quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

25 ABRIL 1974, direito à opinião, Liberdade
Goste-se ou não, concorde-se ou não, o 25 de Abril de 1974 teve muito em vista criar uma sociedade diferente e melhor que a anterior onde, apesar de nem tudo ser mau ou estar mal, estava muita coisa mal, era muito o que era mau.
A vida corre, não pára, e no presente existem muitos dos meus concidadãos que nasceram ou pouco antes ou depois do 25 de Abril.
Posso compreender que muitos e muitas tenham alguma dificuldade  (??) em aperceber-se de certas fases da nossa história.
Mas, mesmo para jovens adolescentes, para jovens adultos, não me parece desculpável afirmações e posturas baseadas em nada. 
Os livros e hoje a NET ajudam a esclarecer muita coisa. 
Não me refiro ás patéticas redes sociais da desinformação, do politicamente correcto, do policiamento serôdio e trágico.
Vem isto a propósito de pessoas, como alguns no CDS (existem em outros partidos pantomineiros do mesmo quilate), pois na minha revisão regular pelos media nacionais, acabo de perceber que um político dos novos senhores no CDS demitiu-se.
Penso que nem devia ter sido chamado para os tais orgãos nacionais daquele partido.
Um sujeito que faz determinadas afirmações nunca poderá ser um dirigente político integro no que a honestidade intelectual respeita.
Um sujeito que afirma, por exemplo, que a guerra do Ultramar estava ganha, só pode estar tolinho, e não é desculpa ter nascido depois do 25 de Abril. 
Eu estive na Guiné, 1971-1973, e não me pareceu nada, bem pelo contrário. Zonas em Angola e Moçambique existiam com diferentes nuances da guerra, eu sei, mas ganha.....
Enfim, todos têm direito à liberdade de opinião e de expressão, mas convém saber que os pés são para andar no chão e a cabeça não é só para pentear.
AC

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