todos nós - creio ter sido assim,  e penso que foi a propósito do suposto seu muito amigo António Guterres.
Não estou aqui a querer dizer, quem sou eu para me tentar a esses atrevimentos, o que é Marcelo ou Guterres ou outros, melhores ou piores que o comum do cidadão, como eu. 
Nada disso, e nem para o lado negativo nem para o positivo.
Ainda que, como cidadão, me assista/ nos assista o direito de formular uma opinião com base, por exemplo, no desempenho político conhecido mas, quanto a este ou aquele cidadão mais conspícuo, com base também no que aconteceu e não vem a público como, por exemplo, conspirações que não se conheceram directamente, mas que a sorte da vida fez com que um qualquer próximo dos conspiradores divulgasse posteriormente algumas das suas "façanhas". Ou as jogatanas privadas com "malta" de todas as cores!!!
Perguntarão? Mas a que propósito vem isto, será que ele "endoidou"
Vem a propósito desta mania portuguesa de se tecerem loas a certas criaturas da nossa história recente, criaturas que tiveram  méritos em determinadas fases da vida nacional mas que, como todos nós, têm também defeitos, e alguns bem chatos. 
E muita inação praticaram/ praticam.
Esta coisa de só se olhar ao bonitinho e esconder o feio sempre me irritou. 
Deve ser deformação profissional, onde aprendi, por exemplo, que na apreciação anual dos funcionários se devia primeiro elencar os aspectos positivos e de louvar mas, a seguir, os negativos ou pelo menos passíveis de melhoria, adiantando até como deviam seguir por caminho diferente. 
E mais ainda me irrita quando vejo certas loas a alguém e sei, de fonte segura, que houve coisas curiosas. Loas escritas, em forma variada.
Num caso concreto em que a fonte segura sou eu próprio, porque estava lá a ouvir a criatura a indignar-se, em 2002, porque não percebia porque ainda não se tinha alterado isto e aquilo, essa criatura teve poder e oportunidade no passado para disso se ter encarregue. Mas não, assobiou para o lado. Dizem por aí uns enfatuados, que só tinha jeito para outras coisas!!
Claro que ao manter o "status quo" granjeou loas corporativas.
E estamos nisto, com alguns civis e alguns militares, sempre os melhores dos melhores mas, depois, vai-se a ver...........
Mas no caso concreto que não explicito, de que fui uma das testemunhas directas, também devo dizer que considero o senhor  dos melhores do ponto de vista da preparação e da craveira intelectual. Por isso me desagradou sempre uma parte da sua postura, pelo que podia ter feito e não concretizou, quando sabia que era indispensável acabar com o passado (que cada vez mais foi criticando, e bem).
Claro que se percebem bem as loas, faz parte do sistema, do regime, como dele fazem parte os e as que escrevem e tecem loas que mais não seja para se manterem à tona de água, e continuarem a fazer parte da lista dos convidáveis!!!.
Todos prestáveis, venerandos, curvados quanto baste, que a sopa tem de aparecer na mesa!
É só preciso ter boa memória, registos e arquivos, para se perceber melhor quem "LOA" e quem é "LOADO", e porquê.
E ter conhecido (vantagem da idade e de certas circunstâncias da vida) muitos dos figurões, muitos ainda por aí.
E tudo melhor se percebe. 
Portugal, pequenino, um torrãozinho de açúcar, como dizia uma conhecida figura Queiroziana.
AC

Sem comentários:

Enviar um comentário