domingo, 9 de novembro de 2025

COMENTO,  Não  COMENTO,  bem,  
às VEZES COMENTO,  ou mando recados
Um dos últimos "fail divers" que apareceram nos OCS tem Marcelo Rebelo de Sousa (para não variar) como protagonista, reagindo a umas bocas de Gouveia e Melo. Hoje, Domingo.

Marcelo Rebelo de Sousa, o tal que comenta todos os dias, frequentemente mais de uma vez por dia, e sobre tudo e mais alguma coisa por inacreditável e patético que seja o tema, não gostou de umas bocas de Gouveia e Melo.

Respondeu quase sem responder às acusações de Gouveia e Melo dizendo o que tem sempre dito - ter como princípio não comentar Presidentes ou candidaturas. Um homem de princípios, portanto.

Mas como bem sabemos, Marcelo é aquilo que há anos Ricardo Araújo Pereira bem caricaturava - Sim, Não, Sim, Não, Sim, Talvez.

Não tenciona comentar Presidentes que lhe sucedam, disse. 
Bem, temos de esperar pelo futuro para ver o que acontece.
É que com este senhor tenho sempre presente a rá e o escorpião!

Claro que não deu entrevista, claro que não.

Este inquilino em Belém continua com as falinhas mansas a tratar os cidadãos comuns como tontinhos.

Recuemos uns tempinhos, e aqui fica a minha visão das coisas.
Como sempre, admito poder estar a ver tudo mal.

Recuemos ao tempo em que uma patética criatura se referiu a uma gripezinha lá muito longe, na China!

Recuemos ao tempo em que as coisas evoluíram. . . . e se agravaram.

Recuemos ao tempo em que o governo Costa e associada Temido se convenceram que a coisa ia ficar feia.

Lembremo-nos de uma conferência de imprensa de um senhor que quase imitou Santana Lopes com o passar de folhas e não saber os nomes da sua equipa.

Recuemos portanto ao tempo em que eu imagino que Costa, Temido e associados ficaram com a noção clara (sem nunca o confessarem) de que não tinham gente capaz para segurar o leme da nau em tempo que se avizinhava muito tempestuoso e imprevisível.

Recuemos portanto a esses tempos, em que eu imagino que a barraca pelo lado do governo Costa era já tão evidente. Imagino ainda que terá havido conversas frias Costa Marcelo.

Depois, eu imagino que um espertalhaço soprou ao ouvido de Marcelo qualquer coisa do género: sr Presidente, VExa é que sabe e manda mas, respeitosamente, creio que o governo está a mostrar-se incapaz de enfrentar esta situação, que vai agravar-se, vai morrer gente.
Isto tem que ser enfrentado seriamente e com gente competente.
Posso assegurar ao sr Presidente que se o assunto nos for entregue, no quadro do ministério da tutela, nós tratamos do assunto.

E, assim, a primeira criatura do PS que pensaram para dirigir a equipa para tratar da Covid foi mandado passear.
E foi criada uma estrutura liderada por militares, em estreita ligação com as estruturas normais do ministério da Saúde.
Gouveia e Melo (GM) liderou essa organização.

Recordo-me que em dada altura, já com muitos meses no combate à Covid, a perguntas que lhe eram colocadas GM remetia sempre as questões para Temido. Lembro-me até de Francisco Pinto Balsemão ter entregue um globo de ouro a GM, que este recebeu, mas entregou depois a Temido.

Marcelo e outros da sua laia, de todos os quadrantes políticos, têm a mania de tratar os portugueses como tontinhos, e que o respeitinho antigo, de antes do 25ABR74, é para vigorar de novo, democraticamente, porque sim.

Esquecem um dado importante: quem não se dá ao respeito não merece respeito algum.

E estou a falar nesta coisa de nós cidadãos comuns sermos tratados com arrogância e desprezo pela ditas elites porque para lá dos discursos gongóricos e das loas que frequentemente repetem, depois, na prática, nas decisões políticas, é o que se sabe. 
Sempre a considerarem o povo!

Este "irritante" começou porque GM resolver colocar nomes nas coisas.
Antes de prosseguir, devo dizer que GM não me seduz para PR e não aprecio certas coisas nele. 
Vi há pouco na Bertrand, na minha caminhada dentro do centro comercial depois da caminhada ao ar livre da noite já fria, que há pelo menos dois livros sobre GM. Vi um sobre Seguro.

Mas não é preciso ter muitos estudos, basta olhar a certos passados, para saber que certos senhores ora dão entrevistas, ora mandam recados a jornalistas que, OBVIAMENTE, não revelam as fontes.

A realidade indesmentível é que GM granjeou imensa popularidade e, é minha opinião, fez muita sombra a políticos que nada gostam disso,  designadamente António Costa.

A minha opinião é de que o governo de então não estava a achar graça nenhuma à popularidade de GM, e quis rapidamente colocá-lo fora da estrutura do ministério da saúde e decidiu que o devia colocar como chefe da Marinha. 

Tratou do assunto de uma forma tão atabalhoada, tão incompetente, tão cretina, que a coisa se tornou de tal modo escandalosa que até Marcelo que tinha os mesmos desejos entendeu que não podia ser daquela maneira.
Isso tudo veio a público.
Não conheço naturalmente os contornos reais, mas creio que GM também se predispôs a isso, a ser chefe da Marinha.

A realidade é que a nomeação de GM como chefe da Marinha foi protelada uns meses, se bem recordo, mas acabou empossado numa cerimónia à porta fechada a seguir ao Natal, salvo erro em 27 de Dezembro. Tudo lamentável e deplorável.
Nenhum ficou bem na fotografia, Marcelo, Costa, o MDN da altura e GM.

Ao aproximar-se o fim de terceiro ano de mandato como chefe da Marinha, manda a lei em vigor que o governo proponha ao PR novo chefe militar ou, eventualmente, proponha a sua recondução por mais dois anos.

OBVIAMENTE que a Costa (e Marcelo estaria pelos ajustes), nada convinha que GM saísse da Marinha no fim dos três anos e começasse a andar por aí. 
Nada mais natural que se prepararam para o convencer a ficar mais dois anos na Marinha e depois logo se veria.
Ficaria assim fora dos circuitos políticos.
Isto é óbvio até para o meu neto mais novo.

Voltando aos jornalistas e aos artigos que foram saindo e nomeadamente o do Expresso de Outubro de 2024 escrito por Vitor Matos, qualquer pessoa normal percebia que o artigo de algum modo retratava desejos de certos políticos. Creio que é isso que GM também interpretou, e não esteve pelos ajustes, e não foi no jogo de Costa e Marcelo.

A quantidade de artigos a referirem que Marcelo não gostaria de entregar o cargo a um militar estão por aí. INDESMENTÍVEL.
Naturalmente que foram os jornalistas todos que imaginaram o que iria na cabeça de Marcelo.
Mas sobre este comentador estamos conversados.

Quanto a GM e relativamente à sua subida a chefe da Marinha todo o processo me cheirou e continua a cheirar muito mal.
Mas, mais uma vez, admito estar a ver tudo mal.

Na minha opinião, numa coisa GM tem razão: Marcelo e Costa cada um à sua maneira querem saber tanto das Forças Armadas como eu saber o que Putin comeu ao almoço.

Estou convicto que o mês de Dezembro nos trará mais delícias relacionadas com as eleições presidenciais 2026. Aguardemos.

António Cabral (AC)

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