quarta-feira, 10 de setembro de 2025

PRESSÕES,  VAIDADES . . . o  COSTUME

Passar diariamente os olhos pelas gordas dos OCS através da NET é sempre uma coisa como dizer . . . . . interessante, eloquente sobre o que é e como está a Tugolândia.

Uma das mais inarráveis cenas dos últimos dias é a questão das entradas ou não entradas em medicina lá no alto, no Porto. 
Ou melhor, o vir a público, mais uma vez, aquilo que há décadas se conhece da vida pública, algumas das piores facetas da vida pública: a arrogância, a desfaçatez, a aldrabice, a jactância, a falta de decoro, a falta de humildade democrática, a falta de apenas cumprir a legalidade as normas e as regras, e não precisar de andar a palrar e pavonear-se na praça pública. 
Fazer o que lhe compete.

Como acontece certamente com os meus concidadãos, desconheço 99,999999 % o que se terá passado, os seus contornos provavelmente escabrosos, e como são as normas de acesso às faculdades e concretamente às de medicina. Sei apenas as gordas.

Li que o reitor lá no Porto veio publicamente revelar que tem sofrido pressões, que não nomeia, e que não pactua com ilegalidades.
PONTO. 

Do que jugo ter percebido, 30 alunos terão tido a óptima nota de 10, bastante inferior ao que legalmente é exigido para entrada na faculdade.

Se percebi bem, o chefão da faculdade de medicina disse-lhes qualquer coisa como - estava resolvido, iam entrar - e as criaturas trataram de começar a tratar da vida.

Depois, o reitor da universidade não homologou as entradas/ o concurso usando do poder das suas competências.
Parece que reitor da universidade e chefão da faculdade de medicina se amam profundamente!
Aparentemente, segundo se lê por aí, em 2019 p mesmo reitor (DIZEM) terá homologado concursos com notas baixas, mais baixas que o estabelecido. Se for verdade . . . . 

Depois, apareceu o ministro a fazer declarações que, salvo melhor opinião, fora do que me parecia habitual nele. Uma borrada, salvo melhor opinião.

Depois, o inarrável reitor terá debitado mais qualquer coisa.

Como sempre, aparece quem (legitimamente) classifique tudo isto como "uma polémica".

Eu chamo-lhe outra coisa: mais uma parvoíce da vida pública.

Há um pormenor, que é a impossibilidade do ministro da tutela demitir ou nomear reitores. 
Parece que essa competência cabe apenas ao Conselho Geral de cada  Universidade.

Não sei se assim está bem ou está mal, se deveria ser de outra maneira.
Mas parece-me adequado que não seja um ministro a nomear ou demitir reitores.

Dir-se-á que assim não há politização nas universidades e faculdades.
Claro que há na mesma, basta que na nomeação dos membros dos Conselhos haja mãozinha partidária, como sempre tem havido. 
Ou estou enganado?

Quando ao cerne da questão, porque raio o reitor tem de vir a público nos primeiros dias de Setembro dizer que tem sofrido pressões?
Quando, ao que parece, o assunto tem já cerca de dois meses?

Posso estar a ver mal as coisas mas, qualquer pessoa íntegra não cederia a pressões, e dentro das suas competências legais cumpriria as normas, e continuaria no cargo, sem necessidade de vir palrar para a via pública.

Se o fez, qual o objectivo concreto?
Desconheço. 
Mas para mim esta atitude do senhor diz-me algo sobre ele. 
Há quem afiance que no meio disto tudo, que é um verdadeiro cocktail bafiento, existem ingredientes extra, como gente de boas famílias (??), acesso fácil aos corredores dos poderes, vaidades pessoais diversas, e luta por cargos na máquina do Estado. Enfim.

Confirma-se, mais uma vez, que não é por acaso que estamos como estamos.

Quanto ao ministro, aparentemente alguém lhe foi fazer queixinhas - ai o sacana do reitor não deixou entrar o meu sobrinho - e vai daí, ao que parece, terá telefonado ao reitor que, presumo, o terá mandado á fava.

NÃO ABIA NEXEXIDADE, POIS NÃO?
A tugolândia é muito disto.

Ah, e aqui temos pelos vistos mais um eloquente exemplo da geração mais bem preparada de sempre. Os de 10!
AC

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