quarta-feira, 11 de setembro de 2019

A Propósito do falecimento de Gustavo de Moura
Respeito, sempre, as opiniões e decisões de outrem.
Mesmo quando completamente discordando.
Isto para dizer que, além de não ter contas nas redes sociais (facebook, Instagram etc) porque não quero, e menos ainda quero dar conta de detalhes da minha vida privada e da profissional (mesmo que agora reformado), quando abro raras excepções quase não entro em detalhes e, por exemplo, no que se refere ás fotografias que partilho aqui no blogue e em outro blogue, raramente indico onde as tirei. 
Quem quiser saber que me pergunte, que respondo. Já aconteceu.
Vem isto a propósito do falecimento do jornalista Açoriano Gustavo de Moura.
Gustavo de Moura, além de se ter dedicado afincadamente à defesa da sua Região Autónoma e à Autonomia, foi jornalista de muitos ofícios.
Nos primeiros anos a seguir ao 25 de Abril de 1974 escreveu muitos artigos ácidos, apontando a vários elementos civis e militares do Continente e que prestavam serviço nos Açores.
Penso que em muitos casos cheio de razão, em outros não. 
Fruto desses tempos conturbados, sobretudo do famigerado PREC.
No período da minha vida profissional, entre 23 de Julho de 2004 e 2 de Agosto de 2006, (quanto ao final desse período muito há a dizer acerca de dois tratantes, e também de um bom amigo), desempenhei-me o melhor que consegui da missão e responsabilidades para que me nomearam, missão espinhosa pois, do antecedente, e como dizem os marinheiros, o mar estava muito alteroso e havia vendaval por lá.
Não sou advogado em causa própria, outros falarão por mim, mas existem indícios vários de que servi razoavelmente bem o País, na região onde me determinaram que servisse. 
E não me servi, nem do cargo, nem de tudo o que o cargo comportava e que era muito relevante, designadamente do ponto de vista do património edificado e mordomias associadas.
Com alguma irritação da parte de alguns que, durante anos, se habituaram a dele usufruir, creio que em excesso.
Mas quanto a Gustavo de Moura, voltei a encontrá-lo por mais de uma vez no período já referido do presente século, pois o conhecera pela primeira vez em Ponta Delgada, em Setembro e Outubro de 1975.
Conversa franca nos reencontros, respeito mútuo, confrontação civilizada de argumentos sobre o Portugal de finais de 1975, antes e depois do PREC, e o Portugal dos primeiros anos do século XXI. Marcante a despedida formal que me endereçou quando regressei ao Continente, simples, curta, clara, e reconfortante pelo reconhecimento, de nenhuma subserviência da minha parte, pelo trabalho que eu tinha desempenhado, e de respeito por mim e por todos os meus inúmeros subordinados e colaboradores.
Descanse em paz.
AC

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