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quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

PORTUGAL e o SISTEMA de JUSTIÇA
Megaoperação viajou para a Madeira a bordo do avião militar KC-390
Ricardo Duarte Freitas 24 jan 2024


Momento do embarque da comitiva judiciária no avião militar, Foto PJ

Os inspectores da Polícia Judiciária (PJ) e os magistrados do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), mobilizados para desenvolver as diligências de buscas na Madeira no âmbito do megaprocesso de investigação, viajaram a bordo do avião militar KC-390 da Força Aérea Portuguesa (FAP).

Os elementos que integraram a megaoperação de investigação embarcaram no novíssimo meio aéreo da FAP que foi comprado, no ano passado, pelo Estado Português à Embraer/Brasil para substituir os aviões Hércules C-130.

Segundo apurou o DIÁRIO, o aparelho militar aterrou no Aeroporto Internacional da Madeira – Cristiano Ronaldo pelas 21 horas numa acção discreta mas que não passou despercebida a quem habitualmente segue o movimento aéreo na Região.

Uma testemunha relatou que a permanência do avião KC-390 foi curta. Desembarcou os passageiros - a equipa de inspectores e de magistrados que se deslocaram à Madeira para executar a operação de buscas sob a tutela do DCIAP - e levantou voo, pouco depois.

Curiosamente, os passageiros não seguiram para os habituais meios de transporte disponibilizados pela empresa de handling que serve o aeroporto da Madeira, mas foram encaminhados para dois autocarros pretos alugados pelo DCIAP para o efeito. Pouco depois, o KC-390 descolou, regressando a Lisboa.

O empenho deste meio foi destacado pela PJ que, no comunicado, agradeceu a colaboração da Força Aérea Portuguesa, cujo apoio foi "crucial à montagem do dispositivo humano e logístico".

Na operação que decorreu em todo o país, participaram 2 Juízes de Instrução Criminal, 6 Magistrados do Ministério Público do DCIAP e 6 elementos do Núcleo de Assessoria Técnica (NAT) da Procuradoria Geral da Republica, bem como 270 investigadores criminais e peritos da PJ.

Retirei isto do Diário de Notícias da Madeira.
Operações do MP, só com PJ, só com PSP, ou só com PJ, . . . 
Operações avisando previamente certos orgãos de comunicação social para estarem à porta de alguém no dia seguinte. . . . 

Mas creio ser novidade, fretar de aviões da Força Aérea para transportar magistrados do MP, juízes, agentes da PJ e muitos jornalistas para buscas e detenções no dia seguinte (esta 4ªF) no Funchal.

Que pensar disto tudo?

Calhou ouvir declarações do inquilino do Palácio de Belém, com ar pungido . . . ah . . . está tudo bem . . . a justiça . . . .investigue-se, . . . está tudo normal e a funcionar, há manifestações . . . . 

São 2350 quando estou a acabar de escrever esta linhas.
É melhor parar, está a dar-me vontade de ir à casa de banho vomitar.
António Cabral

segunda-feira, 8 de junho de 2020

QUEM PERGUNTA ISTO AINDA NÃO PERCEBEU NADA do PORTUGAL CONTEMPORÂNEO
......Não haverá por aí uns jornalistas que queiram fazer umas perguntinhas nas conferências de imprensa...... (lido por aí)
Não percebeu que os que esticam os bracinhos apontando o microfone não são, infelizmente, jornalistas, são tripés de microfone.
Desgraçado de um País e de uma democracia onde os apontadores de microfone andam cada vez mais caladinhos.
E para a desgraça ser maior os directores nas redações comportam-se como se vê.
AC

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

A Propósito do falecimento de Gustavo de Moura
Respeito, sempre, as opiniões e decisões de outrem.
Mesmo quando completamente discordando.
Isto para dizer que, além de não ter contas nas redes sociais (facebook, Instagram etc) porque não quero, e menos ainda quero dar conta de detalhes da minha vida privada e da profissional (mesmo que agora reformado), quando abro raras excepções quase não entro em detalhes e, por exemplo, no que se refere ás fotografias que partilho aqui no blogue e em outro blogue, raramente indico onde as tirei. 
Quem quiser saber que me pergunte, que respondo. Já aconteceu.
Vem isto a propósito do falecimento do jornalista Açoriano Gustavo de Moura.
Gustavo de Moura, além de se ter dedicado afincadamente à defesa da sua Região Autónoma e à Autonomia, foi jornalista de muitos ofícios.
Nos primeiros anos a seguir ao 25 de Abril de 1974 escreveu muitos artigos ácidos, apontando a vários elementos civis e militares do Continente e que prestavam serviço nos Açores.
Penso que em muitos casos cheio de razão, em outros não. 
Fruto desses tempos conturbados, sobretudo do famigerado PREC.
No período da minha vida profissional, entre 23 de Julho de 2004 e 2 de Agosto de 2006, (quanto ao final desse período muito há a dizer acerca de dois tratantes, e também de um bom amigo), desempenhei-me o melhor que consegui da missão e responsabilidades para que me nomearam, missão espinhosa pois, do antecedente, e como dizem os marinheiros, o mar estava muito alteroso e havia vendaval por lá.
Não sou advogado em causa própria, outros falarão por mim, mas existem indícios vários de que servi razoavelmente bem o País, na região onde me determinaram que servisse. 
E não me servi, nem do cargo, nem de tudo o que o cargo comportava e que era muito relevante, designadamente do ponto de vista do património edificado e mordomias associadas.
Com alguma irritação da parte de alguns que, durante anos, se habituaram a dele usufruir, creio que em excesso.
Mas quanto a Gustavo de Moura, voltei a encontrá-lo por mais de uma vez no período já referido do presente século, pois o conhecera pela primeira vez em Ponta Delgada, em Setembro e Outubro de 1975.
Conversa franca nos reencontros, respeito mútuo, confrontação civilizada de argumentos sobre o Portugal de finais de 1975, antes e depois do PREC, e o Portugal dos primeiros anos do século XXI. Marcante a despedida formal que me endereçou quando regressei ao Continente, simples, curta, clara, e reconfortante pelo reconhecimento, de nenhuma subserviência da minha parte, pelo trabalho que eu tinha desempenhado, e de respeito por mim e por todos os meus inúmeros subordinados e colaboradores.
Descanse em paz.
AC