quarta-feira, 24 de junho de 2020

DIZIAS HÁ DIAS, ESTÁ TÃO PARECIDO.....
Sim, tens razão argumentei, parecido, com o pai !!!!!!!
Na vida há sempre piores e melhores, estejamos a falar de pessoas, de coisas, de países, etc.
Seja por se ter memória convenientemente selectiva, seja por mau carácter e mau perder, seja porque os amigalhaços ou compadres ricos foram desmascarados, seja por qualquer outra e porventura parva razão, em minha opinião é sempre lamentável não se tentar ser rigoroso. Lamentável a clubite distorcida.
Quando se fala de política, por cá ou dos outros países, é lamentável não se tentar ser rigoroso. Pode custar, mas deve ser assim, tentar ser rigoroso e intelectualmente honesto.

Deixemo-nos de estar sempre a falar de Salazar e do fassismo
Já foi há muitas décadas que esse homem, tendo feito coisas acertadas fez, por outro lado, muito mal aos portugueses durante décadas.
Parece-me óbvio que não pode servir de justificação eterna para as asneiras da "tralha basbaque" do presente.
Além de que o Salazarismo é capaz até de não ter sido muito pior em certos aspectos comparativamente com casos e eventos e indicadores que tivemos na I República.
E que dizer da Monarquia? Bom, adiante.
Portugal não foi quase sempre um país pobre, com muita fome e miséria, e com opulência na nobreza e na realeza? 

Vejamos breves exemplos:
> 1700 - chegada ás minas do Brasil dos colectores de impostos,
> 1701 - decreto sobre a mendicidade,
> 1706 - aumento de impostos por D. João V (reinou a partir de 9 Dez),
> 1708 - entra no Tejo uma frota do Brasil, com carga avaliada em 54 milhões de cruzados: ouro, diamantes, etc.,
> 1708 - fome generalizada em todo o reino,
> 1712 - os procuradores dos mesteres apresentam à Câmara de Lisboa um quadro negro da situação económica e financeira do país,
> 1712 - entra no Tejo uma frota do Brasil, com carga estimada em 50 milhões de cruzados,
> 1753 - alvará estabelecendo monopólio régio para os diamantes do Brasil,
> 1763 - grave crise económica, prolongando-se até 1770,
> 1793 - lei visando o estabelecimento de um cadastro do País (ainda hoje continuamos com estes problemas da terra e a quem pertence),
> 1796 - alvará lançando empréstimo de 10 milhões de cruzados ao juro de de 5%,

> 1797 - alvará lançando empréstimo de 12 milhões de cruzados ao juro de de 6%,
< 1801 - novo empréstimo de 12 milhões de cruzados, constante de 20 000 acções de 240 reis cada,
> 1834 - lei da liberdade de imprensa,
> 1834 - uma gravíssima situação das finanças públicas, prolongando-se até 1836, 
> 1891 - lei aprovando contrato de trabalho de 25 de Fevereiro, garantindo a jornada de 8 horas, e fixando tarifa de salários mínimos,
> 1892 - situação de quase bancarrota,
> 1893 - decreto sobre a criação de bolsas de trabalho,
> 1894 - decreto sobre a mendicidade,
> 1898 - Outubro, decreto sobre segurança e higiene no trabalho,
> 1899 - decreto sobre a mendicidade.

De que políticos podemos então falar, desde os reis até hoje? 
Devemos falar de todos, e procurar ser rigorosos. 
Identificar os piores e os melhores políticos da presente República? 
Talvez seja mais adequado tentar identificar o que todos fizeram, de melhor e de pior, de coisas acertadas e de oportunidades perdidas, das suas acções e inações. No Estado Novo perderam-se oportunidades históricas e não perceberam para onde se caminhava.
Resultados trágicos, ainda que alguns indicadores económicos em 1971/ 1974 antes de 25 de abril fossem bem razioáveis.
Na democracia foram-se perdendo fundos da Europa, e muitas oportunidades.
Sim, porque todos fizeram coisas acertadas e coisas desastrosas, por acção e por inação. 
A questão, para todas as pessoas sem excepção será, parece-me, a proporção de qualidades e defeitos, será o carácter e, sobretudo, será a essencial questão de saber, para todas as pessoas que quisermos, quanto quiseram servir ou se trataram de SERVIR-SE.

Talvez começar por Mário Soares e Álvaro Cunhal.
A seu modo, e creio que bem diferente, ambos lutaram contra Salazar e Marcelo Caetano. 
Uma coisa me parece indiscutível, quem incomodou a sério foi Álvaro Cunhal e certos companheiros, pois esses estiveram presos anos e anos, nunca foram "distinguidos" com exílios nada comparáveis ao que Cunhal sofreu.
Cunhal antagonizou-se com Soares. Porquê?
Variadas razões, onde o "olhe que não" ficou para a história.
Mas, além da visão diferente que cada um tinha, e é para mim indiscutível que Cunhal queria para o País um sistema e regime horríveis, a realidade é que dois galos na capoeira dá sempre mau resultado. 
Olhando ao seu trajecto, para lá de inquestionáveis e para mim certeiras decisões que moldaram o Portugal do presente, e bem, Soares sempre deu a ideia de olhar para o rectângulo como a sua quinta. Foi Rei Soares, como agora temos rei Marcelo.
Meteu o socialismo na gaveta, meteu nas gavetas tudo o que o incomodou e lhe era muito inconveniente para a aura em construção, e passou à história como se não tivesse protagonizado coisas muito criticáveis.

Dos que se lhe seguiram temos, entre muitos, Cavaco Silva e vários dos seus ajudantes em que alguns se mostraram deploráveis criaturas, António Guterres, Armando Vara e outros também deploráveis ajudantes, Jorge Sampaio (que equacionou uma questão fulcral na justiça mas rapidamente meteu o rabo entre as pernas) , António Vitorino, os inúmeros trabalhadores em Macau transportadores ou não de "malas engraçadas" e que se espalharam por todo o nosso tecido social mandante, Durão Barroso e amigos, José Sócrates e os seus ministros António Costa, Augusto Santos Silva, Vieira da Silva e etc., e mais recentemente tivemos Santana Lopes e a sua tralha, Passos Coelho e Paulo Portas. 
No presente, continuamos a ter vários ministros de Sócrates a começar no geringonço António Costa.
Ah, e temos Marcelo Rebelo de Sousa.

Com todos eles, depois deles, como ficámos quanto a sistema de justiça, corrupção, economia, SNS, educação, Forças Armadas, agricultura, pescas, organização territorial, segurança, industrialização, dívida pública, etc?
Nenhum está isento de culpas.
Mas há realidades indesmentíveis.
Quem vendeu muito ouro do BdP? 
Quem estoirou fundos Europeus? Talvez mais uns que outros, mas foram todos.
Quantas bancarrotas? Três!
Sócrates foi o último a chamar a Troika, embora os socialistas disfarcem.
Quem sempre dificultou e porventura negou mais meios para MP e Polícia Judiciária? TODOS, mas mais uns que outros.
E o pai da corrupção!? Pois......
Que partido governou mais tempo nos últimos 25 anos?
Qual o político pior ou melhor?
Como cidadão comum não entro nisto, não classifico assim. 
Nenhum político fez tudo bem nem tudo mal.
Não gosto de vários, em todos os partidos, devido ao resultado das suas acções e inações, e às consequências para os Portugueses. 
É só isso. 
Despeito e rancor é outra coisa, não gasto disso. 
AC



Sem comentários:

Enviar um comentário